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Reservas das famílias crescem 9,8%

Dentro da região, Diadema foi o município com o maior
crescimento real em percentual de aplicação por pessoa


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

31/12/2012 | 07:00


 

As famílias do Grande ABC estão aumentando as suas reservas financeiras bem mais rápido do que os preços dos produtos e serviços estão subindo. Em setembro, o valor médio de aplicação per capita na caderneta de poupança teve crescimento real de 9,8% frente ao mesmo mês do ano anterior. Isso significa que a expansão do valor já considera a corrosão que a inflação exerce sobre o poder de compra. Em setembro de 2011, o valor médio guardado pelas famílias era de R$ 3.895,88. Neste ano, saltou para R$ 4.279,10.

Dentro da região, Diadema foi a cidade com o maior crescimento real em percentual de aplicação por pessoa, de 11,7%. O município saltou de R$ 2.681,41 para R$ 2.996,99. Porém, São Caetano ainda lidera com o maior valor no Grande ABC, com R$ 10.704,90 por habitante, acréscimo real frente a setembro de 2011 de 9,8%, e garantindo a quarta posição no ranking nacional.

Os dados fazem parte de cruzamento de informações realizado pela equipe do Diário. O último relatório de estatísticas bancárias municipais do Banco Central, que apresenta números até o nono mês deste ano, é uma das fontes. A população de cada cidade, para o cálculo da média per capita, faz parte do Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação do período é do IPC–Fipe (Índice de Preços aos Consumidores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que acumulou alta em um ano encerrado em setembro de 4,42%. Este indicador é o que mais se aproxima da realidade do Grande ABC, tendo em vista que apresenta a variação de preços da Capital.

 

DESEJOS ATENDIDOS

O crescimento real da poupança per capita da população da região pode ser visto como um resultado positivo regional, avalia o professor de Economia do Insper e sócio da Nogami Participações, Otto Nogami.

Levando em consideração que o aumento real mostra que as pessoas colocaram mais dinheiro na poupança, tendo em vista que a inflação absorve, em maioria, o rendimento desta modalidade de investimento, Nogami entende que os desejos de consumo das famílias estão supridos. “É sinal de que a capacidade de consumo começa a atender todos os seus desejos”, pontua.

Outro fator positivo apresentado pelo acadêmico é a força da indústria automobilística no Grande ABC. “Além de ter um impulso com as desonerações que o governo federal fez, seus bons resultados movimentam uma grande cadeia de fornecedores na região”, destaca Nogami, enfatizando que isso faz com que a renda do trabalhador aumente.

Neste ano, para segurar os impactos da crise econômica e contribuir para a continuidade do crescimento do setor, o governo federal reduziu o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) dos veículos. Essa manobra fez com que as montadoras elevassem o número de produção, que acabou gerando incremento nas vendas, tendo em vista que a desoneração foi repassada para os preços dos veículos ao consumidor. Alguns modelos populares ficaram até R$ 2.000 mais baratos.

Com isso, conclui Nogami, o nível de empregabilidade aumenta, o que é comum gerar efeito de elevação de renda do trabalho. E, na prática, funcionários com mais dinheiro têm mais chance de consumir o que desejam e aumentar suas reservas.

 

RANKING

Mauá, dona do segundo maior crescimento real em percentual, com 10,5%, passou de R$ 1.925,66 para R$ 2.129,78. Em seguida aparece Santo André, com expansão de 10% e poupança per capita de R$ 5.181,44, e São Bernardo, com crescimento de 9,98% e valor médio por pessoa de R$ 4.946,23.

São Caetano, com alta de 9,83% para R$ 10.704,90, ficou em quinto lugar em variação na região. Mas no País, em valor médio, aparece apenas atrás de Águas de São Pedro, no Interior de São Paulo, que registrou R$ 11.171,07 por pessoa, e Monte Belo do Sul e Garibaldi, ambas no Rio Grande do Sul, com respectivamente com R$ 11.081,83 e R$ 10.877,11.

 



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