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Número dois do Executivo foi alçado como titular ao cargo por nove vezes no Grande ABC


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

04/06/2018 | 07:17


Prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB) pode ser a décima figura política do Grande ABC a deixar o posto de vice para assumir de forma efetiva a cadeira máxima do Paço. Com a prisão de Atila Jacomussi (PSB), a emedebista vê chances reais de entrar na lista que denota a importância de se ampliar a atenção – principalmente na hora do voto – sobre o número dois da chapa, tido apenas como um cargo de expectativa.

Não só Alaíde está com a missão de liderar o Executivo nas variadas esferas de poder atualmente. Márcio França (PSB) exerce a função de governador de São Paulo a partir da renúncia de Geraldo Alckmin (PSDB) em abril. Michel Temer (MDB) chefia o Planalto desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Caso emblemático da história recente do Brasil aconteceu no período final da ditadura militar, em 1985, quando Tancredo Neves morreu (antes da posse) e o seu vice, José Sarney, assumiu a Presidência. Teve ainda episódio de Fernando Collor. Em 1992, renunciou para tentar evitar o impeachment pelo Congresso. Itamar Franco, completou o mandato.

No âmbito regional, há o primeiro impeachment do País, em Santo André (confira arte acima). Oswaldo Gimenez foi deposto em janeiro de 1962, acusado de crimes de improbidade, com a nomeação de parentes e aquisição de materiais sem licitação. A Câmara decretou seu afastamento. Em seu lugar entrou o vice José Silveira Sampaio na Prefeitura, na ocasião ainda na Praça do Carmo. Frente à situação inusitada, multidão ocupou o local. Sampaio subiu na cerca de ferro da hoje Casa da Palavra, procurando apaziguar os ânimos. Ficou até 1963 no cargo.

Santo André protagonizou outras duas situações com vice tornando-se atores principais. Ambas com morte do detentor do posto. A primeira com Fioravante Zampol, que assumiu a cadeira de Lauro Gomes – também ex-prefeito de São Bernardo –, após infarto em menos de seis meses à frente do governo. Zampol foi duas vezes chefe do Executivo, vice em duas oportunidades e deputado estadual. Há caso emblemático com o assassinato de Celso Daniel, em 2002. João Avamileno (PT), até então discreto, e que trabalhava na manutenção da base governista foi içado ao cargo. Foi reeleito em 2004.

Em São Bernardo, William Dib (sem partido) assumiu o poder com a renúncia do titular Mauricio Soares (PHS, ex-PT), então no segundo mandato. A alegação era por motivos de saúde. A informação, nos bastidores, é de acordo político. Dib foi reeleito, com tranquilidade, em 2004 e manteve-se até 2008, ano em que Mauricio cogitou concorrer novamente ao comando do Paço. São Caetano registrou episódio com João Dal’Mas com a renúncia de Raimundo da Cunha Leite. Já Silvio Torres exerceu o cargo como titular por 14 dias a partir da morte de Luiz Olinto Tortorello.

No ano de 1982, o então vice de Ribeirão Pires, João Maziero subiu ao posto máximo com a licença de Luiz Carlos Grecco, que saiu para concorrer no pleito de deputado. Rio Grande da Serra foi palco de obra dramática. Cido Franco, eleito em 1996, morreu de infarto 75 dias depois da posse. O vice José Carlos Arruda assumiu, porém foi assassinado no ano seguinte. Como metade do mandato ainda não tinha transcorrido, foram convocadas novas eleições. Filho de Cido, Danilo Franco sagrou-se vencedor do pleito em 1998. A Justiça cassou o mandato, alegando que a lei não permite que parentes assumam o mesmo cargo no mandato. A Câmara teve de empossar Mário Carvalho da Silva. A oposição entrou com nova ação judicial, que foi acatada. Silva deixou o posto por ser da chapa contestada. 



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Nas ondas dos vice

Número dois do Executivo foi alçado como titular ao cargo por nove vezes no Grande ABC

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

04/06/2018 | 07:17


Prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB) pode ser a décima figura política do Grande ABC a deixar o posto de vice para assumir de forma efetiva a cadeira máxima do Paço. Com a prisão de Atila Jacomussi (PSB), a emedebista vê chances reais de entrar na lista que denota a importância de se ampliar a atenção – principalmente na hora do voto – sobre o número dois da chapa, tido apenas como um cargo de expectativa.

Não só Alaíde está com a missão de liderar o Executivo nas variadas esferas de poder atualmente. Márcio França (PSB) exerce a função de governador de São Paulo a partir da renúncia de Geraldo Alckmin (PSDB) em abril. Michel Temer (MDB) chefia o Planalto desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Caso emblemático da história recente do Brasil aconteceu no período final da ditadura militar, em 1985, quando Tancredo Neves morreu (antes da posse) e o seu vice, José Sarney, assumiu a Presidência. Teve ainda episódio de Fernando Collor. Em 1992, renunciou para tentar evitar o impeachment pelo Congresso. Itamar Franco, completou o mandato.

No âmbito regional, há o primeiro impeachment do País, em Santo André (confira arte acima). Oswaldo Gimenez foi deposto em janeiro de 1962, acusado de crimes de improbidade, com a nomeação de parentes e aquisição de materiais sem licitação. A Câmara decretou seu afastamento. Em seu lugar entrou o vice José Silveira Sampaio na Prefeitura, na ocasião ainda na Praça do Carmo. Frente à situação inusitada, multidão ocupou o local. Sampaio subiu na cerca de ferro da hoje Casa da Palavra, procurando apaziguar os ânimos. Ficou até 1963 no cargo.

Santo André protagonizou outras duas situações com vice tornando-se atores principais. Ambas com morte do detentor do posto. A primeira com Fioravante Zampol, que assumiu a cadeira de Lauro Gomes – também ex-prefeito de São Bernardo –, após infarto em menos de seis meses à frente do governo. Zampol foi duas vezes chefe do Executivo, vice em duas oportunidades e deputado estadual. Há caso emblemático com o assassinato de Celso Daniel, em 2002. João Avamileno (PT), até então discreto, e que trabalhava na manutenção da base governista foi içado ao cargo. Foi reeleito em 2004.

Em São Bernardo, William Dib (sem partido) assumiu o poder com a renúncia do titular Mauricio Soares (PHS, ex-PT), então no segundo mandato. A alegação era por motivos de saúde. A informação, nos bastidores, é de acordo político. Dib foi reeleito, com tranquilidade, em 2004 e manteve-se até 2008, ano em que Mauricio cogitou concorrer novamente ao comando do Paço. São Caetano registrou episódio com João Dal’Mas com a renúncia de Raimundo da Cunha Leite. Já Silvio Torres exerceu o cargo como titular por 14 dias a partir da morte de Luiz Olinto Tortorello.

No ano de 1982, o então vice de Ribeirão Pires, João Maziero subiu ao posto máximo com a licença de Luiz Carlos Grecco, que saiu para concorrer no pleito de deputado. Rio Grande da Serra foi palco de obra dramática. Cido Franco, eleito em 1996, morreu de infarto 75 dias depois da posse. O vice José Carlos Arruda assumiu, porém foi assassinado no ano seguinte. Como metade do mandato ainda não tinha transcorrido, foram convocadas novas eleições. Filho de Cido, Danilo Franco sagrou-se vencedor do pleito em 1998. A Justiça cassou o mandato, alegando que a lei não permite que parentes assumam o mesmo cargo no mandato. A Câmara teve de empossar Mário Carvalho da Silva. A oposição entrou com nova ação judicial, que foi acatada. Silva deixou o posto por ser da chapa contestada. 

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