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Especialista vê aumentar quadros de dor na mandíbula

Episódios são agravados por estresse e ocorrem principalmente em mulher na idade reprodutiva


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/08/2021 | 00:39


Não foi apenas a Covid que fez aumentar a demanda em hospitais e consultórios. Doenças que têm seus quadros agravados pelo estresse e pela ansiedade têm feito com que as pessoas busquem ajuda médica. São os casos de quem sofre de DTM (Disfunção Temporomandibular), doença que afeta as articulações que ligam a mandíbula ao crânio e são mais comuns entre mulheres na idade reprodutiva. A disfunção causa fortes dores de cabeça, na região das têmporas (que fica ao lado do crânio) e, se não tratada, pode se tornar crônica.

Integrante da câmara técnica de disfunção temporomandibular e dor orofacial do Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo), o cirurgião-dentista João Paulo Tanganeli explica que profissionais têm notado nos consultórios aumento da demanda dos pacientes. Segundo o cirurgião, existem centenas de diferentes tipos de dores de cabeça, cada uma com uma causa específica, e que o diagnóstico da DTM se dá em avaliação clínica. “Normalmente, a dor piora com a movimentação da mandíbula”, relata.

Foi a dor ao mastigar que fez com que a aposentada Cleide Bassaneze, 76 anos, moradora de Santo André, procurasse atendimento especializado. O ano era 2015 e, além de um certo cansaço ao mastigar, ao fim do dia ela sentia dores na cabeça. Cleide foi encaminhada para um dentista e fez tratamento com laser e placa estabilizadora. Atualmente, não sente mais os sintomas. “Aprendi a não apertar os dentes durante o dia, porque isso também agrava. Acho que é preciso mais divulgação, porque muitas pessoas sentem as dores, mas não sabem do que se tratam”, afirmou.

A causa da DTM é multifatorial, como predisposição genética, fatores hormonais e comportamentais. Alguns hábitos, chamados de ‘parafuncionais’, como, por exemplo, roer unha, mascar chiclete ou ficar mordendo lápis, também podem causar as dores. “Hábitos ou vícios que a gente faz com a mandíbula, mas que não são necessários”, explica o cirurgião-dentista. Essas ações podem prejudicar a condição de saúde da ATM (Articulação Temporomandibular), levando à DTM”, pontua Tanganeli.

O aumento do estresse e da ansiedade não apenas agrava a DTM, como muitas vezes pode ser um fator complicador para o seu tratamento, já que os antidepressivos mais comuns aumentam a contração da musculatura da mastigação, podendo piorar os sintomas. De acordo com Tanganell, é preciso que os profissionais que atendem ao paciente avaliem os custos e benefícios da medicação.

A maior parte dos pacientes é de mulheres, muito provavelmente devido a fatores hormonais. O cirurgião-dentista destacou que a maioria dos casos de DTM deve ser tratada de maneira conservadora, ou seja, sem a necessidade de cirurgia. Placas, dispositivos intraorais, laserterapia, estimulação elétrica, ultrassom, exercícios controlados e a autoconscientização dos hábitos parafuncionais estão entre os principais recursos de tratamento. 



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