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Cicaroni é lançado como candidato do Podemos à Prefeitura de São Caetano

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Ex-assessor de gabinete de Auricchio é mais um a mostrar distanciamento do tucano


Raphael Rocha
Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/06/2021 | 16:42


Atualizada às 20h45

O deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), líder do partido no Grande ABC, anunciou que Luiz Antonio Cicaroni, presidente do Podemos em São Caetano e assessor de gabinete no Palácio da Cerâmica, será candidato a prefeito caso haja nova eleição na cidade.

O martelo foi batido na segunda-feira, em reunião com a presidente nacional da sigla, deputada federal Renata Abreu, com o mandatário estadual do partido, Igor Soares, Márcio, Cicaroni e o ex-candidato a vereador Flávio Bochetti (Podemos).

“Acredito que é a oportunidade do Podemos na cidade. Hoje o Cica (apelido de Cicaroni) está no governo, mas ele consentiu que há oportunidade de ele sair candidato (em pleito suplementar). Convidamos o Cica e ele saiu da reunião muito satisfeito, com pensamento positivo de encarar a empreitada”, comentou Márcio.

Cicaroni sempre foi figura próxima do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) e, como presidente do Podemos no município, esteve na linha de frente da campanha do ano passado. O tucano foi mais bem votado em novembro, com 42,8 mil votos, porém teve o desempenho anulado pela Justiça Eleitoral por captação irregular de doação eleitoral no pleito de 2016 – ele ainda recorre ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Cumprimos com todos os compromissos com o Auricchio durante a eleição. Trabalhos incansavelmente, estivemos em todas as agendas, ajudamos o Auricchio a ganhar, inclusive. Mas é outro momento e o Podemos tem condições de lançar o Cica”, emendou Márcio.

Cicaroni foi mais cauteloso. Embora tenha se colocado como “soldado do partido”, disse que o projeto ainda carece de detalhes. “Não podemos entrar em uma empreitada dessa sem saber todos os pontos.”

O dirigente, que foi chefe de gabinete de Auricchio em dois dos três mandatos de prefeito e esteve com o tucano quando ele era secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, disse que seu desejo é o de que Auricchio reverta a situação na Justiça. “Acendo velas de sete dias para isso, a despeito de saber que as possibilidades hoje sejam menores. Quero vê-lo prefeito. Mas se ele não reverter? O partido precisa tomar seu caminho.”

Enquanto não há definição sobre o futuro político de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania) administra o município. Cicaroni segue como assessor de gabinete no Paço, mas a tendência é a de entregar o cargo nos próximos dias. “Acho que fico até a publicação desta reportagem”, comentou Cicaroni, em tom de brincadeira.

Ontem, ao Diário, o ex-vereador Edison Parra (Podemos) criticou seu ex-aliado Auricchio – hoje ele está no time capitaneado pelo ex-vereador Fabio Palacio (PSD). Parra alegou que o ex-prefeito “vendeu ilusão” quando, ao grupo político, assegurou que teria condições jurídicas de concorrer à reeleição.
 



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