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É tempo de sedução com Bebel


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

17/07/2007 | 07:03


Pequena, arredondada e vermelha, a pitanga floresce de agosto a novembro. Mulherão, cheia de curvas e morenaça, Camila Pitanga desabrochou nesta temporada e vai além.

A atriz está com o ibope alto como a sensual Bebel, garota de programa da novela Paraíso Tropical, e na próxima sexta-feira estréia no cinema com outro papel sensual em Saneamento Básico, o Filme. Na novela, ela doma seu cliente Olavo (Wagner Moura); na comédia, ela doma um monstro do lixo (o mesmo Moura).

Camila completou 30 anos em junho passado e está colhendo frutos de um trabalho que vem amadurecendo a cada atuação. Pode encher a boca ao dizer que é modelo e atriz sem que isso gere comentários maldosos. De assistente de Angélica (ainda no Clube da Criança, da TV Manchete) a manequim, tinha 6 anos quando fez uma ponta em Quilombo (1984), filme de Cacá Diegues.

Filha dos atores Antônio Pitanga e Vera Manhães, enveredou por um caminho natural – seu irmão, Rocco Pitanga, também é ator. De vez em quando, como no último São Paulo Fashion Week, ela dá as caras na passarela.

O que Camila não esperava era o sucesso de sua personagem na novela, um contraste extremo com seu papel anterior, a boazinha e bem-comportada babá de Belíssima.

Para andar pelas ruas de Copacabana rodando bolsinha, a atriz ficou mais magra, adotou minivestidos, miniblusas e minissaias sempre coloridos e brilhantes, e recolocou na ordem do dia o vestido engana-mamãe, que virou marca-registrada de Bebel.

Conquistou a audiência vivendo situações hilárias como uma gostosona desbocada e ignorante, que aos poucos aprende a se comportar no mundo elitista.

Pesquisa de campo - Como Bebel, Camila suou muito para chegar a esse patamar de atuação. Visitou prostíbulos, conversou com prostitutas, foi a boates, leu teses e obras de ficção. Tudo isso para firmar sua ‘catiguria’ na pele da ‘quenga’ do interior da Bahia que sonha em se dar bem na cidade grande no quesito sedução.

Mas não se engane, pois ela está no time dos vilões. O autor da novela, Gilberto Braga, não costuma poupar suas criações do ‘mal’, ainda mais os antiéticos – e Bebel não tem sido exemplo de bom comportamento.

Na novela - Esta semana ela fica sabendo que Olavo (Wagner Moura) vai se casar com Alice (Guilhermina Guinle), mas ele pretende que os dois continuem amantes. Portanto, ela deve manter seus encontros com Urbano (Eduardo Galvão) para diminuir as suspeitas de Alice sobre Olavo e Bebel. Afinal, o empresário quer manter as aparências sem deixar sua amante.

A moça continua sendo bem tratada por Urbano, que tem uma faceta oposta a Olavo. Mais carinhoso, mais atencioso, ele a trata como mulher, ao contrário do amante machista e voltado para si mesmo, incapaz de assumir um relacionamento com a prostituta.

É justamente o contraste entre o mau-caratismo da personagem com lampejos de simpatia que fazem o paradoxo de Bebel, que caiu na boca do povo. Como a tendência nacional é sempre torcer pelo mais fraco, a mais despossuída nesta história é a prostituta. Some-se a isso o forte apelo de sedução, e Bebel fisga a audiência.


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É tempo de sedução com Bebel

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

17/07/2007 | 07:03


Pequena, arredondada e vermelha, a pitanga floresce de agosto a novembro. Mulherão, cheia de curvas e morenaça, Camila Pitanga desabrochou nesta temporada e vai além.

A atriz está com o ibope alto como a sensual Bebel, garota de programa da novela Paraíso Tropical, e na próxima sexta-feira estréia no cinema com outro papel sensual em Saneamento Básico, o Filme. Na novela, ela doma seu cliente Olavo (Wagner Moura); na comédia, ela doma um monstro do lixo (o mesmo Moura).

Camila completou 30 anos em junho passado e está colhendo frutos de um trabalho que vem amadurecendo a cada atuação. Pode encher a boca ao dizer que é modelo e atriz sem que isso gere comentários maldosos. De assistente de Angélica (ainda no Clube da Criança, da TV Manchete) a manequim, tinha 6 anos quando fez uma ponta em Quilombo (1984), filme de Cacá Diegues.

Filha dos atores Antônio Pitanga e Vera Manhães, enveredou por um caminho natural – seu irmão, Rocco Pitanga, também é ator. De vez em quando, como no último São Paulo Fashion Week, ela dá as caras na passarela.

O que Camila não esperava era o sucesso de sua personagem na novela, um contraste extremo com seu papel anterior, a boazinha e bem-comportada babá de Belíssima.

Para andar pelas ruas de Copacabana rodando bolsinha, a atriz ficou mais magra, adotou minivestidos, miniblusas e minissaias sempre coloridos e brilhantes, e recolocou na ordem do dia o vestido engana-mamãe, que virou marca-registrada de Bebel.

Conquistou a audiência vivendo situações hilárias como uma gostosona desbocada e ignorante, que aos poucos aprende a se comportar no mundo elitista.

Pesquisa de campo - Como Bebel, Camila suou muito para chegar a esse patamar de atuação. Visitou prostíbulos, conversou com prostitutas, foi a boates, leu teses e obras de ficção. Tudo isso para firmar sua ‘catiguria’ na pele da ‘quenga’ do interior da Bahia que sonha em se dar bem na cidade grande no quesito sedução.

Mas não se engane, pois ela está no time dos vilões. O autor da novela, Gilberto Braga, não costuma poupar suas criações do ‘mal’, ainda mais os antiéticos – e Bebel não tem sido exemplo de bom comportamento.

Na novela - Esta semana ela fica sabendo que Olavo (Wagner Moura) vai se casar com Alice (Guilhermina Guinle), mas ele pretende que os dois continuem amantes. Portanto, ela deve manter seus encontros com Urbano (Eduardo Galvão) para diminuir as suspeitas de Alice sobre Olavo e Bebel. Afinal, o empresário quer manter as aparências sem deixar sua amante.

A moça continua sendo bem tratada por Urbano, que tem uma faceta oposta a Olavo. Mais carinhoso, mais atencioso, ele a trata como mulher, ao contrário do amante machista e voltado para si mesmo, incapaz de assumir um relacionamento com a prostituta.

É justamente o contraste entre o mau-caratismo da personagem com lampejos de simpatia que fazem o paradoxo de Bebel, que caiu na boca do povo. Como a tendência nacional é sempre torcer pelo mais fraco, a mais despossuída nesta história é a prostituta. Some-se a isso o forte apelo de sedução, e Bebel fisga a audiência.

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