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Saulo aponta suspeita
de desvio na Secretaria
de Promoção Social

Prefeito de Ribeirão Pires anuncia que vai contratar
FGV para auditar todos contratos do governo Volpi


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

21/01/2013 | 07:00


Há 21 dias como prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB) começou a devassa nos contratos firmados pelo seu antecessor, Clóvis Volpi (PV). Em entrevista exclusiva ao Diário, o peemedebista afirmou que estudos preliminares de sua equipe apontam indícios de desvio de dinheiro público no Fundo Social de Solidariedade, comandado pela ex-primeira-dama Lígia Volpi, e na Secretaria de Promoção Social, gerida por Eduardo Nogueira, presidente do PV ribeirão-pirense. O atual chefe do Executivo estima perdas na ordem de R$ 200 mil nos setores somente nos últimos seis meses. Novamente pedindo paciência à população antes de implementar sua cara à gestão, Saulo anunciou que vai contratar a FGV (Fundação Getulio Vargas) para auditar todos acordos fechados pelo seu desafeto. "Você tem hoje uma cidade que parece queijo suíço, cheio de buraco nas ruas e com fortes indícios de obras superfaturadas", alegou.

 

 

DIÁRIO - O sr. está há três semanas na Prefeitura. Que cenário encontrou?

SAULO BENEVIDES - Até o momento apuramos cerca de R$ 40 milhões de dívidas, diferentemente do que o prefeito anterior (Clóvis Volpi, PV) tinha divulgado, de cerca de R$ 10 milhões. A gente está com muitos problemas, principalmente na área da Saúde. Lá estão os maiores fornecedores, remédios, ambulâncias, contratos de terceirizados. Saúde a gente fala de vidas, você não tem tempo. Estamos solucionando, resolvendo aos poucos. A princípio não pensamos em pagar o passado, porque se a gente pagar o passado não realizamos nada no presente nem damos continuidade no serviço.

 

DIÁRIO - O que a gestão vai fazer para tentar amenizar o problema?

SAULO - Vamos chamar os fornecedores, um por um, explicar a situação, pedir desconto, renegociar, àqueles que têm contrato em vigência e vamos pedir desconto. Encontramos uma Prefeitura desorganizada, sem controle, com muito desperdício. Isso me entristece, mas me anima porque adotamos medidas e com essas medidas vamos acabar com o desperdício. Estamos nessa linha, como pregamos na campanha: acabar com a corrupção e com desperdício. Tomando essa medida, a gente calcula que economizaremos de 10% a 20%. Aumentaremos o Orçamento sem tributar a população. Essa é a situação, bastante complicada. Para uma cidade como Ribeirão Pires, que tem Orçamento pequeno (estimado em R$ 241 milhões), R$ 40 milhões (em dívidas), é muita coisa.

 

DIÁRIO - Na quinta-feira, o Diário noticiou problemas no abastecimento da frota. Qual ação a Prefeitura adotou para regularizar a situação?

SAULO - Negociamos com ele (fornecedor), vai retomar o abastecimento. A Secretaria da Promoção Social, por exemplo, pegamos com muitos problemas. Estava abandonada, com muito desperdício. Existem fortes indícios de desvio de dinheiro público, principalmente no Fundo de Solidariedade. Tiramos extratos das contas, vamos pedir prestação da conta dos últimos seis meses. E vamos levar tudo para o Ministério Público. Pelas informações que levantamos, que são graves, há nesse setor fortes indícios de desperdício ou de desvio. A estimativa de R$ 200 mil (supostamente desviados) nos últimos seis meses. É um dinheiro considerável. Você tem hoje uma cidade que parece queijo suíço, cheia de buraco nas ruas, com fortes indícios de obras superfaturadas, sem qualidade. Estamos apurando tudo. Vamos contratar a FGV (Fundação Getulio Vargas) para fazer auditoria de todos os contratos da Prefeitura.

 

DIÁRIO - No dia da posse, o sr. pediu à população paciência no seu primeiro ano de governo. A avaliação se mantém, agora que o sr. tem situação da Prefeitura em mãos?

