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Juventus e Portuguesa sucumbem


Do Diário do Grande ABC

21/11/2004 | 11:28


A crise não é uma exclusividade dos clubes do Grande ABC. Flamengo, Corinthians, Palmeiras e outros grandes do país estão com os cofres zerados com o departamento de futebol. Mas a agonia é ainda maior com as chamadas sedes sociais. Dois clubes praticamente sucumbiram nestes últimos anos. A Associação Portuguesa de Desportos e o Clube Atlético Juventus, tradicionais da capital, já somaram 200 mil sócios. Um estádio do Maracanã lotado, cena vista na final da Copa do Mundo de 1950. Hoje, o quadro associativo de ambos, juntos, não passa de 16 mil. Incapaz de encher o estádio Bruno Daniel.

Aos 80 anos, o Moleque Travesso, da Mooca, possui uma sede avaliada em torno de R$ 11 milhões, com uma área de 100 mil m², e já teve 140 mil sócios. Mas as derrotas trabalhistas e o alto custo de manutenção (cerca de R$ 500 mil mensais) fizeram o clube enxugar a folha de pagamento e refinanciar uma dívida com o INSS de R$ 1,6 milhão. O Juventus tem hoje cerca de 10 mil sócios pagantes, 20% de inadimplência e vive, principalmente, com o aluguel de quatro salões.

A situação da Portuguesa também é caótica. Aos 84 anos, o clube já teve 60 mil sócios. Atualmente, esse número não passa de 6 mil. Uma das saídas encontradas para aliviar a crise foi a parceria com um grupo de investimentos (Ability), que conseguiu montar, ao menos, uma equipe de futebol. A dívida da Lusa é de cerca de R$ 70 milhões, já refinanciada. Num final de semana deste ano, o clube não abriu pelo baixo número de freqüentadores, que não pagariam os gastos básicos, como água, luz e funcionários.



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Juventus e Portuguesa sucumbem

Do Diário do Grande ABC

21/11/2004 | 11:28


A crise não é uma exclusividade dos clubes do Grande ABC. Flamengo, Corinthians, Palmeiras e outros grandes do país estão com os cofres zerados com o departamento de futebol. Mas a agonia é ainda maior com as chamadas sedes sociais. Dois clubes praticamente sucumbiram nestes últimos anos. A Associação Portuguesa de Desportos e o Clube Atlético Juventus, tradicionais da capital, já somaram 200 mil sócios. Um estádio do Maracanã lotado, cena vista na final da Copa do Mundo de 1950. Hoje, o quadro associativo de ambos, juntos, não passa de 16 mil. Incapaz de encher o estádio Bruno Daniel.

Aos 80 anos, o Moleque Travesso, da Mooca, possui uma sede avaliada em torno de R$ 11 milhões, com uma área de 100 mil m², e já teve 140 mil sócios. Mas as derrotas trabalhistas e o alto custo de manutenção (cerca de R$ 500 mil mensais) fizeram o clube enxugar a folha de pagamento e refinanciar uma dívida com o INSS de R$ 1,6 milhão. O Juventus tem hoje cerca de 10 mil sócios pagantes, 20% de inadimplência e vive, principalmente, com o aluguel de quatro salões.

A situação da Portuguesa também é caótica. Aos 84 anos, o clube já teve 60 mil sócios. Atualmente, esse número não passa de 6 mil. Uma das saídas encontradas para aliviar a crise foi a parceria com um grupo de investimentos (Ability), que conseguiu montar, ao menos, uma equipe de futebol. A dívida da Lusa é de cerca de R$ 70 milhões, já refinanciada. Num final de semana deste ano, o clube não abriu pelo baixo número de freqüentadores, que não pagariam os gastos básicos, como água, luz e funcionários.

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