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Rumsfeld confirma reuniões com rebeldes no Iraque


Da AFP

26/06/2005 | 17:28


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, admitiu neste domingo a uma emissora de TV que oficiais do Pentágono participam de reuniões com os rebeldes no Iraque.

"Nós facilitamos cada tentativa deste tipo de encontro", disse Rumsfeld à rede Fox News, em um comentário sobre as informações publicadas pelo jornal britânico Sunday Times de que aconteceram dois encontros em junho entre os líderes de alguns movimentos rebeldes e representantes americanos.

O chefe do Pentágono se recusou a anunciar quando e com quem aconteceram as reuniões, mas salientou que os Estados Unidos "não negociam com terroristas".

"Os iraquianos têm um governo soberano. Eles decidirão que relações terão com certos elementos rebeldes. Nós propiciaremos cada encontro", acrescentou Rumsfeld. Segundo o jornal britânico, os oficiais americanos mantiveram conversações com os rebeldes iraquianos com a esperança de obter uma redução da violência no país.

As reuniões teriam acontecido em uma residência próxima a Balad, 65 km ao norte de Bagdá, em duas oportunidades, no início de junho, informa o Sunday Times, que cita uma fonte iraquiana que teria participado dos encontros.

Rumsfeld destacou a diferença entre os membros da Jihad islâmica, do terrorista Al-Zarqawi, e os ex-baathistas sunitas que "buscam recuperar o controle do governo". Neste sentido, ele indicou que a estratégia americana é dividir os rebeldes. "Garanto que a primeira coisa que queremos fazer é dividir esta gente".

Segundo o Sunday Times, o primeiro encontro aconteceu no dia 3 de junho, e o segundo duas semanas depois, com a presença de quatro representantes americanos e dos chefes de vários movimentos rebeldes iraquianos, incluindo o Ansar Al Sunna, um pequeno grupo ligado à Al Qaeda e responsável pelo atentado suicida que matou 22 pessoas em uma base americana em Mossul, no Natal de 2004.

De acordo com o jornal britânico, os americanos foram representados no encontro por um militar, um membro dos serviços de informação, um congressista e um diplomata da embaixada dos EUA em Bagdá.

Al Qaeda – Já o braço iraquiano da rede terrorista Al Qaeda qualificou neste domingo de "mentira" a informação sobre encontros entre funcionários americanos e líderes rebeldes no Iraque, advertindo que ninguém deve se reunir com "os inimigos de Deus".

Em um comunicado na Internet, a Al Qaeda afirma que "há muitas palavras mentirosas sobre negociações com os cruzados e judeus. Os americanos são os piores inimigos dos muçulmanos. Advertimos a todos para que rejeitem qualquer encontro com os judeus, os cruzados ou seus agentes".

O comunicado destaca ainda que a organização, auto-intitulada Al Qaeda na Mesopotâmia, liderada pelo jordaniano Abu Mussab al-Zarqawi, "confia em seus irmãos mujahedines, que não se deixam enganar por tais mentiras". O texto foi firmado por Abu Maissara al-Iraqi, chefe do departamento de informação do grupo.



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