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Anna Maria, última das três irmãs doentes, recebe transplante de rim



25/10/2005 | 00:00


Bento, Luz e Vitória são os nomes dos novos rins de Anna Paula, Eva Cristina e de Anna Maria, última a fazer o transplante, pondo fim à história de sofrimento das três irmãs que ficaram conhecidas por sua doença rara e pelo incentivo à doação de órgãos.

Os apelidos representam a luta delas contra uma síndrome genética congênita, chamada glomérulo esclerose fetal, caracterizada pelo envelhecimento rápido do rim. Estima-se que esse seja o único caso no mundo com mais de uma pessoa doente na mesma família.

Havia quatro anos que as moças de Campinas faziam hemodiálise três vezes por semana, enquanto esperavam na fila pelo transplante. Mas, felizmente, não esperaram muito. Os órgãos foram doados por parentes. Anna Paula Reinelt Marques, 24, recebeu o rim da mãe, Izilda, em fevereiro. Seis meses mais tarde, Eva, 26, recebeu o rim do pai, Otávio.

Depois de ser adiada no mês passado, por causa de uma gastrite, a cirurgia de Anna Maria Reinelt Marques, 24, foi realizada domingo no Hospital do Rim e Hipertensão, em São Paulo, às 7h. O rim compatível veio da prima do pai, Maria Cristina Silveira da Mota, 50. "Eu sonhava com dois braços ligados por um fio e não sabia o que era. Até que reencontrei o Otávio, depois de muito tempo, e veio a imagem do sonho. Decidi fazer os exames para ver se poderia doar meu rim", contou.

Com a voz tranqüila, Anna Maria disse que a pior parte, além da hemodiálise, foi não poder beber água. "Tudo o que passamos foi um aprendizado. Agora quero fazer uma festa, viajar e ajudar outras pessoas por meio da ONG." A família criou a ONG Doe Vida, para conscientizar os doadores (www.doevida.org).

Anna Maria é aluna de Artes Visuais e pretende voltar a estudar no ano que vem. E Anna Paula, que acompanha a irmã gêmea, vai voltar para a faculdade de Biologia. "É outra vida. Fiquei feliz com a minha cirurgia, mas deu um aperto no coração ao vê-las ainda na hemodiálise. Estou aliviada", disse Anna Paula.

Mesmo cansada, a mãe demonstrou a emoção do sonho realizado. "Eu tinha um único pedido para Deus. Hoje me sinto privilegiada", contou. "Quero passar tudo o que aprendi para os outros." E o marido, Otávio, acrescenta: "Queremos alertar os transplantados para sempre tomarem os remédios e o governo para ajudar no transporte dos órgãos."



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