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Brasil quer afundar Argentina em Rosário

Há 17 jogos sem perder, seleção brasileira pode complicar situação do time de Maradona nas eliminatórias


André Battistini
Com Agências

05/09/2009 | 07:00


Uma das maiores rivalidades do mundo entra em campo hoje. Brasil e Argentina se enfretam, às 21h30, no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, em situações opostas nas Eliminatórias para a Copa de 2010. Enquanto o time de Dunga pode garantir vaga antecipada, os comandados de Maradona precisam do resultado positivo para não ver a classificação ameaçada.

Durante a semana a partida foi aquecida por muito falatório e troca de farpas, principalmente do lado dos hermanos. O palco escolhido para o jogo reflete a importância da vitória para a Argentina. A mudança do Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, para o estádio em Rosário, foi um pedido dos jogadores, por causa da proximidade da torcida no gramado, que deve transformar o local em um caldeirão .

No Gigante de Arroyito, a seleção argentina perdeu apenas um dos 11 jogos que fez na história, justamente para o Brasil, na Copa América de 1975. Os 40 mil ingressos foram esgotados rapidamente, mas a possível pressão não assusta os jogadores brasileiros. "Os torcedores não entram em campo", afirmou o volante Felipe Melo.

O atacante Carlitos Tevez lembra que a pressão pode até mudar de lado, principalmente se a Argentina demorar para conseguir o gol. "A torcida que está a seu favor pode criar uma desvantagem. Se você não ficar com a bola nos primeiros minutos, o apoio ensurdecedor passa a ser um silêncio incômodo e pesado.".

O moral da Seleção Brasileira não poderia ser melhor para o jogo. O Brasil é líder do torneio com 27 pontos, e não perde há 17 jogos.

A Argentina é quarta com 22 pontos, e ainda tem pela frente Paraguai e Chile fora de casa, em dois dos últimos três jogos. "Jogaremos com nossas vidas contra o Brasil", afirmou Maradona.

Para o jogo de hoje, Dunga não pedirá marcação individual em Messi, eleito pela Uefa na última semana como melhor jogador da temporada. "Não se ganha nada querendo controlar um só jogador, e deixando os outros dez livres."

A principal mudança no Brasil será a entrada de Luisão na zaga no lugar de Juan, que já se recuperou de lesão, mas ainda sente falta de ritmo de jogo.

Maradona tem Messi como líder

Diego Maradona confia especialmente em um jogador para acabar com a pressão sob sua equipe nas Eliminatórias: Lionel Messi. O treinador argentino pede que o camisa dez do Barcelona comande a seleção contra o Brasil. "Messi é meu Maradona. Não há um jogador mais importante. Ele tem que deixar de ser promessa para ser um líder em campo, como já vem acontecendo", afirmou Maradona.

"Todo o tempo, Maradona me pede que eu tenha a bola, e que não me perca na partida. Ele quer que eu jogue como no Barcelona", declarou Messi, que marcou cinco gols pela Argentina em um amistoso, na quarta.

Quando perguntado se o craque do Barça entraria pressionado por uma boa atuação, Maradona disse que não acredita nisso, e que sua equipe vai jogar tranquila. "Pressão tem a pessoa que sai às 5h da manhã para trabalhar. Jogadores têm responsabilidades, não pressões", declarou.

A Argentina terá quatro mudanças em relação a equipe que perdeu por 2 a 0 para o Equador na última rodada das eliminatórias. Sebá, conhecido da torcida corinthiana, entra na zaga. No meio três novidades: Mascherano, Dátolo e Verón.

Kaká completa 70 partidas e vai atrás de marca histórica

O jogo contra a Argentina será especial para o meia Kaká. Além de completar 70 jogos pela seleção, se balançar as redes ele iguala as marcas de Romário e Zico, e se torna o maior artilheiro do Brasil em eliminatórias, com 11 gols.

Kaká acredita que seria uma honra igualar o feito, principalmente por ser um jogador de meio-campo. "Essas marcas são consequência de um trabalho e vêm em cima de um objetivo, que é uma vaga para a Copa", afirmou.

O jogador do Real Madrid tem boas lembranças de partidas contra o rival. Em 2005, anotou um dos gols na final da Copa das Confederações, vencida pela Seleção Brasileira por 4 a 1. No ano seguinte, em amistoso em Londres, Kaká encerrou a vitória por 3 a 0 com um golaço, após uma longa arrancada em que passou por três adversários.

O meia espera um jogo tenso em Rosário, e acredita que a vitória seria especial. "Vai ser muito bom conquistar a vaga em cima da Argentina", afirmou o jogador, que estreou pela seleção em 2002, no amistoso contra a Bolívia (6 a 0).



