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Prefeitura de Diadema se isenta sobre rodeio


Miriam Gimenes
Especial para o Diário

09/08/2005 | 08:21


A Prefeitura de Diadema não vai se posicionar sobre a permissão para realização da festa do peão em 15 de setembro na cidade. O Executivo deixará à cargo do Legislativo uma solução à disputa entre grupo que defende o rodeio e outro que quer proibir a festa. "A Prefeitura está só assistindo", afirma o secretário de Governo, Osvaldo Misso.

A disputa ganhou destaque na semana passada, quando o vereador Laércio Soares (PC do B) entregou abaixo-assinado com cerca de 5 mil adesões em favor do rodeio. Soares é autor de lei que permite a realização de rodeios em Diadema, aprovada pela Câmara em maio de 2000. Em abril de 2004, os parlamentares aprovaram uma outra lei, que conflitua com a de Laércio Soares. Milton Capel (PMDB) criou legislação que proíbe a realização de eventos com o uso de animais, sem especificar rodeios.

De acordo com Capel, o próximo passo para tentar finalizar a discussão na Câmara será a inclusão de uma emenda à sua lei, onde o rodeio será proibido de forma específica. Já Soares afirma que o principal objetivo do abaixo-assinado era de obter "respaldo" da Prefeitura que, segundo ele, havia se mostrado favorável à festa de setembro. "Nós queríamos mostrar que este movimento precisava de solidariedade". O vereador do PC do B crê que não existe confronto entre as leis, mas que a melhor interpretação deverá ser dada pela Justiça.

Assim, a disputa alcança a esfera judicial e promete uma batalha de leis e decretos. Milton Capel cita decreto estadual de 1995 que proíbe a instalação de haras e rodeios em perímetros urbanos. "Essas leis ajudarão a solucionar o caso", argumenta. Enquanto os vereadores se desdobram para embasar legalmente a realização ou não da festa a Prefeitura aguarda o desfecho do imbróglio. "Os vereadores têm que chegar a um denominador comum", alega Misso. Para o secretário, por parte da Prefeitura, não existe nada contra o evento. "Muito pelo contrário", afirma Osvaldo Misso.

Opinião – A população de Diadema mostra as várias faces dessa discussão. Há quem diga que a festa poderá gerar empregos na cidade. "Se for para criar vagas, acho legal", diz o ajudante Jean Francisco da Silva, 21 anos. A dona-de-casa, Luzenil Adélia da Silva, 47, gosta de rodeio porque acha bonito. "Além disso contribui com o turismo e o emprego", completa.

O autônomo Carlos Roberto Batista, 60, preocupa-se com o trato dos animais. "Contanto que não maltrate os bichos, acho que tem de ser feito rodeio", completa. Já o desempregado, André Barbosa de Souza, 23, não gosta da festa, mesmo tendo participado de várias delas em outras cidades. "Sou contra apenas porque agora não gosto da festa e das músicas", completa. Na onda da novela América, da Rede Globo, o aposentado Ernesto Grederico, 60, diz gostar de rodeios. "Vejo na televisão e acho bonito."



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