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Arctic Monkeys desacelera

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

04/09/2009 | 07:00


Esqueça as doses cavalares de energia, a cadência frenética e a habilidade para criar melodias tão intensas quanto acessíveis que alçaram os ingleses do Arctic Monkeys a patamar acima da média de seus pares no rock contemporâneo. O recém-lançado CD "Humbug" (EMI, R$ 30, em média), terceiro da discografia do quarteto de Sheffield, compensa a diminuição do vigor com densidade criativa e experimentação.

A mudança apresentada no álbum - co-produzido nos Estados Unidos por James Ford e o cantor e guitarrista do Queens of the Stone Age, Josh Homme - não é necessariamente ruim. Entretanto, quem esperava que os músicos registrassem outras composições aceleradas e turbinadas pelas guitarras, poderá decepcionar-se.

Sucessor dos bem-sucedidos "Whatever People Say I am That's What I'm Not" e "Favourite Worst Nightmare", o disco soa arrastado e de difícil assimilação à primeira audição. Não há canções que despertem empatia imediata, como "Fluorescent Adolescent", "Fake Tales of San Francisco", entre outras tantas dos trabalhos anteriores de Alex Turner (guitarra e vocal), Jamie Cook (guitarra), Nick O'Malley (baixo) e Matt Helders (bateria).

DESAFIO - Mas "Humbug" (título que em português pode ser traduzido como fraude) tem o poder de ludibriar o ouvinte apressado, disposto a prender-se apenas aos aspectos soturnos das dez faixas inéditas. Trata-se de uma daquelas produções que impõem o seguinte desafio: é preciso acostumar-se à proposta, ao ritmo lento do repertório, que caracteriza principalmente as faixas de abertura ("My Propeller" e "Crying Lightning").

Depois do susto inicial, é possível admirar a beleza melancólica de "Cornerstone", balada sustentada pelo violão em que o vocalista e letrista Turner descreve seus devaneios sobre misteriosa mulher.

Em outros momentos, como em "Dance Little Liar", com marcante linha de baixo, os macacos do Ártico aproximam-se da sonoridade dark. Uma das músicas mais interessantes é "Pretty Visitors", enérgica e vigorosa na medida certa, com camada de teclados sustentando riff de guitarra que remete ao Black Sabbath.

Mesmo sem trazer uma coleção de composições arrasadoras, "Humbug" tem virtudes e confirma que o Arctic Monkeys não pretende acomodar-se no trono que conquistou, o que não é pouca coisa.



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