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Estado descumpre meta antienchentes


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

15/01/2006 | 09:10


A gestão tucana iniciada em 1997 chega a 2006 com 15 piscinões para contenção de enchentes construídos no Grande ABC, 40% da meta inicial (37). Esses reservatórios comportam 2,8 milhões de metros cúbicos por ano, 42% dos 6 milhões necessários para resolver o problema definitivamente. Mesmo após a conclusão de todo o sistema esta rede de reservatórios captará apenas 57% da água que invade a região. Especialistas em drenagem urbana são unânimes ao afirmar que houve avanços incontestáveis no combate às enchentes, mas também dizem que ainda há muito por fazer. Falta dinheiro para construir mais piscinões, agora que outras áreas demandam o mesmo recurso, e a adoção de programas complementares de prevenção e educação da população.

"O problema deve ter diminuído, mas realmente faltam vários piscinões para serem construídos ainda. Já se sabe como fazer, por que e onde fazer. O problema é a falta de recursos", afirma Júlio Cerqueira César Neto, presidente da Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. "O Grande ABC saiu na frente, mas agora disputa recursos com toda a Região Metropolitana. O dinheiro não é tão farto assim para se fazer em um único mandato", afirma o geólogo Marcos Bandini, mestre em análise ambiental e ex-coordenador da defesa civil em Ribeirão Pires. Para ele, a crítica dura, persistente, deve ser contra a ausência do governo nos comitês de bacia e a falta de adoção de medidas preventivas e educativas para complementar o trabalho das obras. "O governo que fracassou na democratização da gestão dos recursos hídricos. Poderíamos viabilizar informações on line, prever eventos, reduzir danos. Isso é a realidade hoje no Japão e na Europa", afirma.

O engenheiro Renato Maués, assessor da presidência do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, afirma que, se daqui a 20 anos tiver de contar a alguém sobre o atual plano de macrodrenagem, vai dizer que foi um avanço muito significativo, instrumento de destaque para manutenção das indústrias na região. "Acho que a macrodrenagem é um dos bons projetos que nós temos", afirmou. Para Maués, é impossível falar em cumprimento de metas, uma vez que não há prazos pré-determinados para encerrar o projeto, mas reconhece que haveria condições técnicas de fazer tudo, embora admita que não há recursos para tudo. Maués afirma que para atender à demanda é necessário concretizar os cinco projetos executivos. E, além deles, construir mais cinco ou seis piscinões de porte médio, com 200 mil m³ em média cada um. Para o engenheiro, que esclarece emitir apenas sua opinião pessoal, faltam ainda pelo menos mais um em São Caetano, dois ou três em Santo André e um em Diadema.



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Estado descumpre meta antienchentes

Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

15/01/2006 | 09:10


A gestão tucana iniciada em 1997 chega a 2006 com 15 piscinões para contenção de enchentes construídos no Grande ABC, 40% da meta inicial (37). Esses reservatórios comportam 2,8 milhões de metros cúbicos por ano, 42% dos 6 milhões necessários para resolver o problema definitivamente. Mesmo após a conclusão de todo o sistema esta rede de reservatórios captará apenas 57% da água que invade a região. Especialistas em drenagem urbana são unânimes ao afirmar que houve avanços incontestáveis no combate às enchentes, mas também dizem que ainda há muito por fazer. Falta dinheiro para construir mais piscinões, agora que outras áreas demandam o mesmo recurso, e a adoção de programas complementares de prevenção e educação da população.

"O problema deve ter diminuído, mas realmente faltam vários piscinões para serem construídos ainda. Já se sabe como fazer, por que e onde fazer. O problema é a falta de recursos", afirma Júlio Cerqueira César Neto, presidente da Agência da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. "O Grande ABC saiu na frente, mas agora disputa recursos com toda a Região Metropolitana. O dinheiro não é tão farto assim para se fazer em um único mandato", afirma o geólogo Marcos Bandini, mestre em análise ambiental e ex-coordenador da defesa civil em Ribeirão Pires. Para ele, a crítica dura, persistente, deve ser contra a ausência do governo nos comitês de bacia e a falta de adoção de medidas preventivas e educativas para complementar o trabalho das obras. "O governo que fracassou na democratização da gestão dos recursos hídricos. Poderíamos viabilizar informações on line, prever eventos, reduzir danos. Isso é a realidade hoje no Japão e na Europa", afirma.

O engenheiro Renato Maués, assessor da presidência do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, afirma que, se daqui a 20 anos tiver de contar a alguém sobre o atual plano de macrodrenagem, vai dizer que foi um avanço muito significativo, instrumento de destaque para manutenção das indústrias na região. "Acho que a macrodrenagem é um dos bons projetos que nós temos", afirmou. Para Maués, é impossível falar em cumprimento de metas, uma vez que não há prazos pré-determinados para encerrar o projeto, mas reconhece que haveria condições técnicas de fazer tudo, embora admita que não há recursos para tudo. Maués afirma que para atender à demanda é necessário concretizar os cinco projetos executivos. E, além deles, construir mais cinco ou seis piscinões de porte médio, com 200 mil m³ em média cada um. Para o engenheiro, que esclarece emitir apenas sua opinião pessoal, faltam ainda pelo menos mais um em São Caetano, dois ou três em Santo André e um em Diadema.

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