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Por mais acessibilidade

Deficientes ganham mais atenção do mercado


Lukas Kenji
Especial para o Diário

02/05/2012 | 07:00


Eles representam 23,9% da população brasileira. De acordo com o último Censo, de 2010, são 45 milhões de pessoas que pedem e merecem mais atenção. Percebendo isso, a indústria automobilística investe cada vez mais em opções que visam melhorar a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência física. Só em 2011, foram R$ 800 milhões movimentados pelo setor de automóveis e adaptação de veículos.

Novidades são lançadas anualmente, e por todo o mundo. Vale destaque para o MV-1, da empresa norte-americana VPG. O carro é o primeiro voltado exclusivamente para quem usa cadeira de rodas. Trata-se de um utilitário disponível nas versões básica e de luxo com motor V8 de 4,8 litros e transmissão automática, desenvolvidos pela Ford.

A preocupação com a segurança do cadeirante se mostra na superfície antiderrapante presente na rampa e no interior do veículo. Ele conta com o sistema ESC, que consiste no Controle Eletrônico de Estabilidade, que não deixa a cadeira se desequilibrar quando o veículo está em movimento.

A acessibilidade é garantida com o espaço interno de 5,4 metros cúbicos. A porta lateral que dá acesso ao espaço para cadeira de rodas tem 1,42 metro de comprimento por 91 centímetros de largura. Ao todo, seis pessoas podem viajar com o MV-1, cujo preço inicial é de U$S 39.950, em torno de R$ 75 mil.

O utilitário da VPG está à venda só no Estados Unidos, mas o público brasileiro não ficará sem novidades neste ano. Também da Terra do Tio Sam surgiu um conceito que promete melhorar a vida de quem usa cadeira de rodas. No mercado de adaptação veicular, a Cavenaghi implementou no País a ideia de rebaixar o piso de vans para o transporte de cadeirantes.

O diretor da empresa, Carlos Cavenaghi, explica que se costuma fazer o contrário no mercado, em vez de piso rebaixado, teto aumentado. Mas ele destaca problemas que o teto alto proporciona: "O veículo tem estabilidade e aerodinâmica alteradas, além de mudanças bruscas no centro de gravidade", diz.

Outra vantagem do piso baixo, segundo Cavenaghi, é que o cadeirante fica na mesma altura dos demais passageiros, tendo assim sensação de equilíbrio, além de sentir como se estivesse em um banco comum. Até o momento, a tecnologia foi implementada apenas nos furgões Renault Kangoo, Peugeot Partner e Fiat Dobló. A transformação não sai por menos de R$ 25 mil.

 

Portadores recebem atendimento especializado

 

O portador de deficiência não precisa apenas de carros que lhe tragam mobilidade e acessibilidade. Ele precisa também de bom atendimento na hora da compra.

Se o conceito de muitas montadoras se restringe a vagas especiais, elevadores e rampas em suas concessionárias, há companhias que apostam nas relações pessoais, no tratamento especializado para um público que precisa ser bem assessorado. A burocracia emperra negociações em até quatro meses no Grande ABC - na Capital, se estende para seis meses.

Neste quesito, Fiat, Honda e Toyota saem na frente. Todas contam com programas que focam na assessoria especializada em diversas de suas concessionárias. Para conhecer melhor este atendimento, a equipe do Diário visitou a unidade da concessionária Honda André Ribeiro, que fica no Centro de Santo André. A franquia tem outra loja especializada na região, no Centro de São Bernardo.

De acordo com o gerente da área de PPD (Pessoa Portadora de Deficiência) da unidade do Grande ABC, Robson Jeronimo, os vendedores não podem ser os mesmos do varejo comum, focados na compra. "É preciso dedicação diferenciada e a maior facilidade possível para que o cliente tenha satisfação na compra de seu carro", afirma.

Jeronimo é cadeirante há 16 anos, após sofrer de infecção na medula. Para ele, o fator que mais incomoda o deficiente é a dependência. Desta forma, a compra de um carro torna-se uma conquista, uma maneira de se firmar independente na sociedade.

 

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

O deficiente físico é isento de determinados impostos na compra de um carro zero-quilômetro. São eles IPI, IOF, IPVA e ICMS.

A partir de janeiro, a isenção do ICMS passará a valer também para condutores não deficientes que forem indicados para dirigir para portadores com deficiências visuais ou intelectuais e autistas.

Confira na tabela abaixo mais informações sobre como comprar um carro zero-quilômetro com isenção de impostos.



