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Professor de S.Caetano é afastado


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 11:57


O professor de Matemática Adonis Vieira de Souza, 44 anos, da Escola Estadual Professora Maria da Conceição Moura Branco, situada no bairro Olímpico, em São Caetano, será afastado de suas funções. A Secretaria de Educação do Estado abriu ontem processo administrativo para apurar as denúncias de pais de alunos, que o acusam de coagir e agredir os estudantes. O afastamento deve durar cerca de 30 dias, prazo previsto para a conclusão do processo. Nesse período, além de Souza serão ouvidos também os pais dos alunos.

Os estudantes da 7ª série dizem se sentir amedrontados com atitudes do professor. Eles contam que Souza se refere a eles como ‘vagabundos‘, ‘inúteis‘ e ‘débeis mentais‘. Também se recusaria a tirar dúvidas da classe e, ao ser questionado, responderia com uma lista de palavrões. Ainda segundo relatos dos alunos, o professor teria ido além dos xingamentos com um dos adolescentes. Teria retirado o garoto da sala apertando-o pelo braço. A família do menino registrou boletim de ocorrência, e o aluno foi submetido a exame de corpo de delito.

Os alunos contam que há dois anos reclamam do professor com a diretoria da escola, sem sucesso. Procurada nesta sexta pela reportagem do Diário na escola para falar sobre o caso, a diretora não foi localizada.

Segundo informou por interfone um funcionário que se identificou como Carlos Alberto Françani, ela não estava no estabelecimento. “Ela foi chamada para uma reunião às 11h na Diretoria Regional de Ensino e ainda não retornou. Não sei dizer quando ela retorna”, afirmou, por volta das 15h40. A reportagem não teve acesso ao interior da escola.

O Diário também tentou falar com o professor. Ainda pelo interfone, Françani disse que Souza não podia falar enquanto estivesse em sala de aula. Perguntado se poderia então informar que a reportagem estava na escola para falar com o professor, Françani comentou. “Não podemos passar recados. Se ele quiser falar, só depois que terminar o expediente dele, às 18h40.” A reportagem insistiu e deixou telefones para contato. Ainda assim o professor não entrou em contato até o fechamento desta edição. Apesar do feriado prolongado, ontem houve atividade normal na escola.

Os pais não ficaram satisfeitos com o afastamento de Souza. “É um primeiro passo. Gostaria que não houvesse protecionismo, para que ele seja exonerado. Ele devia ser proibido de dar aula em qualquer outra escola”, disse Luiz Carlos Kazlauskas Valdo, 40, pai da estudante Nathalia, uma das primeiras a denunciar os maus-tratos do professor.

Segundo Luiz Carlos, a filha não foi à escola essa semana, para evitar novos atritos. “Ela só vai na segunda-feira. Espero que de fato esse professor já não esteja mais por lá. Fico até preocupado, porque o temperamento dele é muito agressivo. Na quarta-feira da semana passada, fui à escola conversar com ele e quase chegamos às vias de fato.”

A balconista Rosângela Oliveira da Silva, 38, mãe do garoto que teria sido tirado da sala de aula pelo braço confirmou ter registrado boletim de ocorrência contra o professor. “Só depois que registrei a ocorrência e meu filho fez o exame de corpo de delito no Hospital Márcia Braido é que ele (Souza) deixou meu filho voltar a assistir as aulas. Esse professor tem de ser exonerado. O afastamento é pouco. Ele não tem mais condições de permanecer na escola.” Ela pediu para que o nome do filho não fosse citado na matéria.

Embora a reportagem tenha solicitado entrevista com a diretora de ensino de São Bernardo, responsável também pelas escolas estaduais de São Caetano, a Secretaria de Estado da Educação comentou o caso por meio de nota.

No documento, a secretaria diz que o respeito de todo educador e gestor público deve estar entre os principais elementos do processo de aprendizagem desenvolvido nas quase 6 mil escolas estaduais e que toda e qualquer ação de contrarie esses princípios legais e morais é averiguada e punida de acordo com a gravidade.

