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Dutra quer auditorias em setores do governo Britto em RS


Do Diário do Grande ABC

04/01/1999 | 11:27


A decisao do governo Olívio Dutra (PT) de realizar auditorias em todos os setores do governo Antônio Britto (PMDB) baseia-se menos em denúncias específicas, que sao poucas, e mais na estranha herança deixada pelo antecessor e seus assessores: portas foram arrombadas porque nao havia chaves, computadores tiveram informaçoes deletadas - parte só localizada horas após nas ``lixeiras'' (diretórios do computador) - e salas de documentos da Casa Civil no próprio Palácio Piratini ``nao tinham nenhuma folha de papel nem informaçoes''.   As reclamaçoes foram feitas ontem pelo novo Chefe da Casa Civil, deputado Flávio Koutzii (PT), anunciando ter encontrado ``totalmente vazias as pastas de um dos setores da Casa Civil que tratava do relacionamento com as prefeituras e o funcionalismo, o que é escandaloso''. Koutzii denunciou também que até os celulares do Palácio Piratini nao foram encontrados pela nova administraçao.  

Ameaça de confronto - O líder do governo Antônio Britto na Assembléia Legislativa e futuro presidente do Legislativo estadual, deputado Paulo Odone (PMDB), replicou que a administraçao anterior nao teme auditorias. Mas advertiu que ``se o governo petista ficar jogando pedras e ameaçando, o Rio Grande do Sul irá para um impasse'', referindo-se à maioria que a futura oposiçao à Olívio Dutra terá na Assembléia, com 35 dos 55 deputados estaduais eleitos e que tomam posse no final do mês.   ``Essas ameaças e clima de tensao que o novo governo estácriando nao ajudam em nada. Se ficarem só agredindo, saberemos responder no mesmo tom'', prometeu Odone. Ele pediu que Koutzii ligasse para o ex-Chefe da Casa Civil, Mendes Ribeiro Filho, ``para saber onde estao os celulares, que certamente foram devolvidos aos órgaos de origem ou à CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicaçoes)''.  

Computadores - A nova secretária de Minas, Energia e Comunicaçoes, Dilma Roussef (PDT), criticou a gestao do seu antecessor, Assis de Souza (PMDB), porque ``toda a memória da secretaria sumiu dos computadores.'' E justifica: ``várias horas depois, localizamos o arquivo da assessoria jurídica numa das 'lixeiras'. Informaçoes públicas nao poderiam ser apagadas'', reclamou Dilma.   A secretária decidiu, entao, convocar técnicos da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do estado) para fazer uma varredura completa e tentar localizar os outros arquivos da secretaria.  

Salas arrombadas - Flávio Koutzii contou que integrantes donovo governo foram obrigados a arrombar algumas salas no Palácio Piratini no fim de semana porque a antiga administraçao nao deixou nem chave. ``Depois de arrombar uma das salas de documentos da Casa Civil, nao tinha nenhum documento ou papel'', afirmou.   ``Todos os documentos foram elaborados por funcionáriospúblicos, pagos pela populaçao e nao poderiam ser levados para casa'' acrescentou, indignado, o chefe da Casa Civil. Ele apontou como ``misturada total entre coisas públicas e privadas, pagas pelo dinheiro público'' o programa de qualidade total do Estado, em que ``metade dos seus funcionários exercia cargos de confiança na Casa Civil''. Outro exemplo é o programa de apoio ao setor automobilístico, em que ``oito funcionários, pagos pelo erário público, trabalhavam para a General Motors'', contou Koutzii.  

Sumiço do fundo - O secretário da Fazenda, Arno Augustin (PT), já detectou o sumiço dos R$ 625 milhoes do fundo de aposentadoria das professoras, criado pelo próprio Britto como soluçao à crescente participaçao (mais de 40%) dos aposentados na folha de pagamento, que representa no total mais de R$ 300 milhoes mensais e 85% da receita líquida do estado.   Segundo afirmou Arno Augustin, aquele valor do fundo,originário de privatizaçoes, teve sua destinaçao modificada nos últimos dias do governo Britto e utilizada para cobrir despesas finais e fechar o caixa com saldo positivo pelo governo que saiu.   O deputado Paulo Odone (PMDB) justificou que a retirada dosrecursos do fundo de aposentadoria para fechar o Caixa do Tesouro foi ``uma opçao do secretário da Fazenda, Cezar Busatto, para deixar todas as contas pagas.'' Segundo ele, ``os recursos (R$ 5 bilhoes) das privatizaçoes foram usados na infra-estrutura, em telefonia, energia elétrica, na contrapartida dos programas do Bid e Bird etc''.   Para o líder pemedebista, ``o PT precisa parar de relatar opassado e ver o futuro. Deve mostrar como vai governar e cumprir suas promessas para que seu governo nao se transforme num estelionato eleitoral.



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