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Auricchio planeja 'fura-fila' até o Metrô Tamanduateí


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

04/01/2009 | 07:00


São Caetano planeja investir em um tipo de veículo inédito no Grande ABC para facilitar o acesso dos moradores à futura estação Tamanduateí do Metrô a ser inaugurada em 2010, na Capital.

Trata-se de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma espécie de fura-fila de média capacidade que deverá percorrer quatro quilômetros. No projeto, o equipamento sairia da região do bairro Mauá.

A ideia é que o VLT passe sobre o Ribeirão dos Meninos, seguindo pela Avenida Guido Aliberti até alcançar a rede ferroviária, no Centro. O trajeto, próximo às avenidas Lauro Gomes e Doutor Rudge Ramos, em São Bernardo, facilitaria também o acesso da população do município vizinho à nova estação do metrô que será a mais próxima ao Grande ABC.

O VLT se interligaria com os sistemas operados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) na Zona Sul de Diadema e Zona Leste de São Bernardo, formando uma espécie de corredor.

Contudo, a implantação do VLT, bem como o caminho que ele deverá percorrer, são ainda ideias embrionárias. A própria prefeitura reconhece que é preciso avançar no projeto.

"Ainda não há estudos, mas essa é uma solução boa", disse o prefeito José Auricchio Júnior (PTB). De acordo com ele, a integração do município ao metrô foi uma sugestão do governador José Serra (PSDB), que pediu para que o líder do Executivo em São Caetano conversasse com o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sobre a possibilidade de ligar o centro da cidade até o Tamanduateí. As conversações devem começar ainda este mês.

"Essa é uma obra de caráter metropolitano. O Plano Diretor do Metrô não prevê a saída desse transporte da Capital para outras cidades, como ocorre em outros países. Enquanto isso, vamos trabalhar com o conceito de integração", afirma o prefeito Auricchio.

Como o novo veículo deverá também percorrer a Capital, uma parceria tripartite entre ambas prefeituras e governo do Estado poderá ocorrer. Na pauta de discussões sobre o possível novo modal de transporte na região estão ainda o preço da tarifa, a quantidade de passageiros que o VLT deverá atender e os custos de implantação do pequeno trem.

"A integração por VLT é real, porque tem capacidade grande de transporte, a baixo custo, com eficiência muito grande", garantiu, de antemão, Auricchio.

Seria o segundo VLT do País. O primeiro opera em Brasília e o segundo está sendo implantado na Baixada Santista.



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