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Lenços são estendidos em Copacabana pelas 600 mil vítimas da covid-19

Divulgação/Sou da Paz/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


08/10/2021 | 18:47


Seiscentos lenços brancos foram estendidos na manhã desta sexta-feira (8), em varais instalados na areia da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, em homenagem promovida pela ONG Rio de Paz aos 600 mil mortos pela covid-19 no Brasil desde o início da pandemia, em março do ano passado, e com pedido de punição aos responsáveis pela gestão do combate à doença. Esse número de mortos foi atingido nesta sexta-feira.

A instalação ocorreu no trecho da praia em frente ao hotel Copacabana Palace. Segundo os organizadores, os lenços foram escolhidos por serem símbolos do adeus e do aceno à distância, além de usados para enxugar lágrimas. Além dos lenços, foram expostas quatro faixas, uma delas com a pergunta "Quem são os responsáveis por essa tragédia?" e outras com as palavras "incompetência", "irresponsabilidade" e "insensibilidade".

"A maior parcela de culpa recai sobre o governo federal, por vários motivos. Em primeiro lugar, a falta de empatia do presidente Bolsonaro. Participou de manifestações públicas, inclusive antidemocráticas, desestimulou o uso de máscara, combateu o distanciamento social, e o seu governo foi incapaz de criar um gabinete de crise, para que governadores e prefeitos apresentassem ao país uma política comum para o combate à pandemia", criticou Antonio Carlos Costa, presidente da ONG.

Após a manifestação, os lenços serão recolhidos e entregues ao taxista Márcio Antônio do Nascimento. Em outro ato da ONG Rio de Paz para homenagear as vítimas da covid-19 e cobrar medidas do governo, em 11 de junho do ano passado, cruzes foram fincadas na areia, e um homem que criticava a manifestação arrancou algumas delas. O taxista passava pelo local, viu a atitude e entrou na areia para fincar novamente as cruzes. Ele é pai de Hugo, de 25 anos, que havia morrido de covid-19 pouco tempo antes.

Segundo a Rio de Paz, em 19 de outubro o taxista vai a Brasília para acompanhar a leitura do relatório da CPI da Covid, e levará os lenços, que serão entregues aos integrantes da Comissão.



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