SAULO - Primeiro ano vai ser muito difícil. Temos pedido para a população a compreensão e paciência, porque será um ano muito difícil e apertado. Vamos enxugar (gastos), colocar a casa em ordem e fazer o básico mesmo. Parece que, para algumas pessoas, quanto pior melhor. Infelizmente isso acontece no poder público. Estamos com problema de gestão no Hospital Municipal (São Lucas). Temos feito visitas de madrugada. Infelizmente é difícil de lidar com médicos, muitos deles têm costume de dormir na madrugada e durante o dia querem estudar. A gente tem combatido isso. Na semana passada estive lá (no hospital) e um dos médicos disse que lá era terra sem dono, que a Prefeitura nunca exigiu que eles ficassem no plantão diretamente, atendendo. Eu falei que a regra iria mudar. O pior é que acontece que hoje temos 142 médicos que ganham o melhor salário da região para muitos deles dormirem e estudar. Você pode diminuir isso em 30%, já que 90 médicos resolveriam a demanda.

 

DIÁRIO - O sr. anunciou contingenciamento de 25% no Orçamento, mas deixou aberta a possibilidade de novos congelamentos. Isso será necessário?

SAULO - Estamos promovendo só economia. Dia 30 vamos divulgar o relatório próximo da realidade, quase exato. Nomeamos somente secretários, não temos comissionados, seguramos o máximo possível (as indicações). Os concursados em cargos comissionados voltaram às vagas originais, tiramos as gratificações de concursados, temporariamente. Temos muitos funcionários que estão com licença médica e há anos não se apresentam, mas continuam recebendo. São cerca de 300 (nessa situação). Chamamos um por um, fazendo visita no local, para ver se não está em outra atividade ou usando de má fé. Temos um caso que levantamos. O que precisa não só na Saúde como no geral da Prefeitura: gestão e administrar com responsabilidade. Temos de economizar, economizar e economizar. Essa vai ser a linha.

 

DIÁRIO - A administração anterior foi marcada por escândalos na área da Saúde, principalmente na atuação das terceirizadas. O sr. vai promover a terceirização da Pasta?

SAULO - A princípio é gestão própria. Mas é difícil lidar com a classe dos médicos. Não pensamos em terceirizar, mas se tiver necessidade vamos fazer. Terceirizar com empresas sérias, não com aquelas ONGs (Organizações Não-Governamentais), OSS (Organizações Sociais de Saúde), Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que passaram por Ribeirão e só desviaram dinheiro público. Temos procurado tomar as decisões em conjunto. Um dos conselheiros nossos hoje é o Dedé (Edinaldo de Menezes, PPS, ex-vice-prefeito), um dos nossos adversários (de campanha). O Dedé está nos ajudando nas decisões. É uma tarefa de todos nós, dos munícipes.

 

DIÁRIO - A vereadora Mercedes D'Orto (PV) é sua líder de governo, mas está em um partido que hoje se declara oposição ao seu governo. Como será essa relação?

SAULO - Sou bastante próximo da Mercedes e da família dela. Acho que a questão partidária tem de ser deixada de lado para priorizarmos o interesse da cidade. A Mercedes se dispôs a nos ajudar a nos apoiar na Câmara. O grupo resolveu a escolher como líder também para valorizar a mulher. Ribeirão nunca teve líder mulher. Sabemos da capacidade dela, da competência, vai representar bem o governo. Por tudo isso resolvemos escolher a Mercedes como líder do governo. Ela vai ter problema interno? Vai ter. Mas ela terá de resolver lá com os dirigentes partidários.

 

DIÁRIO - O novo presidente do PV local, Eduardo Nogueira, já declarou que o partido será "oposição consciente" à sua gestão. Como o sr. prevê o relacionamento com sua antiga legenda?

SAULO - O presidente do PV não deveria se preocupar com isso e sim com a administração dele na Promoção Social, porque ele foi responsável também pelo Fundo de Solidariedade em que há fortes indícios de desvio e desperdício. Temos de unir os partidos, independentemente se é PV ou PMDB. Temos de consertar a cidade.

