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Palmeirenses lamentam o azar no final


Do Diário do Grande ABC

31/05/2000 | 00:44


Exaustos e angustiados os jogadores do Palmeiras pareciam nao acreditar que a partida havia acabado. Luiz Felipe Scolari colocava as maos na cabeça, arrasado. Cabisbaixo, nao quis cumprimentar ninguém, querendo se esconder nos vestiários. Ninguém se conformava com o time deixar escapar o suado empate aos 46 minutos do segundo tempo, em um chute de Vampeta que desviou em Roque Júnior e encobriu Marcos.

"Nós lutamos demais para perder essa partida dessa maneira. Estava 3 a 1 para o Corinthians até os 30 minutos do segundo tempo. Conseguimos empatar em 3 a 3 e depois sai o gol do Vampeta. Foi falta de sorte demais. Mas só que nao está nada decidido, nao. Na semana que vem temos tudo para ganhar e chegar à final da Libertadores da América. Nao vamos baixar a cabeça. Eles nao podem ter sorte para sempre", falava, com raiva, Alex.

"Nunca vi isso. Acabamos de empatar a partida no primeiro tempo e o Marcelinho vai chutar para o gol e a bola bateu em mim. Depois empatamos e aí a bola bate no Roque Júnior e engana novamente o Marcos. Mas pela nossa reaçao ficou claro que perdemos a batalha, mas nao a guerra. Tivemos muita falta de sorte, só isso", tentava minimizar Argel.

Quando Luiz Felipe Scolari se recompôs e resolveu falar, tratou de acabar com o caminho fácil de colocar a culpa no acaso. "Falta de sorte nao existe. No futebol prevalece a competência, o posicionamento, o chutar mais ao gol. Nós perdemos o jogo no primeiro tempo porque os meus jogadores nao estao querendo jogar feio, fazer falta. O Rogério, por exemplo, deixou o Ricardinho fazer o que queria em campo. Em decisao nao existe essa história de jogar bonito. Reagimos, mas o Corinthians mereceu vencer. Pelo menos, ficaram apenas com a vitória por um gol de vantagem. É possível reverter na próxima semana. Mas temos de melhorar muito."

Júnior estava muito magoado porque ouviu Edu mandar Edílson o marcar com pontapés. "Nao esperava isso do Edu. O Edílson eu já conheço faz tempo e sei que ele bate mesmo. O Edu gritava para ele me dar porrada. O Edílson me xingou bastante. Mas só faz isso dentro do campo, quero ver se ele tem coragem fora do estádio", dizia, transtornado.

Luiz Felipe balançava a cabeça de raiva de Júnior. O treinador usou o exemplo do lateral para provar o quanto o time foi imaturo diante do Corinthians nesta terça-feira. "Para os meus jogadores está faltando malícia. E isso é difícil passar. O Edílson é um malandro que passou o jogo inteiro perturbando o meu lateral. O Júnior veio me dizer que iria quebrar a cara dele. Eu pedi pelo amor de Deus para que desse a resposta em campo. Se fosse expulso eu perderia um grande jogador e tudo ficar muito pior. O Edílson disse algumas coisas para mim, mas o bandeira ouviu e nao quis chamar o árbitro. Mas deixa para lá: o malandro continuou em campo."

Roque Júnior tentou explicar o lance que definiu a partida. "Eu tentei travar o chute do Vampeta, mas infelizmente cheguei tarde e a bola desviou em mim e saiu da direçao do Marcos. Mas eu posso falar para todos: nao vamos baixar a cabeça. Daremos a volta para cima no próximo jogo. Nao está nada perdido."

Pena procurou um modo fácil de resumir sua vontade de chegar à final: "É como se tivéssemos jogado fora. O Palmeiras perdeu a primeira partida de duas que pode levar à final da Libertadores. Se a derrota fosse por 3 a 1, os corintianos poderiam comemorar. Mas eles ganharam apenas por um gol de vantagem. Nós sabemos que é muito pouco."



