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Clínicas experimentais

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Com a missão de antecipar tendências, carros-conceito estão cada vez mais perto da realidade


Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

03/11/2017 | 07:03



Recentemente exibido ao público no Salão de Tóquio (Japão), o Toyota Concept-i, que teve avant-première em janeiro, durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas (Estados Unidos), provavelmente não será visto nas ruas. Pelo menos não tão cedo – basta olhar suas características na foto em destaque. Capaz de até mesmo conversar com os ocupantes e desvendar suas emoções, o modelo é um carro-conceito que tem por missão antecipar tendências. A meta da fabricante japonesa é aprimorar a experiência de condução (autônoma) do modelo e realizar testes com algumas de suas funções a partir de 2020.

Achou tudo isso futurista demais? Mas não se espante! Isso acontece há décadas. Sim, a missão dos carros-conceito é, justamente, por meio de criações ousadas, testar a viabilidade de tais inovações e a aprovação do público. A diferença é que, de uns tempos para cá, essas verdadeiras clínicas experimentais estão cada vez mais próximas da realidade.

Um dos exemplos mais recentes é o Nissan Kicks, que fez sua estreia mundial no Salão do Automóvel de São Paulo de 2014 como conceito e, poucos meses depois, estava nas ruas exibindo, praticamente, a mesma estética. À época, o crossover urbano compacto premium (feito sob liderança do Centro Global de Design da marca, no Japão, e com colaboração do estúdio Nissan Design America Rio) indicava possível modelo de produção para o mercado brasileiro. “O novo Nissan Kicks Concept leva a fantasia pura do Nissan Extrem a um nível muito próximo da realidade e, possivelmente, a um futuro veículo de produção”, afirmou o então presidente da marca no Brasil, François Dossa, na ocasião.

Dois anos mais tarde, a montadora japonesa levou o Concept 2020 Vision Gran Turismo das telas de vídeogame para o mundo real em Tóquio. O modelo foi desenvolvido em conjunto com a Polyphony Digital Inc., que criou o jogo de corrida Gran Turismo 6, para Sony PlayStation. A previsão da marca é levá-lo para as pistas em 2020.

LÁ ATRÁS - É um foguete? É um míssil? Uma nave espacial? Nada disso. O veículo que parece ter inspirado o desenho animado Os Jetsons, lançado em 1962, é o Cadillac Cyclone, apresentado em 1959. Com apenas dois lugares, a cabine (que abrigava bancos prateados) era coberta por espécie de bolha feita em plástico. Aliás, para acessar o habitáculo bastava deslocar as portas para trás. Para falar com quem estava do lado de fora, alto falantes ajudavam na função, já que não havia janelas. Em relação a tecnologias, nele já havia sistema de frenagem automática – algo que virou realidade recentemente. O carro, com cinco metros, tinha motor V8 de 6,4 litros e 325 cv. A transmissão era automática de três velocidades. Após adaptações estéticas e mecânicas (em 1964), o projeto foi abandonado.

Outro que não virou realidade foi o Chrysler Expresso, exibido no Salão de Frankfurt (Alemanha) de 1993. Seu motor era um 2.0 de 133 cv e a proposta era atuar como táxi urbano. Tinha metade do porte dos modelos usados à época. Porém, não passou de apenas mais um show-car.

E por falar em boas propostas que não deram certo, destaque também para o Citroën Activa. Apresentado no Salão de Paris (França) de 1988, o modelo quatro portas (que se abriam em formato suicida e eram acionadas por meio de controle remoto) não tinha coluna central, para facilitar o acesso ao interior que, aliás, tinha quatro bancos individuais – o do motorista, com memória do tamanho de quem dirigisse – volante multifuncional em formato retangular com cubo fixo e head-up-display (projetor de informações do quadro de instrumentos no pára-brisa, como velocidade e combustível). Do lado de fora, os faróis eram escondidos por lentes negras e, os vidros, pareciam formar uma só peça. O coeficiente aerodinâmico era de (baixos) 0,25. Na mecânica, motor 3.0 V6 de 24 válvulas e 200 cv atrelado a transmissão automática de apenas quatro velocidades. Sua tração era integral permanente (50% para cada eixo) e as rodas traseiras esterçavam, tanto na mesma direção das dianteiras quanto para o lado oposto a fim de diminuir o espaço para manobras. A suspensão compensava a inclinação nas curvas, algo usado um ano depois no Citroën XM. Hoje, tanto o banco com memória como o head-up-display são realidade em modelos como Camaro, Porsche e Mini Cooper.

Em 1988, também havia espaço para esquisitices. O mesmo evento parisiense apresentou o Renault Mégane conceito. Tratava-se de um modelo com quatro lugares e quatro portas (corrediças) abertas via controle remoto. Nele, também, nada de coluna central. Uma das principais inovações era a opção giratória para os bancos dianteiros. Havia regulagens para assentos e volante. Para se mover, contava com um V6 turbo de 250 cv, cuja máxima era de 255 km/h. Dele, apenas o nome foi aproveitado.


Superesportivos e a década de 1990

A década de 1990 foi um deleite para quem é amante de superesportivos. Quem tem cerca de 30 anos ou mais certamente se lembra do Ford GT90. Apresentado no Salão de Detroit (Estados Unidos) de 1995, o belo superesportivo abusava das linhas retas no visual. Seu motor V12 de seis litros com quatro (!) turbocompressores, era capaz de gerar 730 cv e mais de 90 quilos de torque.

À época, a Jaguar pertencia à Ford e, por isso, cedeu a plataforma e o sistema de suspensão do XJ220, assim como o câmbio manual de cinco marchas. Para quem não sabe, o GT90 era a evolução do icônico GT40, que fez história nas pistas de corrida das 24 Horas de Le Mans.

Outro que gravou seu nome foi o BMW Nazca C2. Datado de 1991 e criado pela Italdesign, quebrou paradigmas. Tinha peças em fibra de carbono e um motorzão V12 5.7 de 380 cv capaz de ultrapassar os 300 km/h de velocidade final. Para delírio da galera, anos mais tarde, o modelo apareceu no game Need for Speed II. Freios Brembo com sistema antitravamento eram de série. Apesar dos atributos, a produção massiva não aconteceu.

A Audi também atacou de conceito no comecinho da década de 1990. Também de 1991, o Avus chamava atenção pelas linhas arredondadas, proporções (era largo, dois metros, e baixo, 1,17 metro) e carroceria em alumínio. As portas se abriam para cima, mas a inovação foi o motor 6.0 W12 de nada menos que 509 cv. Porém, o que chegou mais perto do consumidor foram as miniaturas de carrinhos... 



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