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Líderes comemoram fim da II Guerra Mundial em Moscou


Da AFP

09/05/2005 | 08:55


Os principais líderes do mundo comemoraram nesta segunda-feira, na Praça Vermelha de Moscou, a vitória de 1945 sobre os nazistas na II Guerra Mundial, com um grande desfile durante o qual o presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou a nova aliança contra o terrorismo. "Devemos nos manter fiéis à memória de nossos pais diante das ameaças do terrorismo", disse Putin em um discurso antes do início do desfile militar.

O chefe de Estado do Kremlin afirmou, ao lado dos presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da França, Jacques Chirac, além do chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder, que a Rússia "sempre lembrará" da ajuda concedida à União Soviética pelos aliados ocidentais durante a guerra. O premiê britânico Tony Blair não compareceu por razões de política interna.

"Temos que defender uma ordem mundial (...) que não permita a repetição de uma guerra, fria ou quente", disse Putin da tribuna, na qual estavam presentes mais de 50 chefes de Estado e de governo. Também afirmou que a Rússia baseia sua política "nos ideais da liberdade e da democracia" e buscando "o diálogo e a cooperação internacional", além de destacar a "reconciliação histórica entre Rússia e Alemanha".

Seu discurso foi seguido por uma interpretação do hino russo, o antigo hino soviético abandonado em 1991, que Putin reintroduziu com uma nova letra quando assumiu o poder no ano 2000.

A parada militar com mais de 7 mil soldados e oficiais e quase 2,5 mil veteranos russos da Segunda Guerra começou assim que os relógios do Kremlin marcaram 10h locais (3h de Brasília). Uma banda interpretou uma marcha militar, enquanto três soldados cruzavam a Praça Vermelha com a bandeira vermelha do Exército Soviético.

Soldados vestidos com uniformes da Marinha, Infantaria e Cavalaria do Exército Soviético da época do conflito mundial desfilaram a pé e a cavalo. Na Praça Vermelha, veteranos russos, repletos de medalhas, a bordo de caminhões militares similares aos da época da II Guerra Mundial, agitaram cravos vermelhos em direção à tribuna oficial, representando as frentes da "Grande Guerra Patriótica". Duas esquadrilhas aéreas sobrevoaram o centro de Moscou, desenhando no céu uma bandeira branca, azul e vermelha.

Após o desfile, Putin e seus convidados, incluindo os primeiros-ministros do Japão e da Itália, Junichiro Koizumi e Silvio Berlusconi, respectivamente, que representaram os países vencidos em 1945, depositaram ramos de flores sobre a tumba do soldado desconhecido, perto do Kremlin.

As cerimônias da vitória foram planejadas como um acontecimento grandioso pela presidência de Putin, que desde sua chegada ao poder tenta restaurar a grandeza perdida da Rússia. As celebrações foram precedidas por uma polêmica com os países bálticos e os Estados Unidos a respeito da "ocupação" soviética após a libertação do leste europeu, um tema que Moscou se recusa a debater.

George W. Bush, que nos últimos meses se mostrou muito crítico com o retrocesso da democracia na Rússia, reuniu-se na manhã desta segunda-feira com um grupo de defesa dos direitos humanos, o que pode ofender o Kremlin.

Em outra área de Moscou, milhares de simpatizantes comunistas compareceram a uma convocação do Partido Comunista russo para comemorar o 60º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista, à margem das cerimônias oficiais, fechadas ao público.



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