 

DIÁRIO - Onde o sr. pretende buscar recurso para incrementar o Orçamento de Ribeirão?

SAULO - Como o Orçamento está apertado, vamos depender muito de recursos estadual e federal. Alguns deputados já nos ajudaram. A Vanessa (Damo, PMDB) mandou cerca de R$ 3,4 milhões para infraestrutura. O Nilson (Bonome, PMDB, ex-prefeiturável de Santo André) vai nos ajudar junto ao Michel Temer (PMDB).

 

DIÁRIO - O Volpi afirmou que as finanças da administração são "cobertor pelejado", que se "cobre a cabeça e sobra o pé". O sr. concorda com a avaliação?

SAULO - Ele quer justificar a má administração dele, principalmente no segundo mandato. Não tem dinheiro nem poder público que aguenta cidade com desperdício, sem controle e administração. Na minha opinião, também sem transparência. Se a gente acabar com a corrupção que imperou em Ribeirão Pires e acabar com o desperdício, automaticamente vão sobrar recursos para investimentos.

 

 

Para mim é novidade, diz ex-secretário sobre acusações

Ex-secretário de Promoção Social, Eduardo Nogueira (PV) negou desvio de dinheiro público em sua Pasta e no Fundo Social de Solidariedade, comandado pela ex-primeira-dama Lígia Volpi.

"Não sei do que ele (o prefeito Saulo Benevides, PMDB)está falando. Para mim é novidade", garante o verde, hoje presidente do PV municipal e primeiro suplente de vereador pela sigla.

Nogueira afirmou que o Fundo Social de Solidariedade não realizava movimentação financeira. O único projeto desempenhado por ele foi a criação de um sistema que integrava as entidades sociais da cidade. O contrato teria sido feito pela Aciarp (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires).

O ex-secretário não soube precisar o valor do contrato e admitiu que houve problemas técnicos que ainda precisam ser resolvidos.

(Colaborou Cynthia Tavares)

 

 



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Saulo aponta suspeita
de desvio na Secretaria
de Promoção Social

Prefeito de Ribeirão Pires anuncia que vai contratar
FGV para auditar todos contratos do governo Volpi

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

21/01/2013 | 07:00


Há 21 dias como prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB) começou a devassa nos contratos firmados pelo seu antecessor, Clóvis Volpi (PV). Em entrevista exclusiva ao Diário, o peemedebista afirmou que estudos preliminares de sua equipe apontam indícios de desvio de dinheiro público no Fundo Social de Solidariedade, comandado pela ex-primeira-dama Lígia Volpi, e na Secretaria de Promoção Social, gerida por Eduardo Nogueira, presidente do PV ribeirão-pirense. O atual chefe do Executivo estima perdas na ordem de R$ 200 mil nos setores somente nos últimos seis meses. Novamente pedindo paciência à população antes de implementar sua cara à gestão, Saulo anunciou que vai contratar a FGV (Fundação Getulio Vargas) para auditar todos acordos fechados pelo seu desafeto. "Você tem hoje uma cidade que parece queijo suíço, cheio de buraco nas ruas e com fortes indícios de obras superfaturadas", alegou.

 

 

DIÁRIO - O sr. está há três semanas na Prefeitura. Que cenário encontrou?

SAULO BENEVIDES - Até o momento apuramos cerca de R$ 40 milhões de dívidas, diferentemente do que o prefeito anterior (Clóvis Volpi, PV) tinha divulgado, de cerca de R$ 10 milhões. A gente está com muitos problemas, principalmente na área da Saúde. Lá estão os maiores fornecedores, remédios, ambulâncias, contratos de terceirizados. Saúde a gente fala de vidas, você não tem tempo. Estamos solucionando, resolvendo aos poucos. A princípio não pensamos em pagar o passado, porque se a gente pagar o passado não realizamos nada no presente nem damos continuidade no serviço.

 

DIÁRIO - O que a gestão vai fazer para tentar amenizar o problema?

