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Outro vazamento deixa Jardim Zaíra sem água

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

05/04/2012 | 07:00


A população do Zaíra, em Mauá, precisará de paciência nos próximos dias. Após o conserto da adutora na Estação Elevatória Capiburgo, rompida na terça-feira, outro vazamento foi constatado na rede de distribuição que abastece o bairro. O problema foi detectado na madrugada de ontem.

Desta vez, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) não deu prazo para normalizar o serviço, mas esclareceu que o reparo foi concluído na tarde de ontem e que o abastecimento será realizado de forma gradual. Segundo a companhia, não há relação com o problema detectado na adutora.

A autarquia explicou que o vazamento de ontem afetou apenas três ou quatro vias do Zaíra e que o problema não se estende a outras localidades. Para a realização da manutenção, a rede local precisou ser desligada - o que atrasou o reabastecimento nas casas após o incidente de terça-feira.

A sequência de problemas na distribuição de água na cidade prejudica especialmente os bairros mais altos, como os jardins Zaíra e Oratório. Entre moradores, a palavra de ordem é economizar. Quem tem água no reservatório particular opta por poupar o recurso desde terça-feira para evitar a seca. A utilização é feita apenas em emergências. "Só tenho um pouco na caixa d'água porque faço economia. Deixei apenas para tomar banho e cozinhar. Já deve estar pela metade", conta a dona de casa Raimunda Soares, 59 anos, moradora do Zaíra 6.

O problema de falta d'água na casa de Luziene Aparecida da Silva, 38 anos, acontece há dez anos. Toda semana há falha no abastecimento. A situação é agravada quando há interrupção do serviço. Sua casa é localizada no topo de uma extensa escadaria, o que dificulta a distribuição. "Moramos em quatro pessoas. O estoque vai acabar e agora só vamos utilizar para tomar banho." A tarifa que a dona de casa paga todo mês, com abastecimento ou não, é de cerca de R$ 30.

O dono de uma mercearia na Rua João Paulino de Farias relata que o desabastecimento é rotina na região do Zaíra. "Se demorar muito para voltar, vou ficar com sede. Não adianta mais reclamar. É esperar", disse Gentil Feitosa, 58. Na mesma via, enquanto alguns moradores criticavam o atraso no fornecimento, outros lavavam a calçada com água abundante. O abastecimento permanece irregular até que o reservatório Zaíra, que atende 27 bairros da cidade, atinja nível adequado para abastecer a rede de distribuição nessas regiões.

TRANSTORNO
O problema acontece quase dois meses depois de 320 mil habitantes ficarem sem água por dez dias na cidade. Na ocasião, a mesma adutora foi rompida e precisou de reparos, que foram dificultados por conta do excesso de chuvas. O acesso à adutora é feito pela Estrada Sapopemba, na altura do km 13,5.



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