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Instalação da Unifesp na região estagnou, assume Maria Inês


Andrea Catão
Do Diário do Grande ABC

21/12/2004 | 09:18


A menos de dez dias do término do ano, o Grande ABC só tem a promessa do MEC (Ministério da Educação) e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a região terá uma universidade pública em 2005. A presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeita de Ribeirão Pires, Maria Inês Soares, admitiu nesta segunda que o processo de criação da universidade está parado. As reuniões que deveriam ter ocorrido a partir da segunda quinzena de novembro jamais foram realizadas e o prazo de cumprimento do cronograma para aplicar vestibular até março do ano que vem expira no próximo dia 31. Resta definir o formato dos cursos, como se dará a contratação de professores, espaço físico, número de vagas e regras para o processo seletivo. Maria Inês sequer arrisca um prazo para que a universidade seja instalada. "Não há previsão", diz.

Em maio deste ano, o presidente Lula assumiu o compromisso de instalar "de qualquer jeito" uma universidade pública no ABC. O assunto tomou força durante o período eleitoral e, em julho, o projeto de lei de criação da UFABC (Fundação Universidade Federal do ABC) foi enviado ao Congresso Nacional. O projeto ficou emperrado por meses porque a oposição ao governo Lula trancou a pauta de votações. Por conta disso, o MEC anunciou em novembro que retiraria o projeto do Câmara porque negociou a vinda da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a qual manteria os mesmos cursos e o número de vagas previstas no projeto original. A Unifesp instalaria três centros - Educação, Ciências Sociais e Tecnologia (engenharias) - e em cinco anos ofereceria 20 mil vagas públicas em cursos de graduação.

As negociações com a instituição estavam tão avançadas que o Conselho Universitário da Unifesp aprovou por unanimidade sua instalação no ABC e anunciou que também "mudaria" sua reitoria para Santo André.

Na mesma ocasião, foi montada uma comissão com vários especialistas nas áreas em que a Unifesp atuaria no ABC. A reunião do grupo ocorreria na segunda quinzena de novembro, em Santo André, o que jamais ocorreu. Nesta segunda, a presidente do Consórcio Intermunicipal, Maria Inês Soares, afirmou que o processo realmente está parado.

"A comissão (formada pelo MEC para formatar a universidade) tinha marcado uma reunião, que foi desmarcada e nenhum outro encontro foi agendado depois disso", disse Maria Inês. Ela acrescentou, porém, que estava tudo certo para a vinda da Unifesp. "Pode ser que o MEC tenha a intenção de fazer vingar o projeto da UFABC, talvez por isso ainda não tenha retirado o projeto de lei do Congresso. De qualquer forma, a Unifesp já tinha se comprometido a se instalar no ABC", afirma.

Há duas semanas, o MEC não se pronuncia sobre o assunto. A única informação prestada pela assessoria de imprensa é de que as duas possibilidades - aprovar o projeto de lei da UFABC ou garantir a efetiva vinda da Unifesp para a região - estão em estudo. A indefinição deixa ainda de mãos atadas a reitoria da Unifesp. A assessoria de imprensa da instituição afirmou que aprovou a instalação dos cursos no Grande ABC, mas que sozinha não pode decidir. O sinal verde, portanto, deve ser dado pelo governo.



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Instalação da Unifesp na região estagnou, assume Maria Inês

Andrea Catão
Do Diário do Grande ABC

21/12/2004 | 09:18


A menos de dez dias do término do ano, o Grande ABC só tem a promessa do MEC (Ministério da Educação) e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a região terá uma universidade pública em 2005. A presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeita de Ribeirão Pires, Maria Inês Soares, admitiu nesta segunda que o processo de criação da universidade está parado. As reuniões que deveriam ter ocorrido a partir da segunda quinzena de novembro jamais foram realizadas e o prazo de cumprimento do cronograma para aplicar vestibular até março do ano que vem expira no próximo dia 31. Resta definir o formato dos cursos, como se dará a contratação de professores, espaço físico, número de vagas e regras para o processo seletivo. Maria Inês sequer arrisca um prazo para que a universidade seja instalada. "Não há previsão", diz.

Em maio deste ano, o presidente Lula assumiu o compromisso de instalar "de qualquer jeito" uma universidade pública no ABC. O assunto tomou força durante o período eleitoral e, em julho, o projeto de lei de criação da UFABC (Fundação Universidade Federal do ABC) foi enviado ao Congresso Nacional. O projeto ficou emperrado por meses porque a oposição ao governo Lula trancou a pauta de votações. Por conta disso, o MEC anunciou em novembro que retiraria o projeto do Câmara porque negociou a vinda da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a qual manteria os mesmos cursos e o número de vagas previstas no projeto original. A Unifesp instalaria três centros - Educação, Ciências Sociais e Tecnologia (engenharias) - e em cinco anos ofereceria 20 mil vagas públicas em cursos de graduação.

As negociações com a instituição estavam tão avançadas que o Conselho Universitário da Unifesp aprovou por unanimidade sua instalação no ABC e anunciou que também "mudaria" sua reitoria para Santo André.

Na mesma ocasião, foi montada uma comissão com vários especialistas nas áreas em que a Unifesp atuaria no ABC. A reunião do grupo ocorreria na segunda quinzena de novembro, em Santo André, o que jamais ocorreu. Nesta segunda, a presidente do Consórcio Intermunicipal, Maria Inês Soares, afirmou que o processo realmente está parado.

"A comissão (formada pelo MEC para formatar a universidade) tinha marcado uma reunião, que foi desmarcada e nenhum outro encontro foi agendado depois disso", disse Maria Inês. Ela acrescentou, porém, que estava tudo certo para a vinda da Unifesp. "Pode ser que o MEC tenha a intenção de fazer vingar o projeto da UFABC, talvez por isso ainda não tenha retirado o projeto de lei do Congresso. De qualquer forma, a Unifesp já tinha se comprometido a se instalar no ABC", afirma.

Há duas semanas, o MEC não se pronuncia sobre o assunto. A única informação prestada pela assessoria de imprensa é de que as duas possibilidades - aprovar o projeto de lei da UFABC ou garantir a efetiva vinda da Unifesp para a região - estão em estudo. A indefinição deixa ainda de mãos atadas a reitoria da Unifesp. A assessoria de imprensa da instituição afirmou que aprovou a instalação dos cursos no Grande ABC, mas que sozinha não pode decidir. O sinal verde, portanto, deve ser dado pelo governo.

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