SAULO - Vamos chamar os fornecedores, um por um, explicar a situação, pedir desconto, renegociar, àqueles que têm contrato em vigência e vamos pedir desconto. Encontramos uma Prefeitura desorganizada, sem controle, com muito desperdício. Isso me entristece, mas me anima porque adotamos medidas e com essas medidas vamos acabar com o desperdício. Estamos nessa linha, como pregamos na campanha: acabar com a corrupção e com desperdício. Tomando essa medida, a gente calcula que economizaremos de 10% a 20%. Aumentaremos o Orçamento sem tributar a população. Essa é a situação, bastante complicada. Para uma cidade como Ribeirão Pires, que tem Orçamento pequeno (estimado em R$ 241 milhões), R$ 40 milhões (em dívidas), é muita coisa.

 

DIÁRIO - Na quinta-feira, o Diário noticiou problemas no abastecimento da frota. Qual ação a Prefeitura adotou para regularizar a situação?

SAULO - Negociamos com ele (fornecedor), vai retomar o abastecimento. A Secretaria da Promoção Social, por exemplo, pegamos com muitos problemas. Estava abandonada, com muito desperdício. Existem fortes indícios de desvio de dinheiro público, principalmente no Fundo de Solidariedade. Tiramos extratos das contas, vamos pedir prestação da conta dos últimos seis meses. E vamos levar tudo para o Ministério Público. Pelas informações que levantamos, que são graves, há nesse setor fortes indícios de desperdício ou de desvio. A estimativa de R$ 200 mil (supostamente desviados) nos últimos seis meses. É um dinheiro considerável. Você tem hoje uma cidade que parece queijo suíço, cheia de buraco nas ruas, com fortes indícios de obras superfaturadas, sem qualidade. Estamos apurando tudo. Vamos contratar a FGV (Fundação Getulio Vargas) para fazer auditoria de todos os contratos da Prefeitura.

 

DIÁRIO - No dia da posse, o sr. pediu à população paciência no seu primeiro ano de governo. A avaliação se mantém, agora que o sr. tem situação da Prefeitura em mãos?

SAULO - Primeiro ano vai ser muito difícil. Temos pedido para a população a compreensão e paciência, porque será um ano muito difícil e apertado. Vamos enxugar (gastos), colocar a casa em ordem e fazer o básico mesmo. Parece que, para algumas pessoas, quanto pior melhor. Infelizmente isso acontece no poder público. Estamos com problema de gestão no Hospital Municipal (São Lucas). Temos feito visitas de madrugada. Infelizmente é difícil de lidar com médicos, muitos deles têm costume de dormir na madrugada e durante o dia querem estudar. A gente tem combatido isso. Na semana passada estive lá (no hospital) e um dos médicos disse que lá era terra sem dono, que a Prefeitura nunca exigiu que eles ficassem no plantão diretamente, atendendo. Eu falei que a regra iria mudar. O pior é que acontece que hoje temos 142 médicos que ganham o melhor salário da região para muitos deles dormirem e estudar. Você pode diminuir isso em 30%, já que 90 médicos resolveriam a demanda.

 

DIÁRIO - O sr. anunciou contingenciamento de 25% no Orçamento, mas deixou aberta a possibilidade de novos congelamentos. Isso será necessário?

SAULO - Estamos promovendo só economia. Dia 30 vamos divulgar o relatório próximo da realidade, quase exato. Nomeamos somente secretários, não temos comissionados, seguramos o máximo possível (as indicações). Os concursados em cargos comissionados voltaram às vagas originais, tiramos as gratificações de concursados, temporariamente. Temos muitos funcionários que estão com licença médica e há anos não se apresentam, mas continuam recebendo. São cerca de 300 (nessa situação). Chamamos um por um, fazendo visita no local, para ver se não está em outra atividade ou usando de má fé. Temos um caso que levantamos. O que precisa não só na Saúde como no geral da Prefeitura: gestão e administrar com responsabilidade. Temos de economizar, economizar e economizar. Essa vai ser a linha.

