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China defende uma nova estrutura de segurança

Rafael Levi/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O presidente chinês disse que a CICA
deveria se tornar uma plataforma de cooperação



21/05/2014 | 02:24


O presidente da China, Xi Jinping, pediu a criação de uma nova estrutura de cooperação na área da segurança na Ásia com base em um grupo regional que inclui Rússia e Irã e que exclui os EUA.

Xi falou durante o encontro na Conferência sobre Interação e Medidas de Construção de Confiança na Ásia (CICA, na sigla em inglês), um grupo pouco conhecido mas que tem aumentado a importância à medida que Pequim tenta expandir a influência na região e limitar o papel dos EUA, que o governo chinês vê como um rival estratégico.

Ao falar para uma audiência que contou com o presidente russo Vladimir Putin e líderes de países da Ásia Central, Xi afirmou que a Ásia precisa de "uma nova arquitetura de segurança regional".

O presidente chinês disse que a CICA deveria se tornar uma plataforma de cooperação e defendeu a criação de um mecanismo de consulta em questões de defesa, com a elaboração de um centro de resposta para uso em caso de grandes emergências na segurança regional. A CICA possui 24 membros e inclui países como Coreia do Sul, Tailândia e Turquia.

A China está envolvida em disputas territoriais com o Japão no Mar do Leste da China e com o Vietnã e outros países do sudeste asiático no Mar do Sul da China. Washington tem reclamado sobre o que avaliou serem atos provocativos da China, como o envio de uma sonda de exploração de petróleo em águas em disputa no Mar do Sul da China.

Fundada em 1992 pela iniciativa do Casaquistão, até o momento a CICA tem servido apenas como um fórum de discussão. O Japão, visto por Pequim como rival estratégico, é um observador do grupo.

Xi quer que as nações asiáticas respondam coletivamente a uma trinca de ameaças. "Nós devemos ter tolerância zero com o terrorismo, separatismo e extremismo e devemos fortalecer a cooperação internacional e fortalecer a luta contra essas três forças", disse. Fonte: Associated Press.



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