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Pompeo vai a Boa Vista para mostrar alinhamento contra Nicolás Maduro



18/09/2020 | 10:52


O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chega ao Brasil na tarde desta sexta-feira, 18, em meio a esforços para estreitar laços na região amazônica e demonstrar um alinhamento contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

Seu primeiro compromisso em Roraima é uma visita a instalações da Operação Acolhida, do Exército Brasileiro, voltada para migrantes e refugiados venezuelanos. Pompeo terá uma reunião de 40 minutos com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A cooperação entre os dois países para se contraposição aos chavistas será o tema principal.

Na quinta-feira, Pompeo se encontrou com os dois mais novos presidentes da região: Irfaan Ali, da Guiana, e Chan Santokhi, do Suriname. Com a passagem pelo Brasil e pela Colômbia, o secretário americano visitará todos as nações que têm fronteiras com a Venezuela. Em todos, ele tem reforçado intenções de investimento americano nesses países, apoio no combate à pandemia do novo coronavírus e a "defesa da democracia".

"Eles vão discutir a cooperação EUA-Brasil para enfrentar ameaças comuns à segurança regional", disse o Departamento de Estado americano, em um comunicado oficial sobre a viagem. "Isso inclui o desastre humanitário que o regime ilegítimo de Maduro impôs na região, e seu tráfico ilegal de armas, ouro e drogas."

Pompeo também deve discutir promessas de ampliação do apoio americano ao Brasil no combate à covid-19. Segundo o governo americano, isso inclui o repasse de US$ 13,8 milhões e a doação de respiradores. Ele também visitará uma instalação sanitária que oferece água potável, chuveiros, banheiros e máquinas de lavar roupa a venezuelanos, feita com financiamento da agência governamental americana Usaid.

É a primeira vez que um secretário de Estado americano visita tanto o Suriname quanto a Guiana. Os dois países acabam de passar por transições de governo. A Guiana teve a disputa mais acirrada, com uma recontagem de votos que durou 33 dias até Ali ser declarado vencedor. Já o Suriname encerrou mais de dez anos sob o governo de Dési Bouterse com uma transição pacífica.

Economia

A agenda econômica também tem sido discutida na passagem de Pompeo pela região amazônica. A exploração de petróleo no Suriname foi o principal assunto em encontros com o presidente e representantes de empresas americanas no país. O mesmo assunto foi discutido em Georgetown, capital da Guiana. O secretário tem defendido o investimento de empresas americanas na região.

O Brasil será o único país no qual Pompeo não se encontrará com um chefe de Estado, e sim com o chanceler Ernesto Araújo - que tem cargo equivalente ao do secretário de Estado.

Ainda na noite de sexta, o americano viaja para a Colômbia. Ele se encontrará o presidente Iván Duque no sábado (19) para uma reunião que deve discutir desde os laços comerciais entre os dois países até o combate ao tráfico de drogas e conflitos regionais - o que incluirá o tema da Venezuela. No domingo, o secretário já estará de volta aos EUA.



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Pompeo vai a Boa Vista para mostrar alinhamento contra Nicolás Maduro


18/09/2020 | 10:52


O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chega ao Brasil na tarde desta sexta-feira, 18, em meio a esforços para estreitar laços na região amazônica e demonstrar um alinhamento contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

Seu primeiro compromisso em Roraima é uma visita a instalações da Operação Acolhida, do Exército Brasileiro, voltada para migrantes e refugiados venezuelanos. Pompeo terá uma reunião de 40 minutos com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A cooperação entre os dois países para se contraposição aos chavistas será o tema principal.

Na quinta-feira, Pompeo se encontrou com os dois mais novos presidentes da região: Irfaan Ali, da Guiana, e Chan Santokhi, do Suriname. Com a passagem pelo Brasil e pela Colômbia, o secretário americano visitará todos as nações que têm fronteiras com a Venezuela. Em todos, ele tem reforçado intenções de investimento americano nesses países, apoio no combate à pandemia do novo coronavírus e a "defesa da democracia".

"Eles vão discutir a cooperação EUA-Brasil para enfrentar ameaças comuns à segurança regional", disse o Departamento de Estado americano, em um comunicado oficial sobre a viagem. "Isso inclui o desastre humanitário que o regime ilegítimo de Maduro impôs na região, e seu tráfico ilegal de armas, ouro e drogas."

Pompeo também deve discutir promessas de ampliação do apoio americano ao Brasil no combate à covid-19. Segundo o governo americano, isso inclui o repasse de US$ 13,8 milhões e a doação de respiradores. Ele também visitará uma instalação sanitária que oferece água potável, chuveiros, banheiros e máquinas de lavar roupa a venezuelanos, feita com financiamento da agência governamental americana Usaid.

É a primeira vez que um secretário de Estado americano visita tanto o Suriname quanto a Guiana. Os dois países acabam de passar por transições de governo. A Guiana teve a disputa mais acirrada, com uma recontagem de votos que durou 33 dias até Ali ser declarado vencedor. Já o Suriname encerrou mais de dez anos sob o governo de Dési Bouterse com uma transição pacífica.

Economia

A agenda econômica também tem sido discutida na passagem de Pompeo pela região amazônica. A exploração de petróleo no Suriname foi o principal assunto em encontros com o presidente e representantes de empresas americanas no país. O mesmo assunto foi discutido em Georgetown, capital da Guiana. O secretário tem defendido o investimento de empresas americanas na região.

O Brasil será o único país no qual Pompeo não se encontrará com um chefe de Estado, e sim com o chanceler Ernesto Araújo - que tem cargo equivalente ao do secretário de Estado.

Ainda na noite de sexta, o americano viaja para a Colômbia. Ele se encontrará o presidente Iván Duque no sábado (19) para uma reunião que deve discutir desde os laços comerciais entre os dois países até o combate ao tráfico de drogas e conflitos regionais - o que incluirá o tema da Venezuela. No domingo, o secretário já estará de volta aos EUA.

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