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G8: sistema antimísseis e Oriente Médio se impoem na cúpula
Do Diário do Grande ABC
21/07/2000 | 11:53
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O controvertido plano dos EUA, de criar um sistema antimísseis e as negociaçoes de paz entre israelenses e palestinos se impusera, esta sexta-feira, nas primeiras horas da cúpula das principais potências mundiais, que acontece em Okinawa (Sul do Japao). 

O Japao, que sedia a 25ª ediçao da cúpula, havia eleito como tema de discussao a nova economia mundial, mas nao pôde evitar os outros assuntos, mais urgentes e polêmicos.  Apesar de nao figurar na ordem do dia, o projeto norte-americano de defesa antimísseis (NMD) nao escapou de um exame exaustivo. Radicalmente oposto ao plano, o presidente russo, Vladimir Putin, abordou a questao com seu colega dos EUA, Bill Clinton, durante um encontro bilateral.  

O chanceler alemao, Gerhardt Schroeder, manifestou seu ``ceticismo' em relaçao a esta iniciativa, enquanto que Moscou acaba de receber todo o apoio da China e da Coréia do Norte.

Por sua vez, Putin deve ter que falar sobre a questao chechena, que deve ser abordada durante o encontro, a pedido da França. Irritado com a atitude de Paris, Putin vai tentar ignorar seu colega francês, enquanto estiver reunido com os outros líderes do G8.  Assim que chegou, Clinton deu a entender que poderia encurtar sua presença em Okinawa para voltar a Camp David, onde israelenses e palestinos continuam negociando.

Está previsto que durante o encontro de trabalho desta sexta-feira, os líderes do G8 manifestarao seu apoio ao processo de paz, segundo várias fontes. Clinton afirmou à imprensa que guarda ``esperanças' de que Camp David termine com um sucesso histórico. 

Aberta às 15H30 locais (03H30 de Brasília), num hotel construído especialmente para a ocasiao, a cúpula foi consagrada a princípio a questoes estritamente econômicas.   Os chefes de Estado e de governo do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Gra-Bretanha, França, Itália, Japao e Rússia) respaldaram o diágnostico otimista de seus ministros das Finanças sobre a cojuntura econômica mundial.

O presidente da Comissao Européia, Romano Prodi, também participa do encontro, junto com os presidentes norte-americano, Bill Clinton, russo, Vladimir Putin, francês, Jacques Chirac, e os chefes de governo alemao, Gerhardt Schroeder, canadense, Jean Chretien, britânico, Tony Blair, japonês, Yoshiro Mori e italiano, Giuliano Amato.

Algumas manifestaçoes aconteceram em frente ao hotel, mas sem incidentes graves. Quatro ativistas da organizaçao ecologista Greenpeace conseguiram desembarcar nas imediaçoes do local onde acontece a cúpula, apesar do enorme dispositivo policial.

Pela manha, Clinton rendeu homenagem aos 238.000 mortos na batalha de Okinawa (durante a Segunda Guerra Mundial) e prometeu fazer todo o possível para que a presença militar dos EUA interfira menos na rotina da populaçao de de Okinawa, onde volta e meia sao registrados casos de abuso sexual dos militares norte-americanos a adolescentes da regiao.  Mais de 10.000 habitantes da ilha fizeram um protesto esta quinta-feira contra a presença das bases dos EUA, que ocupam 20% da ilha de Okinawa. 




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