Política Titulo São Bernardo
Campanha de Tarcisio centraliza recursos em vereadores e em Ana Nice e abre crise na chapa

Sem verba, PT aposta em reeleições e nome do Sindicato dos Metalúrgicos

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC
09/07/2016 | 07:00
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Ricardo Trida 4/4/16


Articuladores da pré-candidatura à Prefeitura de São Bernardo do ex-secretário de Serviços Urbanos e Coordenação Governamental Tarcisio Secoli (PT) reuniram presidentes de partidos e alguns integrantes da chapa de nomes a vereador e adiantaram que, por falta de recursos e mudanças na regra eleitoral, haverá concentração de dinheiro em alguns projetos. A preferência é pelos atuais vereadores e por Ana Nice Martins, diretora executiva do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Em encontro recente de presidentes de partidos com José Albino (PT), um dos coordenadores de campanha de Tarcisio, a tática foi colocada à mesa. Por enquanto há 12 vereadores que declararam apoio à empreitada de Tarcisio. Dentre eles são oito petistas. Numa estimativa extraoficial feita por legendas aliadas, o PT deve eleger entre três e cinco nomes nesta eleição por conta do desgaste político do partido e pela desistência de candidatos suplentes em 2012.

Ana Nice é a aposta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para a eleição deste ano. Ela vai substituir politicamente Paulo Dias, que ficou por dois mandatos na Câmara e que hoje ocupa a Secretaria de Educação.

A grife de ser candidato pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC rendeu vitórias eleitorais a Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, hoje deputado federal; José Ferreira, vereador de oito mandatos em São Bernardo; Teonílio Barba, deputado estadual; Carlos Grana, prefeito de Santo André; Paulo Dias e Luiz Marinho.

O Diário apurou que a reunião estremeceu a pré-campanha de Tarcisio. Muitos relatam que receberam convites da oposição – principalmente do deputado federal Alex Manente (PPS) e do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) –, mas preferiram continuar no arco governista em troca de melhores condições de eleição. Ontem, o Diário mostrou que PR, PTdoB e PDT são algumas das agremiações que contestam a coordenação do projeto político do petista.

José Albino não retornou ontem aos contatos da equipe do Diário para comentar o assunto.

REFORMA ELEITORAL
Pelas mudanças que passam a valer nesta eleição, estão proibidas as doações de pessoas jurídicas a candidatos. As contribuições, restritas a pessoas físicas, também obedecerão a algumas normas, entre elas limite com base na declaração do IR (Imposto de Renda) do doador. 




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