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Queda e ascensão dos Rolling Stones em quatro álbuns relançados e remasterizados


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

02/09/2009 | 07:00


A terceira fornada de relançamentos de discos dos Rolling Stones registra o período em que o relacionamento desgastado entre os músicos e problemas com drogas quase esfacelaram a banda na década de 1980. Também evidencia a capacidade de recuperação dos decanos roqueiros ingleses.

Em edições remasterizadas, retornaram às prateleiras quatro CDs (Universal, R$ 29,90): "Dirty Work" (1986), "Steel Wheels" (1989), "Voodoo Loung"e (1994) e "Bridges to Babylon" (1998).

O clima de tensão predominou durante "Dirty Work". À época, a parceria entre o guitarrista Keith Richards e o vocalista Mick Jagger estava abalada. O cantor já havia lançado o primeiro álbum "She's the Boss", sem a participação dos companheiros e cogitava a carreira solo.

Para piorar, o pacato baterista Charlie Watts teve de superar o vício em heroína. Resultado: o disco carece de faixas memoráveis, exceção feita à dançante "Harlem Shuffle", gravada originalmente pela dupla norte-americana Bob & Earl.

Depois de Richards também lançar disco solo, o recomendável "Talk is Cheap" (1988), e após intensa troca de farpas entre ele e Jagger na imprensa, os veteranos perceberam que deviam colocar a máquina de produzir hits e ganhar dinheiro para funcionar.

Lançaram o mediano Steel Wheels, composto por melodias enxutas, feitas sob medidas para as rádios. Entre os destaques do repertório estão "Mixed Emotions" e "Rock and a Hard Place".

Em "Voodoo Lounge", o grupo retomou a pegada e a energia que o consagrou. Se não tem o mesmo nível de qualidade de obras-primas como "Sticky Fingers" (1971) e "Let it Bleed" (1969), o álbum, apresentado na primeira turnê dos Stones no Brasil, tem canções inspiradas, como o rock envolvente de Love is Strong e You Got me Rocking.

Já Bridges to Babylon - também apresentado em shows dos ingleses no País - mostra que a banda consegue manter-se fiel ao DNA musical (encharcado de r&b) e expor sua faceta mais pop e moderna, como em "Anybody Seen my Baby?". Ainda neste ano, a Universal deve lançar edição luxuosa do clássico "Exile on Main Street" (1972).



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Queda e ascensão dos Rolling Stones em quatro álbuns relançados e remasterizados

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

02/09/2009 | 07:00


A terceira fornada de relançamentos de discos dos Rolling Stones registra o período em que o relacionamento desgastado entre os músicos e problemas com drogas quase esfacelaram a banda na década de 1980. Também evidencia a capacidade de recuperação dos decanos roqueiros ingleses.

Em edições remasterizadas, retornaram às prateleiras quatro CDs (Universal, R$ 29,90): "Dirty Work" (1986), "Steel Wheels" (1989), "Voodoo Loung"e (1994) e "Bridges to Babylon" (1998).

O clima de tensão predominou durante "Dirty Work". À época, a parceria entre o guitarrista Keith Richards e o vocalista Mick Jagger estava abalada. O cantor já havia lançado o primeiro álbum "She's the Boss", sem a participação dos companheiros e cogitava a carreira solo.

Para piorar, o pacato baterista Charlie Watts teve de superar o vício em heroína. Resultado: o disco carece de faixas memoráveis, exceção feita à dançante "Harlem Shuffle", gravada originalmente pela dupla norte-americana Bob & Earl.

Depois de Richards também lançar disco solo, o recomendável "Talk is Cheap" (1988), e após intensa troca de farpas entre ele e Jagger na imprensa, os veteranos perceberam que deviam colocar a máquina de produzir hits e ganhar dinheiro para funcionar.

Lançaram o mediano Steel Wheels, composto por melodias enxutas, feitas sob medidas para as rádios. Entre os destaques do repertório estão "Mixed Emotions" e "Rock and a Hard Place".

Em "Voodoo Lounge", o grupo retomou a pegada e a energia que o consagrou. Se não tem o mesmo nível de qualidade de obras-primas como "Sticky Fingers" (1971) e "Let it Bleed" (1969), o álbum, apresentado na primeira turnê dos Stones no Brasil, tem canções inspiradas, como o rock envolvente de Love is Strong e You Got me Rocking.

Já Bridges to Babylon - também apresentado em shows dos ingleses no País - mostra que a banda consegue manter-se fiel ao DNA musical (encharcado de r&b) e expor sua faceta mais pop e moderna, como em "Anybody Seen my Baby?". Ainda neste ano, a Universal deve lançar edição luxuosa do clássico "Exile on Main Street" (1972).

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