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Marinho se nega a falar sobre ação contra Cleuza

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de S.Bernardo não se pronuncia sobre fraude
em licitação; oposição tenta afastamento da secretária


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/04/2014 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), não quis comentar a ação penal aberta pelo juiz André Gustavo Cividanes Furlan, da 2ª Vara Criminal da cidade, contra a secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), por fraude apontada pelo Ministério Público nas licitações para compra de mochila e tênis à rede municipal em 2009. Segundo o MP, pelo menos R$ 4 milhões foram desviados dos cofres públicos.

O chefe do Executivo foi questionado pela equipe do Diário por duas oportunidades ontem. A primeira, pela manhã, logo após a reunião do Consórcio Intermunicipal – ele, como presidente da entidade, sequer participou da tradicional entrevista coletiva com jornalistas. Na segunda, no início da noite, durante entrega de reforma de praça no bairro Nova Petrópolis. Em ambas as vezes o petista preferiu não comentar o caso.

Desde o início da investigação do Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MP, até a abertura da ação penal, a administração petista não se posiciona sobre a situação de Cleuza e de mais quatro funcionários públicos denunciados pela instituição – um deles, Sérgio Moreira, braço-direito de Cleuza, é apontado como elo do poder público com grupo de empresários que fraudaram os processos licitatórios.

Ontem, a oposição deu nova cartada para o afastamento de Cleuza. O vereador Julinho Fuzari (PPS) protocolou ofício junto ao Gaeco ABC para embasar o recurso que será impetrado pelo Ministério Público contra a rejeição do pedido preventivo de prisão de Cleuza e Sérgio Moreira, além da saída dela do cargo de secretária de Educação de São Bernardo.

Em sua decisão proferida na quarta-feira, o juiz André Gustavo Cividanes Furlan não acolheu as solicitações do Gaeco para afastar e prender Cleuza, Sérgio Moreira e dois empresários integrantes do esquema. Ele alegou não haver mais notícia de que os crimes continuavam a ser praticados na administração.

Julinho resgatou dois casos denunciados pelo Diário para fortalecer o recurso do Gaeco, que deve ser protocolado nesta semana na 2ª Vara Criminal: a suspeita de superfaturamento na compra de salsichas de peru congeladas à rede municipal em 2013 e a possível prática de sobrepreço na aquisição de materiais escolares neste ano. “A prática de irregularidades é contínua na cidade”, justificou o popular-socialista.

Em julho de 2013, a Prefeitura de São Bernardo firmou contrato com a empresa New Quality Indústria e Comércio de Carnes e Produtos Alimentícios Ltda para compra de salsichas – resultado do pregão era conhecido um dia antes. A administração pagou R$ 10,04 pelo quilo do produto, valores acima dos praticados na Capital (R$ 5,80 o quilo), no Estado (R$ 5,65) e em cidades menores como Sarapuí (R$ 6) e Ibitinga (R$ 8,95).

Já na aquisição de material escolar ao sistema educacional para este ano, comparação de preços indicou variação de até 411% de itens pagos pelo governo Marinho e vendidos no varejo.

Ambos os casos são investigados pelo MP.



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Marinho se nega a falar sobre ação contra Cleuza

Prefeito de S.Bernardo não se pronuncia sobre fraude
em licitação; oposição tenta afastamento da secretária

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/04/2014 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), não quis comentar a ação penal aberta pelo juiz André Gustavo Cividanes Furlan, da 2ª Vara Criminal da cidade, contra a secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), por fraude apontada pelo Ministério Público nas licitações para compra de mochila e tênis à rede municipal em 2009. Segundo o MP, pelo menos R$ 4 milhões foram desviados dos cofres públicos.

O chefe do Executivo foi questionado pela equipe do Diário por duas oportunidades ontem. A primeira, pela manhã, logo após a reunião do Consórcio Intermunicipal – ele, como presidente da entidade, sequer participou da tradicional entrevista coletiva com jornalistas. Na segunda, no início da noite, durante entrega de reforma de praça no bairro Nova Petrópolis. Em ambas as vezes o petista preferiu não comentar o caso.

Desde o início da investigação do Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MP, até a abertura da ação penal, a administração petista não se posiciona sobre a situação de Cleuza e de mais quatro funcionários públicos denunciados pela instituição – um deles, Sérgio Moreira, braço-direito de Cleuza, é apontado como elo do poder público com grupo de empresários que fraudaram os processos licitatórios.

Ontem, a oposição deu nova cartada para o afastamento de Cleuza. O vereador Julinho Fuzari (PPS) protocolou ofício junto ao Gaeco ABC para embasar o recurso que será impetrado pelo Ministério Público contra a rejeição do pedido preventivo de prisão de Cleuza e Sérgio Moreira, além da saída dela do cargo de secretária de Educação de São Bernardo.

Em sua decisão proferida na quarta-feira, o juiz André Gustavo Cividanes Furlan não acolheu as solicitações do Gaeco para afastar e prender Cleuza, Sérgio Moreira e dois empresários integrantes do esquema. Ele alegou não haver mais notícia de que os crimes continuavam a ser praticados na administração.

Julinho resgatou dois casos denunciados pelo Diário para fortalecer o recurso do Gaeco, que deve ser protocolado nesta semana na 2ª Vara Criminal: a suspeita de superfaturamento na compra de salsichas de peru congeladas à rede municipal em 2013 e a possível prática de sobrepreço na aquisição de materiais escolares neste ano. “A prática de irregularidades é contínua na cidade”, justificou o popular-socialista.

Em julho de 2013, a Prefeitura de São Bernardo firmou contrato com a empresa New Quality Indústria e Comércio de Carnes e Produtos Alimentícios Ltda para compra de salsichas – resultado do pregão era conhecido um dia antes. A administração pagou R$ 10,04 pelo quilo do produto, valores acima dos praticados na Capital (R$ 5,80 o quilo), no Estado (R$ 5,65) e em cidades menores como Sarapuí (R$ 6) e Ibitinga (R$ 8,95).

Já na aquisição de material escolar ao sistema educacional para este ano, comparação de preços indicou variação de até 411% de itens pagos pelo governo Marinho e vendidos no varejo.

Ambos os casos são investigados pelo MP.

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