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Para oposição, saída de Cleuza é tardia

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bloco crítico ao governo Marinho afirma que
secretária de Educação tinha de ser demitida antes


Júnior Carvalho
Especial para o Diário

07/06/2015 | 07:00


A oposição de São Bernardo avalia que a saída de Cleuza Repulho (PT) do comando da Secretaria de Educação pouco trará impactos positivos ao setor, pois houve demora por parte do prefeito Luiz Marinho (PT) em demiti-la e também porque a titular da Pasta seguia orientações políticas do governo. Ela dará lugar ao vereador Paulo Dias (PT) dentro de duas semanas.

Cleuza sai da Secretaria de Educação de São Bernardo depois de seis anos e com coleção de problemas e denúncias, entre elas suspeita de superfaturamento na compra de salsichas à rede pública, por ter capitaneado o corte da merenda e por ser ré em ação civil pública proposta pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ABC, acusada de desvio de recursos públicos e formação de quadrilha na aquisição de tênis e mochilas a alunos da rede.

Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), foi “erro postergar a decisão” de exonerar Cleuza. “Trouxe prejuízos irreparáveis para a cidade”, disse o tucano, opinando também que a movimentação tem justificativa eleitoral. “O prefeito está tentando fazer arranjos políticos. Trouxe um suplente da uma região importante da cidade, o Grande Alvarenga, já visando a eleição do ano que vem”, adicionou Morando, lembrando que Matias Fiúza, hoje subprefeito do Alvarenga, herda a cadeira de Paulo Dias na Câmara.

Autor do pedido da CPI dos Uniformes e da CPI da Salsicha – para apurar as suspeitas nos dois contratos –, o vereador Julinho Fuzari (PPS) afirmou que Marinho foi conivente com os problemas de Cleuza na Educação, pois sabia dos fatos e não a exonerou antes. “Se ela fez (irregularidades) foi com a anuência do prefeito. O Marinho é corresponsável pelas irregularidades na Educação”. Julinho também crê em alteração eleitoral. “Nós enviamos pelo menos dois ofícios pedindo a exoneração dela quando surgiam as denúncias, sobretudo quando o Gaeco pediu a prisão preventiva. E o governo sequer a afastou temporariamente.”

O vereador Pery Cartola (SD) viu a saída de Cleuza como boa notícia, mas lamentou o fato de Marinho continuar como prefeito. “Mudam-se as peças, mas o jogo sujo continua o mesmo. A forma ruim de conduzir a Educação continuará”, comentou ele. “Paulo Dias é um bom vereador, mas sabe que será um rabo de foguete”, adicionou, ao falar sobre o trabalho do vereador petista na Pasta.

Marcelo Lima (PPS) foi o único a comemorar a indicação de Paulo Dias. “Tenho um respeito muito grande pelo Paulo Dias, acho que deve melhorar a situação da Educação. Fiquei surpreso com o nome, mas feliz ao mesmo tempo”, declarou, porém, chamando o fato de jogo político. “(Foi) Movimentação eleitoral. O prefeito está usando todos os cartuchos que tem, e não são poucos. (Com a escolha por Paulo Dias) Trouxe apoio de uma ala petista e sindical”, citou o popular-socialista, lembrando que Paulo Dias foi diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.



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Para oposição, saída de Cleuza é tardia

Bloco crítico ao governo Marinho afirma que
secretária de Educação tinha de ser demitida antes

Júnior Carvalho
Especial para o Diário

07/06/2015 | 07:00


A oposição de São Bernardo avalia que a saída de Cleuza Repulho (PT) do comando da Secretaria de Educação pouco trará impactos positivos ao setor, pois houve demora por parte do prefeito Luiz Marinho (PT) em demiti-la e também porque a titular da Pasta seguia orientações políticas do governo. Ela dará lugar ao vereador Paulo Dias (PT) dentro de duas semanas.

Cleuza sai da Secretaria de Educação de São Bernardo depois de seis anos e com coleção de problemas e denúncias, entre elas suspeita de superfaturamento na compra de salsichas à rede pública, por ter capitaneado o corte da merenda e por ser ré em ação civil pública proposta pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ABC, acusada de desvio de recursos públicos e formação de quadrilha na aquisição de tênis e mochilas a alunos da rede.

Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), foi “erro postergar a decisão” de exonerar Cleuza. “Trouxe prejuízos irreparáveis para a cidade”, disse o tucano, opinando também que a movimentação tem justificativa eleitoral. “O prefeito está tentando fazer arranjos políticos. Trouxe um suplente da uma região importante da cidade, o Grande Alvarenga, já visando a eleição do ano que vem”, adicionou Morando, lembrando que Matias Fiúza, hoje subprefeito do Alvarenga, herda a cadeira de Paulo Dias na Câmara.

Autor do pedido da CPI dos Uniformes e da CPI da Salsicha – para apurar as suspeitas nos dois contratos –, o vereador Julinho Fuzari (PPS) afirmou que Marinho foi conivente com os problemas de Cleuza na Educação, pois sabia dos fatos e não a exonerou antes. “Se ela fez (irregularidades) foi com a anuência do prefeito. O Marinho é corresponsável pelas irregularidades na Educação”. Julinho também crê em alteração eleitoral. “Nós enviamos pelo menos dois ofícios pedindo a exoneração dela quando surgiam as denúncias, sobretudo quando o Gaeco pediu a prisão preventiva. E o governo sequer a afastou temporariamente.”

O vereador Pery Cartola (SD) viu a saída de Cleuza como boa notícia, mas lamentou o fato de Marinho continuar como prefeito. “Mudam-se as peças, mas o jogo sujo continua o mesmo. A forma ruim de conduzir a Educação continuará”, comentou ele. “Paulo Dias é um bom vereador, mas sabe que será um rabo de foguete”, adicionou, ao falar sobre o trabalho do vereador petista na Pasta.

Marcelo Lima (PPS) foi o único a comemorar a indicação de Paulo Dias. “Tenho um respeito muito grande pelo Paulo Dias, acho que deve melhorar a situação da Educação. Fiquei surpreso com o nome, mas feliz ao mesmo tempo”, declarou, porém, chamando o fato de jogo político. “(Foi) Movimentação eleitoral. O prefeito está usando todos os cartuchos que tem, e não são poucos. (Com a escolha por Paulo Dias) Trouxe apoio de uma ala petista e sindical”, citou o popular-socialista, lembrando que Paulo Dias foi diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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