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Garota chega morta ao hospital; família diz que ambulância demorou


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

21/05/2005 | 09:23


A estudante Rosilene Teixeira de Lima, 11 anos, moradora do Parque Miami, em Santo André, morreu na madrugada desta quinta ao chegar no Pronto Atendimento da Vila Luzita, e a família responsabiliza a Prefeitura por falta de socorro. A família afirma ter ligado para pedir uma ambulância e o atendimento não ter chegado em uma hora. Desesperados, os parentes chamaram um vizinho que tem carro para socorrer a menina. Quando chegou ao pronto atendimento, a garota já estava morta. A Prefeitura nega a acusação.

A estudante morreu à 0h10 desta quinta. Desde quinta-feira pela manhã, ela reclamava de fortes dores na barriga. O irmão, Leandro Teixeira de Lima, 15 anos, afirma que telefonou para o 192, da Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), às 22h.

“Me falaram que a ambulância chegaria rápido, no máximo em 20 minutos. Então ficamos esperando”, disse o garoto, que estava no barraco onde mora com o pai, o flanelinha Luiz Celso de Lima, 59 anos, e quatro irmãos. A mãe, Sebastiana Teixeira dos Santos, 36 anos, estava no barraco de uma vizinha no momento da ligação.

“Às 23h, como a ambulância não tinha chegado, pedimos para um vizinho pegar o carro dele e levar minha irmã até o hospital”, disse Leandro. Até o vizinho providenciar o veículo e chegarem ao hospital, passou-se mais de uma hora.

A Prefeitura de Santo André nega a demora da ambulância e contesta os horários fornecidos pela família. Segundo a administração, a ligação para o 192 ocorreu às 23h53 e não às 22h. A Prefeitura diz ainda que a ambulância estava indo até o local, quando, à 0h10, um segundo telefonema foi dado por alguém da família, informando que o veículo não seria mais necessário. Os horários, segundo a Prefeitura, estão registrados no sistema do Samu.

A Prefeitura também informa que duas ambulâncias ficam estacionadas no PA da Vila Luzita, mas que podem atender chamados de toda cidade. A administração diz que a média de tempo para atendimento é de dez minutos.

Ao todo, a Prefeitura mantém em operação nove ambulâncias do Samu, veículos fornecidos pelo governo federal. Duas bateram e estão paradas na oficina. Elas rodavam sem ter seguro, apesar de esta ser uma exigência do Ministério da Saúde. Uma das ambulâncias sofreu perda total. A Prefeitura diz que os seguros estão em fase de licitação.

No 1º DP de Santo André, foi registrado boletim de ocorrência de morte a esclarecer. O médico Harold Cleme, que viu o corpo no PA, descreveu no prontuário que Rosilene tinha sinais de estupro. No entanto, o exame do IML (Instituto Médido-Legal) não indicou a causa da morte. Novo laudo será feito no IML central, em São Paulo, e deve ficar pronto em um mês.



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