Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 29 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Sem intervenção militar, foco de grupo de caminhoneiros é fazer governo renunciar



29/05/2018 | 14:34


Passados os sete dias e seis horas que supostamente dariam o direito ao Exército assumir o poder, começa a cair a ficha dos caminhoneiros de que uma intervenção militar não vai ocorrer. "Cadê o Exército? O prazo acabou. Vai terminar tudo em pizza outra vez?", questionava um participante dos grupos de WhatsApp.

Isso não significa, entretanto, que eles desistiram da batalha. Além de iniciarem um abaixo assinado a favor da intervenção, eles passaram a focar em esforços para o presidente da República, Michel Temer, renunciar.

Nos grupos da categoria, a estratégia agora é tentar incluir a população em geral nos protestos, argumentando que essa não é uma luta só dos caminhoneiros, mas de todo o País.

Para isso, eles pedem que o povo não fique nas filas de postos de combustíveis nem paguem valores altos.

"A população não acordou ou está com preguiça de acordar. Não percebem que os descontos que o governo deu para nós caminhoneiros serão repassados para o álcool e para a gasolina de toda sociedade", diz um deles, no grupo de WhatsApp.

Para os motoristas, a única forma de derrubar o governo é uma greve geral, uma manifestação que envolva toda a sociedade. "Nossa greve continua, mas se o povo não ajudar não conseguiremos atingir nossos objetivos. Cadê a população nas ruas", questionava outro participante.

Eles também negavam que estavam sendo comandados por algum infiltrado. "Essa é uma luta nossa, não gostamos de políticos e nem queremos que eles estejam aqui", afirmavam.

O jornal O Estado de S. Paulo participa de três grupos de WhatsApp de caminhoneiros, cada um com mais de cerca de 300 participantes. Na troca de mensagens, eles se organizam rapidamente.

As informações se alastram em minutos, como ocorreu após o pronunciamento do presidente, no domingo. Em áudios, líderes de cada Estado mostravam a situação do momento e as decisões de manter a paralisação. A ordem, por ora, é manter a paralisação.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sem intervenção militar, foco de grupo de caminhoneiros é fazer governo renunciar


29/05/2018 | 14:34


Passados os sete dias e seis horas que supostamente dariam o direito ao Exército assumir o poder, começa a cair a ficha dos caminhoneiros de que uma intervenção militar não vai ocorrer. "Cadê o Exército? O prazo acabou. Vai terminar tudo em pizza outra vez?", questionava um participante dos grupos de WhatsApp.

Isso não significa, entretanto, que eles desistiram da batalha. Além de iniciarem um abaixo assinado a favor da intervenção, eles passaram a focar em esforços para o presidente da República, Michel Temer, renunciar.

Nos grupos da categoria, a estratégia agora é tentar incluir a população em geral nos protestos, argumentando que essa não é uma luta só dos caminhoneiros, mas de todo o País.

Para isso, eles pedem que o povo não fique nas filas de postos de combustíveis nem paguem valores altos.

"A população não acordou ou está com preguiça de acordar. Não percebem que os descontos que o governo deu para nós caminhoneiros serão repassados para o álcool e para a gasolina de toda sociedade", diz um deles, no grupo de WhatsApp.

Para os motoristas, a única forma de derrubar o governo é uma greve geral, uma manifestação que envolva toda a sociedade. "Nossa greve continua, mas se o povo não ajudar não conseguiremos atingir nossos objetivos. Cadê a população nas ruas", questionava outro participante.

Eles também negavam que estavam sendo comandados por algum infiltrado. "Essa é uma luta nossa, não gostamos de políticos e nem queremos que eles estejam aqui", afirmavam.

O jornal O Estado de S. Paulo participa de três grupos de WhatsApp de caminhoneiros, cada um com mais de cerca de 300 participantes. Na troca de mensagens, eles se organizam rapidamente.

As informações se alastram em minutos, como ocorreu após o pronunciamento do presidente, no domingo. Em áudios, líderes de cada Estado mostravam a situação do momento e as decisões de manter a paralisação. A ordem, por ora, é manter a paralisação.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;