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Deficientes ganham mais atenção do mercado

Lukas Kenji
Especial para o Diário

02/05/2012 | 07:00


Eles representam 23,9% da população brasileira. De acordo com o último Censo, de 2010, são 45 milhões de pessoas que pedem e merecem mais atenção. Percebendo isso, a indústria automobilística investe cada vez mais em opções que visam melhorar a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência física. Só em 2011, foram R$ 800 milhões movimentados pelo setor de automóveis e adaptação de veículos.

Novidades são lançadas anualmente, e por todo o mundo. Vale destaque para o MV-1, da empresa norte-americana VPG. O carro é o primeiro voltado exclusivamente para quem usa cadeira de rodas. Trata-se de um utilitário disponível nas versões básica e de luxo com motor V8 de 4,8 litros e transmissão automática, desenvolvidos pela Ford.

A preocupação com a segurança do cadeirante se mostra na superfície antiderrapante presente na rampa e no interior do veículo. Ele conta com o sistema ESC, que consiste no Controle Eletrônico de Estabilidade, que não deixa a cadeira se desequilibrar quando o veículo está em movimento.

A acessibilidade é garantida com o espaço interno de 5,4 metros cúbicos. A porta lateral que dá acesso ao espaço para cadeira de rodas tem 1,42 metro de comprimento por 91 centímetros de largura. Ao todo, seis pessoas podem viajar com o MV-1, cujo preço inicial é de U$S 39.950, em torno de R$ 75 mil.

O utilitário da VPG está à venda só no Estados Unidos, mas o público brasileiro não ficará sem novidades neste ano. Também da Terra do Tio Sam surgiu um conceito que promete melhorar a vida de quem usa cadeira de rodas. No mercado de adaptação veicular, a Cavenaghi implementou no País a ideia de rebaixar o piso de vans para o transporte de cadeirantes.

O diretor da empresa, Carlos Cavenaghi, explica que se costuma fazer o contrário no mercado, em vez de piso rebaixado, teto aumentado. Mas ele destaca problemas que o teto alto proporciona: "O veículo tem estabilidade e aerodinâmica alteradas, além de mudanças bruscas no centro de gravidade", diz.

Outra vantagem do piso baixo, segundo Cavenaghi, é que o cadeirante fica na mesma altura dos demais passageiros, tendo assim sensação de equilíbrio, além de sentir como se estivesse em um banco comum. Até o momento, a tecnologia foi implementada apenas nos furgões Renault Kangoo, Peugeot Partner e Fiat Dobló. A transformação não sai por menos de R$ 25 mil.

 

Portadores recebem atendimento especializado

 

O portador de deficiência não precisa apenas de carros que lhe tragam mobilidade e acessibilidade. Ele precisa também de bom atendimento na hora da compra.

Se o conceito de muitas montadoras se restringe a vagas especiais, elevadores e rampas em suas concessionárias, há companhias que apostam nas relações pessoais, no tratamento especializado para um público que precisa ser bem assessorado. A burocracia emperra negociações em até quatro meses no Grande ABC - na Capital, se estende para seis meses.

Neste quesito, Fiat, Honda e Toyota saem na frente. Todas contam com programas que focam na assessoria especializada em diversas de suas concessionárias. Para conhecer melhor este atendimento, a equipe do Diário visitou a unidade da concessionária Honda André Ribeiro, que fica no Centro de Santo André. A franquia tem outra loja especializada na região, no Centro de São Bernardo.

De acordo com o gerente da área de PPD (Pessoa Portadora de Deficiência) da unidade do Grande ABC, Robson Jeronimo, os vendedores não podem ser os mesmos do varejo comum, focados na compra. "É preciso dedicação diferenciada e a maior facilidade possível para que o cliente tenha satisfação na compra de seu carro", afirma.

Jeronimo é cadeirante há 16 anos, após sofrer de infecção na medula. Para ele, o fator que mais incomoda o deficiente é a dependência. Desta forma, a compra de um carro torna-se uma conquista, uma maneira de se firmar independente na sociedade.

 

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

O deficiente físico é isento de determinados impostos na compra de um carro zero-quilômetro. São eles IPI, IOF, IPVA e ICMS.

A partir de janeiro, a isenção do ICMS passará a valer também para condutores não deficientes que forem indicados para dirigir para portadores com deficiências visuais ou intelectuais e autistas.

Confira na tabela abaixo mais informações sobre como comprar um carro zero-quilômetro com isenção de impostos.

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