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Tom político norteia retorno das câmaras

André Henriques/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Debate pauta possível mudança em cenários municipais a partir deste segundo semestre


Fábio Martins
Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/08/2021 | 00:50


A discussão de projetos estruturantes, principalmente pautada pelos executivos do Grande ABC, deve ficar em segundo plano ao menos num momento inicial do pós-recesso parlamentar. Isso porque a subida do tom político irá nortear a volta das câmaras das sete cidades no período. Está previsto ingrediente no debate de possível mudança em cenários na maioria dos municípios da região a partir deste segundo semestre.

Em São Bernardo, a postura da base do governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) irá render holofotes. Parte dos integrantes do grupo situacionista já mostrou insatisfação na relação com a administração tucana, que iniciou abertura de nomeações de aliados no Paço.

A aparente tranquilidade em votações no plenário da Câmara de São Caetano contrasta com a crise política nos bastidores. A tendência é que o segundo semestre seja decisivo para o julgamento do recurso do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A expectativa passa, inclusive, que a medida seja apreciada ainda em agosto. A intromissão de Morando no xadrez político local também deve temperar os debates.

O Legislativo de Mauá tem no radar as contas rejeitadas de 2017 do ex-prefeito Atila Jacomussi (SD, ex-PSB). O balancete, reprovado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), está marcado para ser votado na casa dia 10. E o clima, inicialmente, não parece ser favorável para Atila, em que pese boa parcela dos vereadores tenha, em algum momento da trajetória, proximidade com o ex-prefeito. Outra proposta que deve entrar no período é a reforma administrativa que pode envolver plano de extinção da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Santo André e Diadema podem ser exceções a este contexto. Não que a política esteja fora do horizonte, mas, a princípio, o ambiente com as câmaras não está aflorado. O principal aspecto considerado em solo andreense é a apreciação do projeto de mudança no escopo da Faisa (Fundação de Assistência à Infância de Santo André).

Em Rio Grande da Serra, o rompimento político oficial da vice-prefeita Penha Fumagalli (PTB) com o prefeito Claudinho da Geladeira (PSDB) vai ecoar no Legislativo, até porque a petebista é ex-mulher do ex-prefeiturável Carlos Augusto César, o Cafu, padrinho político de alguns parlamentares. Nas contas do grupo da vice, sete vereadores devem formalizar bloco de oposição, trazendo dores de cabeça ao tucano – a Câmara conta com 13 vereadores. No primeiro semestre, essa ala mostrou força com a aprovação de CPI indigesta ao governo. Agora com o distanciamento formalizado, a tendência é a de pautas ainda mais críticas ao Paço.

Ribeirão Pires também conta com ingrediente diferente em comparação ao primeiro semestre. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) acatou pedido do PT local e do ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) e determinou a cassação do diploma do prefeito Clóvis Volpi (PL), sob alegação de o liberal ter tido suas contas reprovadas pelo TCE e pelo Legislativo.

A decisão da Justiça Eleitoral paulista fez reaglutinar a oposição a Volpi, que havia se dissipado após a derrota de Kiko e a ida do tucano para o secretariado em São Bernardo. A promessa é a de dificultar a atuação do chefe do Executivo, que navegou com tranquilidade na casa nos seis meses iniciais de gestão.  



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