 

DIÁRIO - A administração anterior foi marcada por escândalos na área da Saúde, principalmente na atuação das terceirizadas. O sr. vai promover a terceirização da Pasta?

SAULO - A princípio é gestão própria. Mas é difícil lidar com a classe dos médicos. Não pensamos em terceirizar, mas se tiver necessidade vamos fazer. Terceirizar com empresas sérias, não com aquelas ONGs (Organizações Não-Governamentais), OSS (Organizações Sociais de Saúde), Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que passaram por Ribeirão e só desviaram dinheiro público. Temos procurado tomar as decisões em conjunto. Um dos conselheiros nossos hoje é o Dedé (Edinaldo de Menezes, PPS, ex-vice-prefeito), um dos nossos adversários (de campanha). O Dedé está nos ajudando nas decisões. É uma tarefa de todos nós, dos munícipes.

 

DIÁRIO - A vereadora Mercedes D'Orto (PV) é sua líder de governo, mas está em um partido que hoje se declara oposição ao seu governo. Como será essa relação?

SAULO - Sou bastante próximo da Mercedes e da família dela. Acho que a questão partidária tem de ser deixada de lado para priorizarmos o interesse da cidade. A Mercedes se dispôs a nos ajudar a nos apoiar na Câmara. O grupo resolveu a escolher como líder também para valorizar a mulher. Ribeirão nunca teve líder mulher. Sabemos da capacidade dela, da competência, vai representar bem o governo. Por tudo isso resolvemos escolher a Mercedes como líder do governo. Ela vai ter problema interno? Vai ter. Mas ela terá de resolver lá com os dirigentes partidários.

 

DIÁRIO - O novo presidente do PV local, Eduardo Nogueira, já declarou que o partido será "oposição consciente" à sua gestão. Como o sr. prevê o relacionamento com sua antiga legenda?

SAULO - O presidente do PV não deveria se preocupar com isso e sim com a administração dele na Promoção Social, porque ele foi responsável também pelo Fundo de Solidariedade em que há fortes indícios de desvio e desperdício. Temos de unir os partidos, independentemente se é PV ou PMDB. Temos de consertar a cidade.

 

DIÁRIO - Onde o sr. pretende buscar recurso para incrementar o Orçamento de Ribeirão?

SAULO - Como o Orçamento está apertado, vamos depender muito de recursos estadual e federal. Alguns deputados já nos ajudaram. A Vanessa (Damo, PMDB) mandou cerca de R$ 3,4 milhões para infraestrutura. O Nilson (Bonome, PMDB, ex-prefeiturável de Santo André) vai nos ajudar junto ao Michel Temer (PMDB).

 

DIÁRIO - O Volpi afirmou que as finanças da administração são "cobertor pelejado", que se "cobre a cabeça e sobra o pé". O sr. concorda com a avaliação?

SAULO - Ele quer justificar a má administração dele, principalmente no segundo mandato. Não tem dinheiro nem poder público que aguenta cidade com desperdício, sem controle e administração. Na minha opinião, também sem transparência. Se a gente acabar com a corrupção que imperou em Ribeirão Pires e acabar com o desperdício, automaticamente vão sobrar recursos para investimentos.

 

 

Para mim é novidade, diz ex-secretário sobre acusações

Ex-secretário de Promoção Social, Eduardo Nogueira (PV) negou desvio de dinheiro público em sua Pasta e no Fundo Social de Solidariedade, comandado pela ex-primeira-dama Lígia Volpi.

"Não sei do que ele (o prefeito Saulo Benevides, PMDB)está falando. Para mim é novidade", garante o verde, hoje presidente do PV municipal e primeiro suplente de vereador pela sigla.

Nogueira afirmou que o Fundo Social de Solidariedade não realizava movimentação financeira. O único projeto desempenhado por ele foi a criação de um sistema que integrava as entidades sociais da cidade. O contrato teria sido feito pela Aciarp (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires).

O ex-secretário não soube precisar o valor do contrato e admitiu que houve problemas técnicos que ainda precisam ser resolvidos.

(Colaborou Cynthia Tavares)

 

 

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