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Em casa de ferreiro, espeto é de pau


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

17/12/2015 | 07:00


Não é de hoje que a receita para um clube ser viável profissionalmente passa pelos cuidados com que são tratadas as categorias de base. É simples: jogador revelado no clube, além da identificação, geralmente tem salário mais baixo, é mais confiável do que os trazidos de fora, afinal foram acompanhados por um tempo maior, além da possibilidade de negociação trazer sustentação para o caixa se manter no azul. E no dia 2 começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, principal oportunidade para avaliar o desempenho da nova geração. Mas parece que as equipes da região estão pouco se importando com a competição.

A exceção é o Santo André, que tradicionalmente usa bem a categoria de base. Desde o fim dos anos 1990, a equipe percebeu que se manter com renda de bilheteria, cotas da Federação Paulista e patrocinadores não era suficiente. Havia a necessidade de revelar e vender jogadores. Foram vários os talentos que surgiram neste período e que mantiveram o clube em atividade, como Adauto e Ramalho, boa parte da geração 2003, campeã da Copa São Paulo, passando por Williams, Ricardo Goulart, Júnior Dutra, Pará, Vitor Hugo, entre muitos outros.

Para a Série A-2 de 2016, a promessa do presidente ramalhino Jairo Livolis é ter metade do elenco, ou seja, 14 jogadores, formada em casa. A atitude é corajosa, tendo em vista que seis clubes serão rebaixados, mas acertada. A decisão está amparada no aproveitamento de atletas que estão há dois anos no time profissional e atingiram grau de maturidade capaz de transformá-los em titulares, casos dos laterais Jean e Paulo, do volante Dudu, do meia Guilherme Garré e do atacante Vinícius Silveira. Sem dúvida, uma geração promissora e que vem ganhando espaço.

Desperdício

Os vizinhos não seguem o exemplo do Ramalhão. O mais curioso é o São Caetano, que tem feito trabalho interessante na base e nesta temporada chegou nas quartas de final tanto na Copa São Paulo como no Paulista Sub-20, mas deve aproveitar, no máximo, três jogadores na Série A-2. O atacante Santiago, que brilhou na Copinha, por exemplo, já foi embora para o Cruzeiro, sem trazer outro benefício ao time que não seja o financeiro.

Outra contradição acontece no Água Santa, que vai disputar a Copa São Paulo pela primeira vez em 2016 e atualmente tem time sub-23 em excursão no México. Os dirigentes parecem que não confiam no trabalho que desenvolvem na base. O time já tem 22 jogadores – entre reforços e retornos – para o Paulistão e anunciou que deve fazer mais quatro contratações, ou seja, como o limite é de 28 jogadores por clube, terá, no máximo, dois atletas revelados em casa no elenco.

Por fim, o São Bernardo deve usar em 2016 pelo menos oito jogadores da categoria de base, mas o motivo é financeiro. Sem dinheiro, o Tigre deve montar elenco modesto para o Paulistão e usar os pratas da casa acabou sendo uma solução.



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Em casa de ferreiro, espeto é de pau

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

17/12/2015 | 07:00


Não é de hoje que a receita para um clube ser viável profissionalmente passa pelos cuidados com que são tratadas as categorias de base. É simples: jogador revelado no clube, além da identificação, geralmente tem salário mais baixo, é mais confiável do que os trazidos de fora, afinal foram acompanhados por um tempo maior, além da possibilidade de negociação trazer sustentação para o caixa se manter no azul. E no dia 2 começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, principal oportunidade para avaliar o desempenho da nova geração. Mas parece que as equipes da região estão pouco se importando com a competição.

A exceção é o Santo André, que tradicionalmente usa bem a categoria de base. Desde o fim dos anos 1990, a equipe percebeu que se manter com renda de bilheteria, cotas da Federação Paulista e patrocinadores não era suficiente. Havia a necessidade de revelar e vender jogadores. Foram vários os talentos que surgiram neste período e que mantiveram o clube em atividade, como Adauto e Ramalho, boa parte da geração 2003, campeã da Copa São Paulo, passando por Williams, Ricardo Goulart, Júnior Dutra, Pará, Vitor Hugo, entre muitos outros.

Para a Série A-2 de 2016, a promessa do presidente ramalhino Jairo Livolis é ter metade do elenco, ou seja, 14 jogadores, formada em casa. A atitude é corajosa, tendo em vista que seis clubes serão rebaixados, mas acertada. A decisão está amparada no aproveitamento de atletas que estão há dois anos no time profissional e atingiram grau de maturidade capaz de transformá-los em titulares, casos dos laterais Jean e Paulo, do volante Dudu, do meia Guilherme Garré e do atacante Vinícius Silveira. Sem dúvida, uma geração promissora e que vem ganhando espaço.

Desperdício

Os vizinhos não seguem o exemplo do Ramalhão. O mais curioso é o São Caetano, que tem feito trabalho interessante na base e nesta temporada chegou nas quartas de final tanto na Copa São Paulo como no Paulista Sub-20, mas deve aproveitar, no máximo, três jogadores na Série A-2. O atacante Santiago, que brilhou na Copinha, por exemplo, já foi embora para o Cruzeiro, sem trazer outro benefício ao time que não seja o financeiro.

Outra contradição acontece no Água Santa, que vai disputar a Copa São Paulo pela primeira vez em 2016 e atualmente tem time sub-23 em excursão no México. Os dirigentes parecem que não confiam no trabalho que desenvolvem na base. O time já tem 22 jogadores – entre reforços e retornos – para o Paulistão e anunciou que deve fazer mais quatro contratações, ou seja, como o limite é de 28 jogadores por clube, terá, no máximo, dois atletas revelados em casa no elenco.

Por fim, o São Bernardo deve usar em 2016 pelo menos oito jogadores da categoria de base, mas o motivo é financeiro. Sem dinheiro, o Tigre deve montar elenco modesto para o Paulistão e usar os pratas da casa acabou sendo uma solução.

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