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Doação salarial irá gerar renda a 500 costureiros de Santo André

Nario Barbosa/Prefeito Paulo Serra diz que iniciativa vai gerar renda e ajudar a combater a Covid-19 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dinheiro angariado de parte dos salários do 1º escalão custeia fabricação de máscaras de pano


Evaldo Novelini
Do Diário do Grande ABC

16/04/2020 | 00:01


Fazer girar a economia doméstica e fornecer proteção à população em tempos de pandemia. Esses são os objetivos do programa social de produção de máscaras não profissionais que o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), vai apresentar hoje na cidade. O município estima distribuir R$ 500 mil mensais a cerca de 500 costureiros que serão responsáveis pela confecção dos equipamentos. O dinheiro será arrecadado junto ao primeiro escalão de funcionários públicos e comissionados, que doarão parcela de seus três próximos salários.

“Não foi necessário projeto de lei porque todo mundo decidiu colaborar de forma espontânea”, assegurou o prefeito. Paulo Serra, o vice Luiz Zacarias (PTB) e os secretários municipais vão abrir mão de 50% dos salários. Secretários adjuntos e diretores de órgãos e autarquias doarão 30% dos vencimentos. Já os 402 comissionados contribuirão com 10%. A previsão é arrecadar R$ 500 mil mensais, que serão encaminhados ao Fundo Especial de Combate ao Coronavírus, coordenado pela primeira-dama Ana Carolina Barreto Serra.

O dinheiro das doações vai manter o programa social de produção de máscaras não profissionais. A ideia é cadastrar 500 costureiros de Santo André para que produzam equipamentos de pano contra o novo coronavírus. A Prefeitura vai fornecer a matéria-prima para a confecção das peças, como tecido, elástico e filtro.

Além dos insumos, o governo também vai disponibilizar aos parceiros escolhidos o padrão de produção a ser seguido, para que as máscaras obedeçam às regras determinadas pelo Ministério da Saúde. Elas devem ser feitas para cobrir boca e nariz, sem espaços laterais e em tecidos 100% algodão ou cotton.

Depois que as máscaras forem produzidas, a administração garante a compra dos equipamentos, pagando R$ 2 por unidade. “Já temos informações que algumas costureiras têm capacidade para fabricar 2.000 peças por mês. Com isso, vão assegurar um salário de R$ 4.000”, contabiliza Paulo Serra. O programa vai durar 90 dias.

Com custo final de R$ 3 a unidade – R$ 1 de matéria-prima e outros R$ 2 pagos aos costureiros –, é possível confeccionar 166.666 máscaras com os R$ 500 mil mensais arrecadados com a doação do alto escalão e dos comissionados. Toda a produção será distribuída, gratuitamente, à população de Santo André. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o uso dos equipamentos como forma de prevenção à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

CADASTRO
Costureiros interessados em participar do programa precisam preencher formulário, a ser disponibilizado no site da Prefeitura – na sequência, funcionário do município entrará em contato. Além de morar em Santo André, os candidatos precisam se enquadrar nos critérios sociais de baixa renda. Não é preciso atuar na formalidade. Basta ter equipamento em casa. Paulo Serra vai anunciar detalhes do projeto em live nas redes sociais, Facebook e Instagram, a partir das 19h30. 



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