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Enchentes acendem o alerta para leptospirose

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Além da doença transmitida pela urina de rato, água contaminada traz outros problemas à saúde


Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

24/02/2020 | 22:30


A época de chuvas de verão acende alerta para doenças que podem ser contraídas ao entrar em contato com a água da enchente. Mais comum é a leptospirose, causada por bactéria e transmitida pela urina de roedores. Uma vez que a pessoa entre em contato com água contaminada, não há como prevenir o desenvolvimento da doença. Portanto, a recomendação é evitar contato com as inundações.

Os sintomas mais comuns da leptospirose são febre alta e dores pelo corpo, principalmente na panturrilha. O período de incubação, ou seja, tempo até que os primeiros sinais apareçam, pode ser de até 30 dias. A doença é curável, porém, o diagnóstico tardio pode ocasionar complicações, tais como problemas renais.

Em 2019, o Grande ABC teve pelo menos 28 casos confirmados de leptospirose, além de quatro mortes. No ano anterior, foram 29 diagnósticos positivos e cinco óbitos. A doença tem notificação compulsória, ou seja, as unidades de saúde e hospitais devem informar as secretarias da saúde caso a diagnostiquem.

“A urina contaminada de roedores é disseminada pela água e a bactéria pode ficar ativa por até seis meses”, explica Hercília Borges, infectologista do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama. Considerando que os sintomas são similares aos da dengue e outras condições, a médica orienta que é necessário informar que esteve em área de enchente no momento do atendimento médico.

Hepatite A, cólera, gastroenterite (infecção intestinal), dermatites (inflamações cutâneas) e problemas nas conjuntivas também podem ser adquiridas ao entrar em contato com água de enchente. “Não tem como evitar (a doença) se entrou em contato com a água. Tudo irá depender da situação de saúde do indivíduo e de seu sistema imunológico”, afirma Marta Marcondes, bióloga e coordenadora do curso de gestão ambiental da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

PRECAUÇÕES - Se a casa ou outro ambiente foi inundado, Marta assinala que é preciso matar vírus e bactérias lavando a área com cloro, como chão e eletrodomésticos. Inclusive, para evitar outros problemas, como proliferação de fungos, o ideal é pintar as paredes com tinta ou cal. “Na enchente do ano passado vimos casos onde, três meses depois, ainda tinha micro-organismos em frestas de portas e janelas. Então, é importante que o processo seja minucioso”, lembra.

No caso dos veículos, a indicação é que sejam levados para higienização em estabelecimentos especializados no serviço. Vale destacar que todos os alimentos que entraram em contato com a água de enchente devem ser descartados.

O líquido contaminado pode penetrar na pele exposta, mesmo sem nenhuma lesão. “Para fazer a limpeza de casa ou do local afetado, é necessário impermeabilizar as áreas expostas do corpo com galochas, luvas e sacos plásticos grossos”, afirma Hercília.

As especialistas lembram que a época de chuvas, somada às enchentes, contribui para a proliferação de mosquitos, com destaque para o Aedes aegypt, transmissor da dengue. Assim, a limpeza dos ambientes deve incluir o extermínio de pontos de água parada. 



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Enchentes acendem o alerta para leptospirose

Além da doença transmitida pela urina de rato, água contaminada traz outros problemas à saúde

Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

24/02/2020 | 22:30


A época de chuvas de verão acende alerta para doenças que podem ser contraídas ao entrar em contato com a água da enchente. Mais comum é a leptospirose, causada por bactéria e transmitida pela urina de roedores. Uma vez que a pessoa entre em contato com água contaminada, não há como prevenir o desenvolvimento da doença. Portanto, a recomendação é evitar contato com as inundações.

Os sintomas mais comuns da leptospirose são febre alta e dores pelo corpo, principalmente na panturrilha. O período de incubação, ou seja, tempo até que os primeiros sinais apareçam, pode ser de até 30 dias. A doença é curável, porém, o diagnóstico tardio pode ocasionar complicações, tais como problemas renais.

Em 2019, o Grande ABC teve pelo menos 28 casos confirmados de leptospirose, além de quatro mortes. No ano anterior, foram 29 diagnósticos positivos e cinco óbitos. A doença tem notificação compulsória, ou seja, as unidades de saúde e hospitais devem informar as secretarias da saúde caso a diagnostiquem.

“A urina contaminada de roedores é disseminada pela água e a bactéria pode ficar ativa por até seis meses”, explica Hercília Borges, infectologista do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama. Considerando que os sintomas são similares aos da dengue e outras condições, a médica orienta que é necessário informar que esteve em área de enchente no momento do atendimento médico.

Hepatite A, cólera, gastroenterite (infecção intestinal), dermatites (inflamações cutâneas) e problemas nas conjuntivas também podem ser adquiridas ao entrar em contato com água de enchente. “Não tem como evitar (a doença) se entrou em contato com a água. Tudo irá depender da situação de saúde do indivíduo e de seu sistema imunológico”, afirma Marta Marcondes, bióloga e coordenadora do curso de gestão ambiental da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

PRECAUÇÕES - Se a casa ou outro ambiente foi inundado, Marta assinala que é preciso matar vírus e bactérias lavando a área com cloro, como chão e eletrodomésticos. Inclusive, para evitar outros problemas, como proliferação de fungos, o ideal é pintar as paredes com tinta ou cal. “Na enchente do ano passado vimos casos onde, três meses depois, ainda tinha micro-organismos em frestas de portas e janelas. Então, é importante que o processo seja minucioso”, lembra.

No caso dos veículos, a indicação é que sejam levados para higienização em estabelecimentos especializados no serviço. Vale destacar que todos os alimentos que entraram em contato com a água de enchente devem ser descartados.

O líquido contaminado pode penetrar na pele exposta, mesmo sem nenhuma lesão. “Para fazer a limpeza de casa ou do local afetado, é necessário impermeabilizar as áreas expostas do corpo com galochas, luvas e sacos plásticos grossos”, afirma Hercília.

As especialistas lembram que a época de chuvas, somada às enchentes, contribui para a proliferação de mosquitos, com destaque para o Aedes aegypt, transmissor da dengue. Assim, a limpeza dos ambientes deve incluir o extermínio de pontos de água parada. 

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