Diarinho

Decifrando o ABC


Aprender a ler e a escrever é como ter voz no mundo. Abre os horizontes para todos os outros aprendizados, além da comunicação. Hoje, em especial, é comemorado o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi instaurada em 1967 para favorecer a alfabetização nos vários países. O Diarinho foi conversar com quem acabou de encarar o desafio e hoje desfruta da conquista lendo livros e escrevendo histórias.

Lívia Toccoli Lemos Soares, 7 anos, já lê e escreve há dois anos. “Comecei com pequenas palavras ainda no Jardim 2, quando tinha 5 anos. Para mim foi fácil entender as letras, os sons que elas têm.” A garotinha, que cursa o 2º ano do ensino fundamental no Colégio Singular Júnior, de Santo André, destaca que sempre teve a ajuda do pai. “Gosto de fazer as lições com ele ao meu lado. Gostamos de ler as coisas.”

O primeiro contato com as letras e números acontece desde muito cedo, principalmente àqueles que vão ainda pequenos à escola. Não há regras para que a ‘mágica’ aconteça, mas o processo ocorre aos 6 anos de idade. Na escola, a alfabetização começa a partir dos 3 anos, por meio, principalmente, de joguinhos e brincadeiras.

No início a gente presta atenção no que vem escrito nos rótulos, livros e jornais – que usam a letra impressa – e no som das palavras, para depois escrever. Assim, o primeiro tipo ensinado na escola, em geral, é a letra bastão, pois é simples. Depois, vem a de mão ou cursiva.
Também aluna do 2º ano do fundamental, Clara Bernardo da Silva, 7, já escreve muito bem com a letra cursiva. “Eu achei escrever mais difícil que ler. E a letra de mão é complicada no começo porque é preciso a mão firme, ter coordenação. Mas tudo é treino.”

Para estimular ainda mais sua leitura, Clara diz ter assistido a uma série inteira legendada – os Jovens Titãs Em Ação, da Netflix. “Consegui acompanhar. Às vezes, uma ou outra palavra passava, mas entendi a história toda.”

O colega Enzo Seixas Silva, 7, lembra que no início ficava tentando formar sílabas. “Você precisa conhecer os sons das letras e como elas ficam juntas, dando as mãos umas para as outras.” Cruzadinhas e livros com ilustrações o ajudaram no processo. “Ler, mesmo que só entendendo os desenhos, nos ajuda a aprender também”, aconselha Enzo.

Com a ajuda dos pais e da avó, Gustavo Medeiros de Godoy, 7, começou a deslanchar na alfabetização no 1º ano. “Consigo formar frases. Ler gibis me auxiliou no início. Tudo é mais difícil quando estamos aprendendo, mas hoje já aprendi bastante. Mesmo com as regras, a nossa língua (Portuguesa) ainda é mais fácil que o inglês. Acho que é porque moro aqui e não lá, né?”, questiona o estudante.

Jogo da memória, cruzadinhas, livros e HQs (Histórias em Quadrinhos) servem de incentivo para aqueles que querem aprender a ler ou melhorar a performance. A aluna Isabelly Aparecida de Oliveira Travasco, 7, lançou mão desses materiais para conseguir decifrar o mundo das letras. “Não fiquei ansiosa para ler. Acho que foi por isso que com 4 anos já sabia algumas coisas, letras. E ler livrinhos com desenhos me ajudou. Eu ainda pergunto para minha mãe sobre algumas palavras, mas é porque ainda estou estudando. Aprender é sempre divertido”, conclui.

Presença da tecnologia contribui para ensino

Tablets, smartphones e computadores fazem parte do passatempo da garotada deste século. E muitos passam algumas horinhas em frente às telas. Jogos e vídeos abastecem o mundo infantil. O que muitos não sabem é que esse contato com os eletrônicos, antes mesmo de frequentarem a escola, influencia diretamente na alfabetização.

Por meio dessa tecnologia é que se faz o uso da escrita de palavras e números, desenho, cores, efeitos sonoros e filmes. No meio digital, por exemplo, as frases não são construídas apenas com palavras, mas também com emojis e figuras.

Mesmo com o auxílio que a tecnologia traz ao dia a dia, é preciso ter os pais e responsáveis por perto para analisarem os conteúdos que vemos na internet. Porque, se bem utilizados, os eletrônicos são mais uma ferramenta no processo da escrita e leitura.

Até 2018, havia 11,3 milhões de brasileiros com falta de instrução sobre ler e escrever, segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No Grande ABC são pelo menos 66 mil pessoas nessa situação;

O processo da alfabetização está diretamente relacionado com o desenvolvimento de um país. Quanto mais pessoas analfabetas, menor é o índice de progresso daquela nação.

Consultoria de Cristina Tempesta, autora do ensino fundamental do Sistema Anglo de Ensino; e de Cristiane das Neves Kaim e Eloina Goes Santos, professoras do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Singular Júnior, de Santo André.  

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