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Em material, José Augusto esconde trabalho na Saúde

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito e candidato a vereador evita falar que foi secretário do setor mais criticado do governo


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

19/09/2016 | 07:00


Ex-prefeito de Diadema, José Augusto da Silva Ramos (PSDB) evitou falar que foi, durante três anos e meio, secretário de Saúde do governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV). O tucano é candidato à reeleição como vereador e esconde ter participado ativamente da Pasta mais contestada da administração verde.

Em carta eleitoral distribuída a lares diademenses, José Augusto enaltece o governo Lauro e até coloca a foto do aliado. Porém, nada cita sobre a Secretaria de Saúde. “Participei do governo do prefeito Lauro Michels neste mandato. Enfrentamos muitas dificuldades: encontramos uma Prefeitura com dívida de R$ 2,5 bilhões, prédios em péssimas condições de manutenção, profissionais desmotivados e equipamentos quebrados. Foi um período muito difícil porque também enfrentamos a grave crise econômica atual”, diz.

Há quatro anos, Zé Augusto foi eleito vereador com a votação mais expressiva da história: 7.254 sufrágios. Porém, logo foi chamado a integrar os quadros do primeiro escalão de Lauro. Ele queria a Pasta de Obras, mas foi convencido a ficar como secretário de Saúde.

O período em que ele ficou com o cargo máximo da Saúde foi conturbado. Logo de início, bateu de frente com muitos médicos que atuavam na rede pública. No primeiro ano, mais de uma centena de profissionais pediu demissão ou foi desligada. A onda de demissão afetou diretamente a prestação de serviços e ocasionou, inclusive, redução do atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Paineiras, que teria de funcionar 24 horas, e o fechamento da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica no Hospital Municipal, no bairro Piraporinha.

No site também presente no material de campanha, Zé Augusto passa longe do tempo de secretário de Lauro, mas cita o período em que ficou à frente da Pasta na gestão de Gilson Menezes (PDT), entre 1983 e 1988. Lembra também que foi prefeito da cidade entre 1989 e 1992. Procurado, o tucano não retornou aos contatos da equipe do Diário.  



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Em material, José Augusto esconde trabalho na Saúde

Ex-prefeito e candidato a vereador evita falar que foi secretário do setor mais criticado do governo

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

19/09/2016 | 07:00


Ex-prefeito de Diadema, José Augusto da Silva Ramos (PSDB) evitou falar que foi, durante três anos e meio, secretário de Saúde do governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV). O tucano é candidato à reeleição como vereador e esconde ter participado ativamente da Pasta mais contestada da administração verde.

Em carta eleitoral distribuída a lares diademenses, José Augusto enaltece o governo Lauro e até coloca a foto do aliado. Porém, nada cita sobre a Secretaria de Saúde. “Participei do governo do prefeito Lauro Michels neste mandato. Enfrentamos muitas dificuldades: encontramos uma Prefeitura com dívida de R$ 2,5 bilhões, prédios em péssimas condições de manutenção, profissionais desmotivados e equipamentos quebrados. Foi um período muito difícil porque também enfrentamos a grave crise econômica atual”, diz.

Há quatro anos, Zé Augusto foi eleito vereador com a votação mais expressiva da história: 7.254 sufrágios. Porém, logo foi chamado a integrar os quadros do primeiro escalão de Lauro. Ele queria a Pasta de Obras, mas foi convencido a ficar como secretário de Saúde.

O período em que ele ficou com o cargo máximo da Saúde foi conturbado. Logo de início, bateu de frente com muitos médicos que atuavam na rede pública. No primeiro ano, mais de uma centena de profissionais pediu demissão ou foi desligada. A onda de demissão afetou diretamente a prestação de serviços e ocasionou, inclusive, redução do atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Paineiras, que teria de funcionar 24 horas, e o fechamento da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica no Hospital Municipal, no bairro Piraporinha.

No site também presente no material de campanha, Zé Augusto passa longe do tempo de secretário de Lauro, mas cita o período em que ficou à frente da Pasta na gestão de Gilson Menezes (PDT), entre 1983 e 1988. Lembra também que foi prefeito da cidade entre 1989 e 1992. Procurado, o tucano não retornou aos contatos da equipe do Diário.  

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