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Levantamento completo da CPI dos Correios sai 3ª feira



17/02/2006 | 08:06


O levantamento completo com os nomes dos deputados que teriam recebido dinheiro de uma corretora, suspeita de envolvimento com fundos de pensão, deverá ficar pronto até terça-feira, segundo informou um integrante da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios. O primeiro nome checado pelos investigadores da CPI é de um deputado do PP, cujo assessor teria recebido dinheiro considerado irregular da corretora. Tanto a corretora quanto a lista de parlamentares e de assessores envolvidos são mantidas sob sigilo absoluto por integrantes da CPI.

Na nova lista, aparecem nomes de deputados que estiveram na condição de suspeitos anteriormente, quando um ex-assessor do PP procurou a cúpula da CPI para denunciar como funcionava o esquema do pagamento do mensalão dentro partido. Agora, com o surgimento desse novo elo, a lista dos deputados beneficiados pode aumentar em até mais dez nomes.

O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-AB), sub-relator de Fundos de Pensão da CPI, disse que não comentará dados que ainda estão em investigação e sob sigilo rigoroso. O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), acompanham de perto as novas investigações. A checagem dos montantes com os referidos beneficiários é feita pela Ernest & Young, auditoria contratada pela CPI.

A maior dificuldade está na qualidade dos dados fornecidos à Sub-Relatoria dos Fundos de Pensão. Conforme apurou a reportagem, a Laeta, uma das corretoras investigadas, teria recebido, por exemplo, um total de R$ 150 milhões de origem não identificada. Existem transferências bancárias no valor de R$ 3 milhões, que também não se sabe ao certo os nomes dos beneficiários. “Os dados do sigilo estão incompletos e estão dificultando almas identificações”, observou um investigador da CPI. Outras duas corretoras, a Quantia e a Novinvest, também estão na mira da CPI, uma vez que, juntamente com a Laeta, as três tentaram no STF (Supremo Tribunal Federal) evitar que a CPI tivesse acesso ao sigilo bancário, contendo todas as operações.

A CPI deve apresentar também um levantamento em que demonstra, claramente, que os períodos de pagamento de mensalão pelo valerioduto, feitos pelos Bancos Santos, Rural e BMG, coincide com os momentos em que alguns fundos de pensão realizaram lucros abaixo até mesmo da operação mais conservadora do mercado.

Em nota, a corretora Laeta afirmou que não tem nenhuma relação com nenhum esquema de pagamentos a deputados ou assessores. Todas as liquidações são feitas pela Bolsa de Valores e todos os documentos requeridos pela CPI, e que comprovam a lisura de suas operações, estão à disposição dos parlamentares. Na nota, a Laeta classifica como especulações as afirmações.



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Levantamento completo da CPI dos Correios sai 3ª feira


17/02/2006 | 08:06


O levantamento completo com os nomes dos deputados que teriam recebido dinheiro de uma corretora, suspeita de envolvimento com fundos de pensão, deverá ficar pronto até terça-feira, segundo informou um integrante da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios. O primeiro nome checado pelos investigadores da CPI é de um deputado do PP, cujo assessor teria recebido dinheiro considerado irregular da corretora. Tanto a corretora quanto a lista de parlamentares e de assessores envolvidos são mantidas sob sigilo absoluto por integrantes da CPI.

Na nova lista, aparecem nomes de deputados que estiveram na condição de suspeitos anteriormente, quando um ex-assessor do PP procurou a cúpula da CPI para denunciar como funcionava o esquema do pagamento do mensalão dentro partido. Agora, com o surgimento desse novo elo, a lista dos deputados beneficiados pode aumentar em até mais dez nomes.

O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-AB), sub-relator de Fundos de Pensão da CPI, disse que não comentará dados que ainda estão em investigação e sob sigilo rigoroso. O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), acompanham de perto as novas investigações. A checagem dos montantes com os referidos beneficiários é feita pela Ernest & Young, auditoria contratada pela CPI.

A maior dificuldade está na qualidade dos dados fornecidos à Sub-Relatoria dos Fundos de Pensão. Conforme apurou a reportagem, a Laeta, uma das corretoras investigadas, teria recebido, por exemplo, um total de R$ 150 milhões de origem não identificada. Existem transferências bancárias no valor de R$ 3 milhões, que também não se sabe ao certo os nomes dos beneficiários. “Os dados do sigilo estão incompletos e estão dificultando almas identificações”, observou um investigador da CPI. Outras duas corretoras, a Quantia e a Novinvest, também estão na mira da CPI, uma vez que, juntamente com a Laeta, as três tentaram no STF (Supremo Tribunal Federal) evitar que a CPI tivesse acesso ao sigilo bancário, contendo todas as operações.

A CPI deve apresentar também um levantamento em que demonstra, claramente, que os períodos de pagamento de mensalão pelo valerioduto, feitos pelos Bancos Santos, Rural e BMG, coincide com os momentos em que alguns fundos de pensão realizaram lucros abaixo até mesmo da operação mais conservadora do mercado.

Em nota, a corretora Laeta afirmou que não tem nenhuma relação com nenhum esquema de pagamentos a deputados ou assessores. Todas as liquidações são feitas pela Bolsa de Valores e todos os documentos requeridos pela CPI, e que comprovam a lisura de suas operações, estão à disposição dos parlamentares. Na nota, a Laeta classifica como especulações as afirmações.

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