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Saída precoce de secretário atrasa a gestão pública


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

24/05/2009 | 07:00


A saída precoce do secretário de Finanças de São Bernardo, Jorge Mattoso, é vista por especialista e ex-prefeitos como prejudicial para o desenvolvimento da administração de Luiz Marinho (PT).

O cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira avalia que a perda de um integrante do primeiro escalão em apenas quatro meses de gestão é "ruim". "A sequência do trabalho fica prejudicada, pois perde-se muito tempo em analisar o estágio em que se encontra a Pasta, o que já foi feito anteriormente."

Um fator que complica ainda mais a situação é a circunstância de ser um governo de transição, comandado anteriormente por um outro grupo político. "Já foi necessário o estudo anterior e, agora, esse tempo de maturação se repete. A evolução administrativa fica comprometida. De certa forma, paralisa as ações", analisa Teixeira.

Assim como Jorge Mattoso, o novo secretário de Finanças nomeado por Marinho, Jorge Alano Silveira Garagorry, é forasteiro e desconhece as peculiaridades da cidade. Para o especialista, além da dificuldade de ingressar numa estrutura que está há pouco tempo em andamento, há ainda o período de adaptação para conhecer o perfil do município.

O cientista político também opina acerca dos motivos da saída de Mattoso da Prefeitura. Uma das hipóteses aventadas foi um conflito com Nilza de Oliveira, mulher de Marinho e, atual secretária de Planejamento e Tecnologia da Informação. "Tem de ser avaliado o poder dela dentro da administração. É perigoso que ocorram outros casos semelhantes. Ou também pode ter sido um fato isolado, ser for mesmo esse o motivo."

Segundo nota oficial do Executivo, o secretário pediu exoneração "por motivos pessoais". "Essa justificativa pode significar muita coisa", discorre Teixeira.

O ex-chefe do Executivo de São Bernardo Tito Costa (PTB - 1977 a 1982) reprova o que chamou de "desarticulação" do governo. "Quando a máquina começa a se articular, o processo é interrompido. Isso não é bom", salienta o petebista, frisando que "o primeiro time" deveria ser totalmente oriundo da cidade, o que não ocorre no secretariado petista.

O ex-prefeito de São Caetano Antônio José Dall'Anese (PSDB - 1993 a 1996) ressalta que a saída prematura de funcionários de confiança "deixa o município comprometido". "Havia um plano traçado e as etapas para concluir os objetivos estavam sendo executadas. Agora, o sistema tem de ser paralisado e recomeçado. Se a administração já começou desse jeito, é um mau sinal."

O ex-comandante de Ribeirão Pires Valdírio Prisco (PSDB - 1973 a 1976, 1983 a 1988 e 1993 a 1996) enfatiza que trocas repentinas no governo significam que "as coisas não andam legais".



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