Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 5 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Iron Maiden promete mesmo show da turnê européia em SP


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

14/12/2003 | 18:14


O Iron Maiden trará sua atual turnê ao Brasil. A frase anterior, se o leitor é metaleiro da velha guarda, já leu ou ouviu algo parecido em pelo menos quatro outras ocasiões. No dia 17 de janeiro do próximo ano, quando terminar a apresentação do sexteto britânico no estádio do Pacaembu, serão cinco as visitas da donzela de ferro (iron maiden, em português) ao país. Nessa conta entram dois Rock in Rio (1985 e 2001), um Monsters of Rock (1996) e um outro show em 1998. Os ingressos para 2004 já estão disponíveis em diversos pontos de venda e pela internet.

Que novidades teria uma banda que já freqüentou o Brasil com assiduidade de um Pato Banton? Reinvenções são poucas. O interesse reside na promessa de Steve Harris e cia., que garantem fazer em São Paulo a exata apresentação que tem percorrido a Europa desde outubro. Se cumprido, a banda virá com 25 toneladas de equipamentos da turnê Give Me Ed... Til I’m Dead, baseada em Dance of Death, disco lançado em setembro último e 19º álbum da carreira.

O set list destes shows europeus denota uma certa audácia da atual formação, que tem o fundador Steve Harris no baixo, Bruce Dickinson aos vocais, o patrimônio em forma de baterista Nicko McBrain e três guitarras marteladas por Dave Murray, Adrian Smith e Janice Gers. Das 16 da lista, seis fazem parte de Dance of Death, portanto, inéditas em turnês anteriores.

O recém-lançado disco, considerado uma volta à velha forma do Iron (se é que isso é possível), fornece para os shows as faixas Wildest Dreams (música de abertura), Dance of Death, Rainmaker, Paschendale, No More Lies e Journeyman – que costuma introduzir o bis. De resto, clássicos da primeira fase do Iron.

O intervalo entre 1980 e 1988 foi a época de ouro da banda, e disso bem sabem seus integrantes ao forrar o show com hits como Iron Maiden (do disco de estréia), Wrathchild (de Killers), Can I Play with Madness (de Seventh Son of a Seventh Son), The Trooper (de Piece of Mind), além de The Number of the Beast, Hallowed Be Thy Name e Run to the Hills, estas três últimas do álbum The Number of the Beast, cume qualitativo da discografia.

Quanto a Bruce Dickinson, o vocalista está imune à pose de star que acomete o colega Ian Gillan do Deep Purple e não amoleceu diante da recusa histórica de não interpretar músicas gravadas pela banda, durante sua ausência, com David Coverdale. Na turnê, Dickinson tem cantado Lord of the Flies, do disco X-Factor, feito nos anos em que o vocalista tentou vôo solo e seu posto fora ocupado por Blaze Bailey. Fecham o set list Fear of the Dark e Brave New World, faixas títulos dos discos lançados em 1992 e 2000, respectivamente.

New wave – Criada em 1979, a banda assentou-se numa passarela que divide o heavy metal dos anos 60 e 70, com Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin, e as vertentes segmentadas que se seguiram, como o trash metal e o nu metal. Batizado em “homenagem” à toda-poderosa dama de ferro Margaret Thatcher, então primeira-ministra inglesa, o grupo foi assimilado pela new wave.

Antes que o maidenmaníaco consuma-se em injúrias, new wave aqui não é a mesma de B-52s e Talking Heads, e sim a NWOBHM (new wave of british heavy metal, ou a nova onda do heavy metal britânico). Nessa nova bossa, com conterrâneos como Def Leppard e Saxon, o Iron resgatou o acossado rock.

Parafraseando Paula Toller, solos de guitarra já não conquistavam a geração da época. Ainda assim, o Iron insistiu em dedilhados que mais parecem supletivos de guitarra, no canto em falsete e em outros virtuosismos que, se por um lado arrastaram legiões, por outro foram motivo de sarcasmo – bom exemplo é a banda fictícia Massacration, dos comediantes do programa Hermes & Renato (MTV). Iron Maiden é assim: ame-o ou deixe-o.

Iron Maiden – Dia 17 de janeiro de 2004, às 21h. No Estádio do Pacaembu – pça. Charles Miller, s/ nº, São Paulo. Informações: 6846-6000. Ingressos: R$ 50 (arquibancada); R$ 70 (cadeira descoberta); R$ 90 (pista); e R$ 120 (cadeira coberta). Posto de venda (sem taxa de conveniência): Credicard Hall – av. Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro. Diariamente, das 12h às 20h. Postos de venda (com taxa de conveniência): Directv Music Hall – av. dos Jamaris, 213, Moema. Diariamente, das 12h às 20h. Livraria Fnac – av. Pedroso de Moraes, 858, Pinheiros. Diariamente, das 10h às 22h. Saraiva Mega Store – nos shoppings Morumbi e Eldorado. De 2ªa sábado, das 10h às 22h; domingo, das 14h às 20h. Teatro Abril – r. Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista. De 2ªa 6ª, das 11h às 19h; sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h. Livraria La Selva – saguão do Aeroporto de Congonhas. De 2ªa 6ª, aberta 24 horas. Venda por telefone (entrega em domicílio): Central Ticketmaster – Tel.: 6846-6000. De 2ªa sábado, das 10h às 17h. Venda pela internet: www.ticketmaster.com.br



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;