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Determinação reduz funcionários em escolas estaduais

Nario Barbosa  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

02/02/2017 | 07:00


As aulas nas escolas da rede estadual começam hoje, mas “com sérios problemas”, segundo o Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Estado de São Paulo). A entidade se queixa de mudanças que começam a valer hoje, determinadas em resoluções publicadas pela Secretaria de Educação do Estado em dezembro, pois entende que prejudicarão as gestões administrativa e pedagógica.

Na resolução 65, fica estabelecida a redução do número de professores-coordenadores. Terão dois profissionais as escolas que contarem com 16 a 30 classes e que, independentemente do número de turnos, ofereça anos iniciais de Ensino Fundamental. Do contrário, apenas um. Outra mudança, colocada pela resolução 69, é a de que apenas as escolas com mais de 16 classes poderão ter a figura do vice-diretor.

As escolas já estavam com o módulo defasado de funcionários, mas tendo uma equipe gestora (diretor, vice-diretor e coordenador) toca o trabalho, mas agora cortam”, lamenta a presidente do Udemo – Regional Santo André, Maria Aparecida Leite Knoll.

Embora para as escolas de tempo integral conste na legislação que, “para fins de definição de módulo de pessoal, deverá ser considerado em dobro o número de classes”, Maria afirma que e-mail enviado pela Pasta estadual comunica que para efeitos de vice-diretor e professor-coordenador não será dobrado o módulo.

Para a especialista e professora de Gestão e Coordenação do Trabalho Pedagógico na escola da Universidade Presbiteriana Mackenzie Mary Rosane, quanto mais pessoas envolvidas com Educação para crianças e jovens, melhor. “(Havendo redução) Sempre haverá perda em qualidade do ponto de vista pedagógico.”

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado afirma que a medida, aliada à recente nomeação de 11,9 mil docentes realizada pelo governo, amplia o quadro de educadores efetivos da rede e, com relação às funções de vice-diretor e coordenador, “o que acontece é que em escolas com um número reduzido de turmas e alunos, menos profissionais ficarão nas funções administrativas e mais professores garantirão as atividades pedagógicas para os alunos”.

Outra entidade sindical, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), fala que, levantamento parcial feito pela entidade, aponta que ao menos 263 salas de aula de escolas estaduais serão fechadas na região, sob justificativa de falta de demanda. A Secretaria de Estado nega.  



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