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Brasil quer afundar Argentina em Rosário

Há 17 jogos sem perder, seleção brasileira pode complicar situação do time de Maradona nas eliminatórias

André Battistini
Com Agências

05/09/2009 | 07:00


Uma das maiores rivalidades do mundo entra em campo hoje. Brasil e Argentina se enfretam, às 21h30, no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, em situações opostas nas Eliminatórias para a Copa de 2010. Enquanto o time de Dunga pode garantir vaga antecipada, os comandados de Maradona precisam do resultado positivo para não ver a classificação ameaçada.

Durante a semana a partida foi aquecida por muito falatório e troca de farpas, principalmente do lado dos hermanos. O palco escolhido para o jogo reflete a importância da vitória para a Argentina. A mudança do Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, para o estádio em Rosário, foi um pedido dos jogadores, por causa da proximidade da torcida no gramado, que deve transformar o local em um caldeirão .

No Gigante de Arroyito, a seleção argentina perdeu apenas um dos 11 jogos que fez na história, justamente para o Brasil, na Copa América de 1975. Os 40 mil ingressos foram esgotados rapidamente, mas a possível pressão não assusta os jogadores brasileiros. "Os torcedores não entram em campo", afirmou o volante Felipe Melo.

O atacante Carlitos Tevez lembra que a pressão pode até mudar de lado, principalmente se a Argentina demorar para conseguir o gol. "A torcida que está a seu favor pode criar uma desvantagem. Se você não ficar com a bola nos primeiros minutos, o apoio ensurdecedor passa a ser um silêncio incômodo e pesado.".

O moral da Seleção Brasileira não poderia ser melhor para o jogo. O Brasil é líder do torneio com 27 pontos, e não perde há 17 jogos.

A Argentina é quarta com 22 pontos, e ainda tem pela frente Paraguai e Chile fora de casa, em dois dos últimos três jogos. "Jogaremos com nossas vidas contra o Brasil", afirmou Maradona.

Para o jogo de hoje, Dunga não pedirá marcação individual em Messi, eleito pela Uefa na última semana como melhor jogador da temporada. "Não se ganha nada querendo controlar um só jogador, e deixando os outros dez livres."

A principal mudança no Brasil será a entrada de Luisão na zaga no lugar de Juan, que já se recuperou de lesão, mas ainda sente falta de ritmo de jogo.

Maradona tem Messi como líder

Diego Maradona confia especialmente em um jogador para acabar com a pressão sob sua equipe nas Eliminatórias: Lionel Messi. O treinador argentino pede que o camisa dez do Barcelona comande a seleção contra o Brasil. "Messi é meu Maradona. Não há um jogador mais importante. Ele tem que deixar de ser promessa para ser um líder em campo, como já vem acontecendo", afirmou Maradona.

"Todo o tempo, Maradona me pede que eu tenha a bola, e que não me perca na partida. Ele quer que eu jogue como no Barcelona", declarou Messi, que marcou cinco gols pela Argentina em um amistoso, na quarta.

Quando perguntado se o craque do Barça entraria pressionado por uma boa atuação, Maradona disse que não acredita nisso, e que sua equipe vai jogar tranquila. "Pressão tem a pessoa que sai às 5h da manhã para trabalhar. Jogadores têm responsabilidades, não pressões", declarou.

A Argentina terá quatro mudanças em relação a equipe que perdeu por 2 a 0 para o Equador na última rodada das eliminatórias. Sebá, conhecido da torcida corinthiana, entra na zaga. No meio três novidades: Mascherano, Dátolo e Verón.

Kaká completa 70 partidas e vai atrás de marca histórica

O jogo contra a Argentina será especial para o meia Kaká. Além de completar 70 jogos pela seleção, se balançar as redes ele iguala as marcas de Romário e Zico, e se torna o maior artilheiro do Brasil em eliminatórias, com 11 gols.

Kaká acredita que seria uma honra igualar o feito, principalmente por ser um jogador de meio-campo. "Essas marcas são consequência de um trabalho e vêm em cima de um objetivo, que é uma vaga para a Copa", afirmou.

O jogador do Real Madrid tem boas lembranças de partidas contra o rival. Em 2005, anotou um dos gols na final da Copa das Confederações, vencida pela Seleção Brasileira por 4 a 1. No ano seguinte, em amistoso em Londres, Kaká encerrou a vitória por 3 a 0 com um golaço, após uma longa arrancada em que passou por três adversários.

O meia espera um jogo tenso em Rosário, e acredita que a vitória seria especial. "Vai ser muito bom conquistar a vaga em cima da Argentina", afirmou o jogador, que estreou pela seleção em 2002, no amistoso contra a Bolívia (6 a 0).

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