Diarinho

Vendo o mundo com mais carinho


Ter a capacidade de se colocar no lugar do outro ao falar, agir ou pensar é um dos valores que contribuem para uma sociedade mais justa, harmônica e ‘saudável’. Para essa ação dá se o nome de gentileza, que pode ser explicada como gesto nobre ou amável. A importância desse tipo de atitude diante do próximo é festejada de maneira especial no Dia Mundial da Gentileza, celebrado anualmente em 13 de novembro. A data foi criada oficialmente em 2000 com a intenção de inspirar pessoas a fazer um mundo mais gentil.

Esse tipo de ação vai desde elogiar o trabalho de alguém e recolher um lixo que não é seu até ceder sua vez a alguém. “Quando se é gentil, a outra pessoa se sente acolhida, bem. É assim quando elogiamos alguém. Temos que apontar sempre as virtudes. Isso é ser gentil: olhar a pessoa com carinho”, definiu Clara Zanuto Lagos, 7 anos, que cursa o 2º ano do ensino fundamental no Colégio Singular Júnior, de Santo André. Na unidade, durante as aulas do projeto Escola da Inteligência, que aborda e trabalha temas como este, a aluna conta que aprendeu que ajudar o colega com dificuldades na lição e parar para ouvir as pessoas também são gestos especiais. “Todos nós gostamos desse tipo de cuidado.”

Além dela, o estudante do 4º ano Davi Frischinetti dos Santos, 10, diz ter aprendido a ser mais atencioso dessa maneira, primeiramente, dentro de casa. “Vejo quando minha mãe chega cansada do seu trabalho, porque vai todos os dias para São Paulo, e gosto de buscar água para ela, por exemplo, sem que me peça, além de ajudá-la em casa. Faço porque olho para ela e vejo que posso contribuir.”

Segundo o menino, em debate na escola, percebeu que a questão da gentileza também envolve observar uma situação e não agir por impulso. “Isso é ser cuidadoso com você mesmo e com o próximo. Quem é gentil não ofende.”

Na escola andreense, os alunos começam a trabalhar valores éticos e morais desde pequenos por meio de histórias em sala. “Quando um estojo cai no chão, não importa quem derrubou, todos levantam para ajudar o amigo. E quando preciso do mesmo tipo de ajuda, sei que irei receber, porque se torna um hábito”, comenta Heloísa Mantuan Morita da Silva, 9 anos, do 4º ano. “Ou seja, aprendemos a sermos melhores e isso só nos faz bem.”

Dentro ou fora da sala de aula, as crianças precisam compreender a importância em serem gentis de maneira geral, envolvendo pessoas, a natureza e consigo mesmo. Tratar tudo e a todos com devido respeito e carinho gera a colheita de um mundo melhor e mais carinhoso.

Ser gentil é diferente do que apresentar boa educação

É fácil confundir educação com gentileza. No entanto, são adjetivos diferentes. Ser bem educado reflete, por exemplo, no fato de se jogar o que é descartado no lixo. Já um ato gentil lembra que as pessoas devem recolher itens fora da lixeira e os descartar corretamente, independentemente de ser seu ou não. Ter boa educação é estar numa fila, em algum lugar, e obedecer a posição em que se está, não passando na frente de ninguém, mas, ser gentil, é dar a vez para alguém ir primeiro.

“Na escola, há as mulheres que fazem a limpeza, mas isso não quer dizer que eu deva deixar tudo sujo, no chão e desorganizado”, diz Matheus da Costa Muniz, 10 anos, aluno do Singular Júnior, em Santo André. Ele acredita que pessoas gentis são mais unidas e felizes, não dando vez para pequenos momentos de raiva no dia a dia.

Outra coisa que acontece com frequência na escola e chama a atenção de Matheus é quando percebe que algum amigo tem dificuldade com leitura ou aprendizagem de conteúdo. “O fato de eu já saber a matéria não me impede de olhar para o lado e ajudar meu amigo que eu estou vendo que não está conseguindo fazer a atividade ou entender a lição. As pessoas têm vergonha de falar que não conseguem fazer algo. Me traz felicidade.”

Ajudar uma pessoa a atravessar a rua, pagar um lanche para quem tem fome, reconhecer quando se é preciso pedir desculpas, cumprimentar desconhecidos ou enumerar as qualidades de alguém são atitudes diferenciadas.

Consultoria de Carla Maria da Costa Ribeiro, educadora do corpo docente do Singular Júnior, de Santo André. 

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