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Palmeirenses lamentam o azar no final

Do Diário do Grande ABC

31/05/2000 | 00:44


Exaustos e angustiados os jogadores do Palmeiras pareciam nao acreditar que a partida havia acabado. Luiz Felipe Scolari colocava as maos na cabeça, arrasado. Cabisbaixo, nao quis cumprimentar ninguém, querendo se esconder nos vestiários. Ninguém se conformava com o time deixar escapar o suado empate aos 46 minutos do segundo tempo, em um chute de Vampeta que desviou em Roque Júnior e encobriu Marcos.

"Nós lutamos demais para perder essa partida dessa maneira. Estava 3 a 1 para o Corinthians até os 30 minutos do segundo tempo. Conseguimos empatar em 3 a 3 e depois sai o gol do Vampeta. Foi falta de sorte demais. Mas só que nao está nada decidido, nao. Na semana que vem temos tudo para ganhar e chegar à final da Libertadores da América. Nao vamos baixar a cabeça. Eles nao podem ter sorte para sempre", falava, com raiva, Alex.

"Nunca vi isso. Acabamos de empatar a partida no primeiro tempo e o Marcelinho vai chutar para o gol e a bola bateu em mim. Depois empatamos e aí a bola bate no Roque Júnior e engana novamente o Marcos. Mas pela nossa reaçao ficou claro que perdemos a batalha, mas nao a guerra. Tivemos muita falta de sorte, só isso", tentava minimizar Argel.

Quando Luiz Felipe Scolari se recompôs e resolveu falar, tratou de acabar com o caminho fácil de colocar a culpa no acaso. "Falta de sorte nao existe. No futebol prevalece a competência, o posicionamento, o chutar mais ao gol. Nós perdemos o jogo no primeiro tempo porque os meus jogadores nao estao querendo jogar feio, fazer falta. O Rogério, por exemplo, deixou o Ricardinho fazer o que queria em campo. Em decisao nao existe essa história de jogar bonito. Reagimos, mas o Corinthians mereceu vencer. Pelo menos, ficaram apenas com a vitória por um gol de vantagem. É possível reverter na próxima semana. Mas temos de melhorar muito."

Júnior estava muito magoado porque ouviu Edu mandar Edílson o marcar com pontapés. "Nao esperava isso do Edu. O Edílson eu já conheço faz tempo e sei que ele bate mesmo. O Edu gritava para ele me dar porrada. O Edílson me xingou bastante. Mas só faz isso dentro do campo, quero ver se ele tem coragem fora do estádio", dizia, transtornado.

Luiz Felipe balançava a cabeça de raiva de Júnior. O treinador usou o exemplo do lateral para provar o quanto o time foi imaturo diante do Corinthians nesta terça-feira. "Para os meus jogadores está faltando malícia. E isso é difícil passar. O Edílson é um malandro que passou o jogo inteiro perturbando o meu lateral. O Júnior veio me dizer que iria quebrar a cara dele. Eu pedi pelo amor de Deus para que desse a resposta em campo. Se fosse expulso eu perderia um grande jogador e tudo ficar muito pior. O Edílson disse algumas coisas para mim, mas o bandeira ouviu e nao quis chamar o árbitro. Mas deixa para lá: o malandro continuou em campo."

Roque Júnior tentou explicar o lance que definiu a partida. "Eu tentei travar o chute do Vampeta, mas infelizmente cheguei tarde e a bola desviou em mim e saiu da direçao do Marcos. Mas eu posso falar para todos: nao vamos baixar a cabeça. Daremos a volta para cima no próximo jogo. Nao está nada perdido."

Pena procurou um modo fácil de resumir sua vontade de chegar à final: "É como se tivéssemos jogado fora. O Palmeiras perdeu a primeira partida de duas que pode levar à final da Libertadores. Se a derrota fosse por 3 a 1, os corintianos poderiam comemorar. Mas eles ganharam apenas por um gol de vantagem. Nós sabemos que é muito pouco."

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