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Bancos esperam crescimento do PIB em 3,2% este ano


Do Diário do Grande ABC

21/05/2000 | 17:08


Apesar das incertezas quanto ao cenário futuro do mercado financeiro internacional, e as possíveis conseqüências sobre a economia brasileira, instituiçoes financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC), no final da semana passada, acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderá crescer este ano 3,2%. Na última pesquisa elaborada pelo BC com estas instituiçoes, no dia 12 de maio, a expectativa era de que o PIB cresceria 3,1% este ano. O governo, por sua vez, aposta num crescimento de 4%.

A expectativa com relaçao a inflaçao no país também sofreu uma melhora em relaçao a última pesquisa elaborada pelo Banco Central. As instituiçoes ouvidas pela Autoridade Monetária acreditam que o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrará ao longo de dois mil uma elevaçao de 6,13%. Na pesquisa realizada há duas semanas atrás, essa expectativa era de uma variaçao positiva de 6,19%.

Pelo acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o IPCA é o índice oficial utilizado pelo governo para calcular a inflaçao no país, dentro do sistema de metas de inflaçao. Na quinta revisao do acordo de ajuda financeira ao Brasil, feita durante o último mês de março, o governo e os técnicos do FMI mantiveram a projeçao de uma inflaçao em dois mil de 6%, com possibilidade de variaçao, para baixo ou para cima, de dois pontos percentuais.

As instituiçoes ouvidas pelo BC também revisaram suas projeçoes para outros índices de preços calculados no país. Para o Indice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundaçao Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, a expectativa é de que ele feche o ano com uma variaçao positiva de 7,38%, ante 7 45% projetado na pesquisa realizada no dia 12 de maio. A projeçao da variaçao do Indice de Preços ao Consumidor da Fundaçao Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) também sofreu uma pequena reduçao. O índice deve fechar o ano, segundo as instituiçoes ouvidas, em 5,82%, ante 5,86% apurado há duas semanas atrás.

Balança - No caso da balança comercial, as expectativas das instituiçoes financeiras ouvidas pelo BC nao sao tao positivas quanto as do governo. Enquanto a equipe econômica mantém uma projeçao de superávit de US$ 4 bilhoes no saldo comercial do País, as instituiçoes ouvidas pelo BC apostam num saldo positivo de US$ 3 bilhoes. Na pesquisa realizada no dia 12 de maio, a média de projeçoes indicava um superávit de US$ 3,3 bilhoes para a balança brasileira. No acumulado do ano, até a segunda semana deste mês, a balança comercial brasileira registrava um superávit de US$ 349 milhoes. Para que o superávit de US$ 4 bilhoes seja alcançado seria necessário que as exportaçoes superassem as importaçoes numa média de US$ 114 milhoes no decorrer de todas as 32 semanas restantes do ano. Na segunda semana de maio o superávit da balança foi de apenas US$ 68 milhoes.

Transaçoes Correntes - As projeçoes para o déficit em transaçoes correntes para o ano de 2000 mantiveram-se em US$ 23,4 bilhoes, de acordo com o levantamento feito pelo Banco Central com instituiçoes do mercado financeiro brasileiro. Em abril, conforme os números divulgados na semana passada pelo Departamento Econômico (Depec) do BC, o déficit em transaçoes correntes foi de US$ 3,078 bilhoes.

No acumulado em 12 meses, terminados em abril, esse déficit atingiu US$ 23,823 bilhoes, ou 4,06% do PIB. A projeçao do governo para o déficit em transaçoes correntes é mais pessimista do que das instituiçoes. Para o ano, a expectativa do BC é de que este déficit fique em cerca de US$ 25 bilhoes.



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Bancos esperam crescimento do PIB em 3,2% este ano

Do Diário do Grande ABC

21/05/2000 | 17:08


Apesar das incertezas quanto ao cenário futuro do mercado financeiro internacional, e as possíveis conseqüências sobre a economia brasileira, instituiçoes financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC), no final da semana passada, acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderá crescer este ano 3,2%. Na última pesquisa elaborada pelo BC com estas instituiçoes, no dia 12 de maio, a expectativa era de que o PIB cresceria 3,1% este ano. O governo, por sua vez, aposta num crescimento de 4%.

A expectativa com relaçao a inflaçao no país também sofreu uma melhora em relaçao a última pesquisa elaborada pelo Banco Central. As instituiçoes ouvidas pela Autoridade Monetária acreditam que o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrará ao longo de dois mil uma elevaçao de 6,13%. Na pesquisa realizada há duas semanas atrás, essa expectativa era de uma variaçao positiva de 6,19%.

Pelo acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o IPCA é o índice oficial utilizado pelo governo para calcular a inflaçao no país, dentro do sistema de metas de inflaçao. Na quinta revisao do acordo de ajuda financeira ao Brasil, feita durante o último mês de março, o governo e os técnicos do FMI mantiveram a projeçao de uma inflaçao em dois mil de 6%, com possibilidade de variaçao, para baixo ou para cima, de dois pontos percentuais.

As instituiçoes ouvidas pelo BC também revisaram suas projeçoes para outros índices de preços calculados no país. Para o Indice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundaçao Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, a expectativa é de que ele feche o ano com uma variaçao positiva de 7,38%, ante 7 45% projetado na pesquisa realizada no dia 12 de maio. A projeçao da variaçao do Indice de Preços ao Consumidor da Fundaçao Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) também sofreu uma pequena reduçao. O índice deve fechar o ano, segundo as instituiçoes ouvidas, em 5,82%, ante 5,86% apurado há duas semanas atrás.

Balança - No caso da balança comercial, as expectativas das instituiçoes financeiras ouvidas pelo BC nao sao tao positivas quanto as do governo. Enquanto a equipe econômica mantém uma projeçao de superávit de US$ 4 bilhoes no saldo comercial do País, as instituiçoes ouvidas pelo BC apostam num saldo positivo de US$ 3 bilhoes. Na pesquisa realizada no dia 12 de maio, a média de projeçoes indicava um superávit de US$ 3,3 bilhoes para a balança brasileira. No acumulado do ano, até a segunda semana deste mês, a balança comercial brasileira registrava um superávit de US$ 349 milhoes. Para que o superávit de US$ 4 bilhoes seja alcançado seria necessário que as exportaçoes superassem as importaçoes numa média de US$ 114 milhoes no decorrer de todas as 32 semanas restantes do ano. Na segunda semana de maio o superávit da balança foi de apenas US$ 68 milhoes.

Transaçoes Correntes - As projeçoes para o déficit em transaçoes correntes para o ano de 2000 mantiveram-se em US$ 23,4 bilhoes, de acordo com o levantamento feito pelo Banco Central com instituiçoes do mercado financeiro brasileiro. Em abril, conforme os números divulgados na semana passada pelo Departamento Econômico (Depec) do BC, o déficit em transaçoes correntes foi de US$ 3,078 bilhoes.

No acumulado em 12 meses, terminados em abril, esse déficit atingiu US$ 23,823 bilhoes, ou 4,06% do PIB. A projeçao do governo para o déficit em transaçoes correntes é mais pessimista do que das instituiçoes. Para o ano, a expectativa do BC é de que este déficit fique em cerca de US$ 25 bilhoes.

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