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Bairros de São Caetano
terão inspetoria da GCM

Futuro secretário quer guarda presente em toda a cidade; ele
irá assumir o cargo amanhã, ao lado do prefeito Paulo Pinheiro


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

31/12/2012 | 07:00


Futuro secretário municipal de Segurança de São Caetano, o coronel da reserva da Polícia Militar José Quesada anunciou que, entre as medidas a serem implantadas em sua Pasta está a instalação de uma inspetoria da GCM (Guarda Civil Municipal) em cada um dos 15 bairros da cidade. Ele assumirá o cargo amanhã, ao lado do prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB).

"O objetivo é descentralizar o atendimento à população", explica. Cada comandante de bairro deverá identificar o principal problema da área e pedir auxílio aos instrumentos disponíveis, como o Canil, bicicletas, motos e a Romu (Rondas Ostensivas Municipais). "Quem complica a Segurança Pública está falando besteira. Ela passa principalmente pela questão de presença e contato com a população", defende.

Segundo o futuro secretário, a ação será baseada em estatísticas criminais, mas praças públicas e escolas terão prioridade no patrulhamento. A ideia é valorizar a ação imediata por meio da proximidade. "A responsabilidade é fazer com que os guardas estejam no lugar certo, na hora certa."

Quesada reitera que o papel da GCM será revisto. Sem falar em orçamento e investimentos, por alegar não saber a herança que receberá da gestão atual, quer retomar o diálogo com o comando da Polícia Militar e privilegiar o papel comunitário ao invés da atuação ostensiva. "O incompetente não acha motivações, acha culpa. O técnico em Segurança procura saber quem, como, onde e porquê, com dados e comprovação histórica. Se não for desse jeito, temos que acreditar que campo de concentração resolve o problema", justifica.

Para o coronel, a atuação municipal na Segurança Pública deve ser vista de forma mais extensa. "É fácil colocar a culpa no entorno. Nós não pensamos desse jeito nesta administração porque, com os dados que eu tenho, não tenho como culpar uma comunidade pobre vizinha. Todas as pessoas sabem da fragilidade da engenharia de trânsito, dos problemas de iluminação e estrutura (das vias que dão acesso à cidade)", comenta.

Quesada se refere a Heliópolis, bairro carente da Zona Sul da Capital que faz divisa com São Caetano, além de outras comunidades da região, como Sacadura Cabral e Vila Palmares, ambas de Santo André. "É muito fácil eu colocar a culpa em um lugar de baixo poder aquisitivo, com número elevado de moradores, dizer que tudo tem origem naquele lugar e provoca as situações aqui. Tem que analisar para não falar besteira. Não é acabando com as comunidades que vai resolver o problema da criminalidade aproximada", finaliza.

 

Reestruturação não exigirá investimentos

 

A Prefeitura de São Caetano gastou aproximadamente R$ 16,1 milhões com a Secretaria de Segurança neste ano. Para 2013, o orçamento previsto é de R$ 15,053 milhões. O futuro titular da Pasta, José Quesada, esclarece que o plano de abrir inspetorias da GCM (Guarda Civil Municipal) em cada bairro não necessitaria, em princípio, de investimentos.

"Estamos desenvolvendo algo, em termo de gestão, que possa otimizar o que temos na mão", explica. Quesada herdará a guarda com 35 veículos, 20 motos, 16 bicicletas e três bases móveis. O efetivo atual é de aproximadamente 570 pessoas.

O futuro titular da Pasta também promete melhorar questões como plano de carreira e discrepâncias nas promoções. No que diz respeito a salários, no entanto, o secretário é enfático. "Não posso mexer nisso por enquanto. Todo mundo sabe que aqui o guarda ganha mal, mas temos que ter o pé no chão", pondera.

Um guarda iniciante ganha atualmente entre R$ 1,174 a R$ 1.700 na cidade. "A meta é neutralizar esse valor e torná-lo mais digno. Tenho experiência em negociações salariais na Polícia Militar. É preciso entender que escolhemos uma carreira que não nos tornará ricos. Mas precisamos ganhar um valor que seja digno o suficiente por arriscarmos nossa vida", completa.

A experiência na corporação também ajudará Quesada na reestruturação planejada. "Há uma desvalorização do papel da GCM. Muitas pessoas acreditam que você fazer ronda a pé em uma praça é menos valioso que estar em uma motocicleta, com todo o aparato", compara. "Precisamos valorizar e mostrar a importância desse trabalho. Para ter respeito e hierarquia não precisa ser militar. É mais um estado de espírito."

 



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