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Polícia prende homem que
molestou filha durante 8 anos

João Elias Cruz foi condenado em março por molestar a
própria filha dos 7 aos 15 anos; hoje a jovem está com 21


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

14/12/2012 | 07:00


Policiais civis do 2º DP (Rudge Ramos) de São Bernardo prenderam ontem o bibliotecário João Elias Cruz, 51 anos, próximo de sua casa, na Vila Marchi. Ele foi condenado em março por molestar a própria filha dos 7 aos 15 anos. Hoje a jovem está com 21.

Cruz foi denunciado pela ex-mulher, uma contadora da mesma idade, que procurou o 3º DP (Assunção) para relatar o caso em dezembro de 2008. Na época, a vítima tinha 17.

Em fevereiro daquele ano, a menina revelou à mãe os abusos que sofreu. Além de pedir o divórcio, a contadora entrou na Justiça para que ele deixasse a casa do casal, no Jardim Jerusalém. O bibliotecário, no entanto, desobedeceu o pedido alegando que estava desempregado e não tinha dinheiro para se mudar. A solução foi procurar a polícia.

A defesa de Cruz entrou com recurso no Tribunal de Justiça, na Capital, pedindo a revisão da condenação, mas o pedido foi indeferido. Ontem, os policiais cumpriram o novo mandado de prisão emitido.

Na delegacia, o bibliotecário disse que trabalha em uma escola municipal de Ensino Fundamental e, nas horas vagas, é músico e ator. Sem antecedentes criminais, confessou a prática com a filha e se disse doente.

"Eu pedi ajuda para a minha ex-mulher. nunca omiti nenhum detalhe do que aconteceu", afirmou Cruz. "Nunca ameacei (a filha) nem batia nela. Era algo que acontecia", completou.

No recurso, a defesa do bibliotecário alega distúrbios mentais. Aos policiais, ele alegou que toma três comprimidos por dia em razão da suposta doença. "Não duvidem disso, ele realmente precisa de ajuda", disse um familiar que não quis se identificar.

 

"Lógico que foi um choque quando descobrimos, mas o que podemos fazer? Temos de dar a mão e tentar apoiá-lo", afirmou. Segundo o parente, Cruz chegou a pedir para a filha lhe "bater na cara para, assim, poder voltar à realidade". A vítima confirmou à Justiça que o pai não cometeu atos criminosos após ela ter completado 15 anos. Não há indícios de que o bibliotecário tenha cometido abusos contra outras pessoas.

Procurada, a ex-mulher não atendeu o Diário. Cruz será levado para uma ala especial do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, na Zona Oeste da Capital.

 

 



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