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Eliseu Fedri. Educador. Um sábio andreense.

Neste 2009 a coluna Memória ganha um orientador: o professor Eliseu Fedri, de Santo André


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

04/01/2009 | 00:00


Nascimento: 6 de outubro de 1914
Origem: Joaquim Egídio, vilarejo de Campinas, próximo ao Distrito de Souzas.

Neste 2009 a coluna Memória ganha um orientador: o professor Eliseu Fedri, de Santo André, especializado em História, Geografia e Religião. Um homem lúcido que, em outubro próximo, completará 95 anos. Gravamos com ele um lindo depoimento, que contempla as suas origens italianas - pai e mãe nasceram no Norte da Itália -, a infância e adolescência em Campinas, a primeira mudança para São Paulo e Grande ABC, o retorno ao Interior para fundar um colégio em Pompéia, o retorno definitivo a Santo André, a formação de uma linda família.

Há tempos queríamos ouvir o professor Fedri. A chance surgiu em dezembro, quando o mestre foi homenageado no Colégio São José, em São Bernardo, por ocasião do reencontro das professoras da primeira turma da instituição, formadas há 50 anos. Da entrevista participou um memorialista andreense, Pedro Antonio Biscaro, que sugeriu à coluna que falasse um pouco do professor, que terminou o curso secundário em 1935.

A INFÂNCIA
Órfão do pai Reinaldo Fedri desde os 11 anos. Tinha duas irmãs menores, Alaíde e Nair, uma de oito anos e outra de cinco. Uma vida dura desde o início, compensada pela mãe, dona Isabel Carolina, uma santa mulher, bordadeira. E uma professora, em Joaquim Egídio, até o terceiro ano, dona Noêmia de Castro Pires Sá, sua grande incentivadora.

O pequeno Fedri se destacava na sala de aula. Estimulava os colegas a produzirem peças de teatro, por exemplo. E dona Noêmia insistia: "Você não pode parar de estudar." Já no curso primário aprendia de tudo, e com facilidade, matérias complexas como tabelas de juros e raiz quadrada.

O lugarejo de Joaquim Egidio era tão pobre que a escolinha parava no 3º ano. O 4º ano precisou ser feito em Souzas, onde Fedri encontra uma professora também excelente, dona Jandira. A nova escola ficava longe: seis quilômetros para ir e outro tanto para voltar. Depois, o ginásio. Mas onde cursar o ginásio?

CAMPINAS
Uma alternativa era o ginásio do Estado, no centro de Campinas. Mas como conseguir uma vaga? Só os filhos dos bacanas conseguiam lugar. Dona Noêmia recomenda que Fedri procure o Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, de orientação salesiana. É atendido pelo padre Emílio Filipini, que ouve atentamente os argumentos de dona Isabel e consegue um abatimento de 50% nas mensalidades. E foi com muito sacrifício que Eliseu Fedri completa o curso ginasial.

Novamente se destaca nos estudos. Joga futebol no time do colégio. Organiza uma turma de natação. Guarda os ensinamentos de casa: nunca ingeriu álcool ou fumou.

SÃO PAULO
Mocinho, muda para a Capital. Arranja emprego na Casa Conrado. Um colega do Interior o leva a trabalhar no Colégio Alexandre Gusmão. Prossegue nos estudos. Especializa-se em História e Geografia. Traz a mãe e as duas irmãs para morar com ele.

SANTO ANDRÉ
Em 1942 passa a exercer o magistério como atividade principal. Ingressa no Ginásio Santo André e ali atua até 1947.

POMPÉIA
Aceita proposta da Prefeitura local, que deseja formar um colégio, mediante o pagamento de 50 mil cruzeiros: vai permanecer durante três anos e meio no Interior. Missão cumprida.

O RETORNO
De volta ao Grande ABC, fixa de vez raízes em nossa região. Foram 33 anos de aulas no Coração de Jesus, o antigo Padre Capra ou ‘colégio das irmãs'. Mais nove anos no Colégio São José. Cria em sociedade com o professor Severino Colucci, seu grande amigo, a Escola Técnica de Comércio Santa Terezinha. Leciona nos Colégios São Carlos, Fernando Dias e Martins Fontes.

O CASAMENTO
Rosa, a esposa, colega de infância, e os filhos Eliseu Junior, Elisabete, doutor Elisir, Rosa Maria e Regina.

UMA FRASE
"O Direito é a moral da razão." (de Aristóteles)

UM ORGULHO
Ter acolhido aquele menino humilde do Parque das Nações que quis estudar no Colégio Santa Terezinha. O menino, João de Souza Bomfim, o João de Passos, aproveitou a oportunidade e hoje é escritor, autor do livro A obra dos seis dias, em segunda edição. "O livro deixou o pessoal da Igreja todo alucinado", comenta o professor Eliseu Fedri.

O 1º LIVRO
A filha do diretor do circo, de uma autora americana.

UM AUTOR
Machado de Assis.

UM FILME
E o vento levou...

UM TEMA
A Revolução Francesa.

UMA COMENDA
Tobias Aguiar, ofertada pelo governo do Estado.

UMA MENSAGEM AOS JOVENS
"Tome consciência da posição ocupada e respeite sempre o seu próximo."

COLUNA MEMÓRIA
Leitor assíduo. Ao chegar à seção Santos do Dia, ajoelha-se e reza. Pede pela saúde de todos, em especial pela saúde do repórter.

ILUSTRAÇÃO
Jurema Barreto de Souza envia a foto de sua formatura do curso Colegial no ano de 1976, do Instituto Coração de Jesus. Local: Catedral do Carmo. O diploma lhe foi entregue pelo professor Eliseu Fedri, que aparece ao lado da professora Maria Aparecida.

DEPOIMENTO
"Eles (professores Eliseu Fedri e Maria Aparecida) me incentivaram muito. O professor Eliseu me animou várias vezes, como quando inscrevi uma peça num concurso do colégio e fui selecionada. Alguns professores fazem a diferença no nosso caminho e nos impulsionam a realizar nossos sonhos." (Jurema).

ALMANAQUE
Nome: José Nanci.
Nascimento: Santo André, 4-1-1944.
Vereador: 1983 a 1988.
Partido: PT e PMDB.
Falecimento: São Paulo, 6-10-1998.
FONTE: Almanaque de Vereadores, CMSA, 2008, 2ª ed.

Engenheiro-mecânico e economista. Militante da esquerda frente ao regime militar. Presidente da Câmara Municipal de Santo André em 1983-1984.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quinta-feira, 4 de janeiro de 1979

Manchete - STM começa dia 8 a julgar pedidos de habeas-corpus para presos políticos e ex-banidos.

EM 4 DE JANEIRO DE...
1968 - Sociedade Esportiva Olaria Pires realiza a prova pedestre Antonio Simões, vencida Por Manoel Ferreira, do Ribeirão Pires FC.

HOJE
Dia da Abreugrafia e Dia do Hemofílico, Dia da Liberdade de Culto e Dia da Gratidão.

SANTOS DO DIA
Ângela de Foligno, Caio, Ermete e Hermes.



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