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Cia. do Nó monta Rei Lear bem brasileiro

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

11/10/2008 | 07:03


Um Rei Lear contemporâneo, que vê a briga das filhas por um terreno em que construiu casas. Assim é Luiz, personagem-título do novo espetáculo da Cia. do Nó, de Santo André, que estréia neste sábado na sede da trupe.

O texto, assinado por Renata Moré, nasceu de discussões a partir da vontade de montar uma tragédia. "Chegamos ao tema do homem perdido na contemporaneidade e das famílias que estão aos pedaços, não conseguem se entender", afirma Renata Moré. A direção é de Esdras Domingos.

Em cena estão atores em formação há cerca de três anos. Lá está a história de um homem simples, que não tem muitas posses, mas que, mesmo nesse contexto, vê sua família brigar pelo pouco patrimônio e, nesse processo, se dissolver pela ambição.

Assim como em Rei Lear. "Ele tem uma falta de compreensão muito grande, uma ingenuidade que o torna culpado pelos acontecimentos", explica Renata. Depois que a mulher morre, é abandonado por duas de suas três filhas em um asilo. Lá, fora da realidade, passa a acreditar que é o próprio Lear e que a família representa outros nomes do drama.

Apesar da estrutura do espetáculo seguir os personagens do texto de William Shakespeare - Lear, a mulher, três filhas, o amigo Edmundo e o Bobo -, há bem mais atores em cena: 12, no total. Isso para deixar ainda mais clara a questão da fragmentação dos personagens. Luiz, por exemplo, é vivido por três atores diferentes para designar cada fase sua: Danilo Bruno, na juventude, Valzir Badô, na maturidade, e Leno Torres, na fase em que é levado para o asilo.

O nome do espetáculo, diz Renata, foi escolhido pelo grupo, mas acabou por homenagear seu pai, Gino. "Ele, como pais de amigas minhas na adolescência, tem Luiz como segundo nome", explica.

Luiz - Teatro. Na Cia do Nó - r. Regente Feijó, 359A, Santo André. Tel.: 4436-7789. Sáb, às 20h, dom., às 19h. Até 15 de novembro. Ingr.: R$ 5.

 



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