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Em Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, o amor é o que importa

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Premiado, longa brasileiro conquista pela naturalidade e simplicidade


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/04/2014 | 07:00


E chega a hora do primeiro beijo. Frio na barriga, troca de olhares, suspiros, sussurros. Quem não passou por isso, vai passar e guardar o momento na memória. Com Leonardo, 15 anos, também rolou. A diferença é que no caso dele o olhar deu lugar exclusivamente ao sentir. Cego, o protagonista de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho descobre em Gabriel seu primeiro amor; ao mesmo tempo em que a amizade com Giovana (Tess Amorim) é posta à prova. O filme – inspirado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, veiculado no YouTube em 2011 – chega aos cinemas na quinta-feira (10) com prêmios recebidos nos festivais de Berlim e Guadalajara.

Para o diretor Daniel Ribeiro, o sucesso está ligado à identificação com a história. “Os dilemas do filme são universais. Independentemente se a pessoa é cega ou homossexual, quando ela se apaixona, espera ser correspondida.” A naturalidade como os personagens reagem às situações típicas da adolescência é outro ponto positivo, de acordo com Ghilherme Lobo, 18 anos, o Léo. “Temos mania de complicar as coisas. Eles se apaixonam e pronto. Sem grandes dramas”, conta.

Justamente por não encontrar semelhanças com Léo, Ghilherme ficou feliz de poder interpretar personagem com características tão marcantes. “A relação com o Gabriel faz a gente pensar como o amor verdadeiramente surge. Estamos acostumados a confiar apenas nos olhos, na atração visual. É muito mais do que isso.” O diretor concorda: “Fiz o filme que queria ter assistido quando eu tinha 15 anos. Me senti atraído por alguém ao ver a pessoa. Então, pensei como seria com alguém cego. Na verdade, o desejo nasce primeiro dentro da gente.”

É por essas e outras que Fabio Audi, 23, já sabia que tinha algo especial em mãos desde que recebeu o roteiro do curta.Para ele, Gabriel é doce e tímido, mas tem coração quente. “Ele empresta a visão ao Léo, como se olhasse pelos dois.” Dentre as cenas preferidas, Fabio elegeu a que Gabriel leva o amigo na garupa da bicicleta. “É bonito, delicado. Aborda questão de confiança. Ali fica claro que os dois estão construindo um relacionamento.”

E quem está ansioso para saber como a história vai terminar, o diretor adianta que gostou do resultado. “Dentre as opções, achei a decisão mais acertada”, diz.

Veja o trailer do longa-metragem:

Tem sexualidade, sem apelação
Quem acha que vai se chocar com Hoje Eu Quero Voltar Sozinho por ter casal gay, pode jogar fora a ideia. Trata-se de detalhe em meio à história de amor fofa. “Apesar de abordar a descoberta da sexualidade, o drama não é só isso”, reforça o diretor Daniel Ribeiro. Também discute a vontade de Léo querer se virar sozinho. Ele sonha fazer intercâmbio, o que a mãe não aprova. “Quem tem deficiência luta contra a vitimização”, enfatiza o diretor, que recebeu mensagem de garota da Inglaterra com deficiência. “Ela agradeceu pela história do Léo. Antes, achava que nunca alguém poderia se apaixonar por ela.”

Assista ao curta-metragem:



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Em Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, o amor é o que importa

Premiado, longa brasileiro conquista pela naturalidade e simplicidade

Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/04/2014 | 07:00


E chega a hora do primeiro beijo. Frio na barriga, troca de olhares, suspiros, sussurros. Quem não passou por isso, vai passar e guardar o momento na memória. Com Leonardo, 15 anos, também rolou. A diferença é que no caso dele o olhar deu lugar exclusivamente ao sentir. Cego, o protagonista de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho descobre em Gabriel seu primeiro amor; ao mesmo tempo em que a amizade com Giovana (Tess Amorim) é posta à prova. O filme – inspirado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, veiculado no YouTube em 2011 – chega aos cinemas na quinta-feira (10) com prêmios recebidos nos festivais de Berlim e Guadalajara.

Para o diretor Daniel Ribeiro, o sucesso está ligado à identificação com a história. “Os dilemas do filme são universais. Independentemente se a pessoa é cega ou homossexual, quando ela se apaixona, espera ser correspondida.” A naturalidade como os personagens reagem às situações típicas da adolescência é outro ponto positivo, de acordo com Ghilherme Lobo, 18 anos, o Léo. “Temos mania de complicar as coisas. Eles se apaixonam e pronto. Sem grandes dramas”, conta.

Justamente por não encontrar semelhanças com Léo, Ghilherme ficou feliz de poder interpretar personagem com características tão marcantes. “A relação com o Gabriel faz a gente pensar como o amor verdadeiramente surge. Estamos acostumados a confiar apenas nos olhos, na atração visual. É muito mais do que isso.” O diretor concorda: “Fiz o filme que queria ter assistido quando eu tinha 15 anos. Me senti atraído por alguém ao ver a pessoa. Então, pensei como seria com alguém cego. Na verdade, o desejo nasce primeiro dentro da gente.”

É por essas e outras que Fabio Audi, 23, já sabia que tinha algo especial em mãos desde que recebeu o roteiro do curta.Para ele, Gabriel é doce e tímido, mas tem coração quente. “Ele empresta a visão ao Léo, como se olhasse pelos dois.” Dentre as cenas preferidas, Fabio elegeu a que Gabriel leva o amigo na garupa da bicicleta. “É bonito, delicado. Aborda questão de confiança. Ali fica claro que os dois estão construindo um relacionamento.”

E quem está ansioso para saber como a história vai terminar, o diretor adianta que gostou do resultado. “Dentre as opções, achei a decisão mais acertada”, diz.

Veja o trailer do longa-metragem:

Tem sexualidade, sem apelação
Quem acha que vai se chocar com Hoje Eu Quero Voltar Sozinho por ter casal gay, pode jogar fora a ideia. Trata-se de detalhe em meio à história de amor fofa. “Apesar de abordar a descoberta da sexualidade, o drama não é só isso”, reforça o diretor Daniel Ribeiro. Também discute a vontade de Léo querer se virar sozinho. Ele sonha fazer intercâmbio, o que a mãe não aprova. “Quem tem deficiência luta contra a vitimização”, enfatiza o diretor, que recebeu mensagem de garota da Inglaterra com deficiência. “Ela agradeceu pela história do Léo. Antes, achava que nunca alguém poderia se apaixonar por ela.”

Assista ao curta-metragem:

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