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Sindicato diz que cartão não paga nem 25% da cesta básica

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituição defende pagamento dos alimentos e reclama do baixo valor depositado em novo benefício do Paço de Ribeirão


Caio dos Reis
Especial para o Diário

01/09/2015 | 07:00


Presidente do Sineduc (Sindicato dos Trabalhadores na Educação) de Ribeirão Pires, Perla de Freitas afirmou que os R$ 103 pagos pelo cartão servidor não compram “nem 25% da cesta básica”, antigo benefício concedido ao funcionalismo de Ribeirão Pires. Na quinta-feira, existe nova expectativa para que o projeto de lei que revoga a entrega da cesta na cidade seja votado no Legislativo – nas duas tentativas anteriores, por falta de acordo entre os vereadores, o item teve de ser adiado.

“Na opinião do sindicato, os dois benefícios devem ser concedidos ao mesmo tempo (um complementando o outro). Então hoje somos contra a revogação da cesta”, afirmou Perla.

Mesmo sem a aprovação do texto que revoga a entrega da cesta no Legislativo, o prefeito Saulo Benevides (PMDB) cortou o auxílio e os servidores não receberam a cesta em agosto. A justificativa foi a implantação do cartão servidor, que fomenta o comércio local, já que só pode ser usado em estabelecimentos cadastrados do município.

Entretanto, o valor de R$ 103 depositado mensalmente é considerado “baixo” por Perla. “Com esse valor, eu não compro nem 25% da cesta básica. Eles (Prefeitura) compravam os produtos em atacado, ou seja, saía mais barato. No varejo, o preço é mais alto e não conseguimos ter o mesmo que tínhamos antes”, argumentou a dirigente.

Líder do governo Saulo na Casa, Hércules Giarola (Pros) disse que espera chegar a um consenso na próxima sessão. “Vou tentar conversar com os vereadores para decidir o melhor para todos. Falei com servidores e muitos deles preferem o cartão do que a cesta”, afirmou.

Perla ponderou que ainda há grande número de indecisos sobre o caso e que veredicto ainda está longe de ser anunciado. “Está dividido. Tem gente que quer o cartão e outros querem a cesta. O sindicato quer os dois, mas se tivermos que escolher apenas um, devemos optar pela cesta, que é a vontade da maioria”, sugeriu.

A presidente do Sineduc ainda comentou que irá cobrar os vereadores para reunião prometida na última sessão. “Prometeram um encontro entre Executivo, eles e a gente. Mas até hoje (ontem) à tarde, nada foi passado para a gente. Amanhã (hoje) vamos estar lá na Câmara para cobrá-los. Queremos uma decisão”, disse.

O governo espera que haja desfecho nesta semana, porém, admite que o tema é polêmico e pode se arrastar. Ainda não há definição, por exemplo, se a cesta básica irá ser entregue em setembro. Em tese, ao não oferecer o benefício, a gestão Saulo comete irregularidade, já que descumpre legislação municipal que obriga a concessão dos alimentos. 



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