Na última quarta-feira, a secretaria informou que vinha realizando investigações preliminares sobre a postura do professor e que já havia constatado que as atitudes de Souza são “inadequadas”.



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Professor de S.Caetano é afastado

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

17/06/2006 | 11:57


O professor de Matemática Adonis Vieira de Souza, 44 anos, da Escola Estadual Professora Maria da Conceição Moura Branco, situada no bairro Olímpico, em São Caetano, será afastado de suas funções. A Secretaria de Educação do Estado abriu ontem processo administrativo para apurar as denúncias de pais de alunos, que o acusam de coagir e agredir os estudantes. O afastamento deve durar cerca de 30 dias, prazo previsto para a conclusão do processo. Nesse período, além de Souza serão ouvidos também os pais dos alunos.

Os estudantes da 7ª série dizem se sentir amedrontados com atitudes do professor. Eles contam que Souza se refere a eles como ‘vagabundos‘, ‘inúteis‘ e ‘débeis mentais‘. Também se recusaria a tirar dúvidas da classe e, ao ser questionado, responderia com uma lista de palavrões. Ainda segundo relatos dos alunos, o professor teria ido além dos xingamentos com um dos adolescentes. Teria retirado o garoto da sala apertando-o pelo braço. A família do menino registrou boletim de ocorrência, e o aluno foi submetido a exame de corpo de delito.

Os alunos contam que há dois anos reclamam do professor com a diretoria da escola, sem sucesso. Procurada nesta sexta pela reportagem do Diário na escola para falar sobre o caso, a diretora não foi localizada.

Segundo informou por interfone um funcionário que se identificou como Carlos Alberto Françani, ela não estava no estabelecimento. “Ela foi chamada para uma reunião às 11h na Diretoria Regional de Ensino e ainda não retornou. Não sei dizer quando ela retorna”, afirmou, por volta das 15h40. A reportagem não teve acesso ao interior da escola.

O Diário também tentou falar com o professor. Ainda pelo interfone, Françani disse que Souza não podia falar enquanto estivesse em sala de aula. Perguntado se poderia então informar que a reportagem estava na escola para falar com o professor, Françani comentou. “Não podemos passar recados. Se ele quiser falar, só depois que terminar o expediente dele, às 18h40.” A reportagem insistiu e deixou telefones para contato. Ainda assim o professor não entrou em contato até o fechamento desta edição. Apesar do feriado prolongado, ontem houve atividade normal na escola.

Os pais não ficaram satisfeitos com o afastamento de Souza. “É um primeiro passo. Gostaria que não houvesse protecionismo, para que ele seja exonerado. Ele devia ser proibido de dar aula em qualquer outra escola”, disse Luiz Carlos Kazlauskas Valdo, 40, pai da estudante Nathalia, uma das primeiras a denunciar os maus-tratos do professor.

Segundo Luiz Carlos, a filha não foi à escola essa semana, para evitar novos atritos. “Ela só vai na segunda-feira. Espero que de fato esse professor já não esteja mais por lá. Fico até preocupado, porque o temperamento dele é muito agressivo. Na quarta-feira da semana passada, fui à escola conversar com ele e quase chegamos às vias de fato.”

A balconista Rosângela Oliveira da Silva, 38, mãe do garoto que teria sido tirado da sala de aula pelo braço confirmou ter registrado boletim de ocorrência contra o professor. “Só depois que registrei a ocorrência e meu filho fez o exame de corpo de delito no Hospital Márcia Braido é que ele (Souza) deixou meu filho voltar a assistir as aulas. Esse professor tem de ser exonerado. O afastamento é pouco. Ele não tem mais condições de permanecer na escola.” Ela pediu para que o nome do filho não fosse citado na matéria.

Embora a reportagem tenha solicitado entrevista com a diretora de ensino de São Bernardo, responsável também pelas escolas estaduais de São Caetano, a Secretaria de Estado da Educação comentou o caso por meio de nota.

No documento, a secretaria diz que o respeito de todo educador e gestor público deve estar entre os principais elementos do processo de aprendizagem desenvolvido nas quase 6 mil escolas estaduais e que toda e qualquer ação de contrarie esses princípios legais e morais é averiguada e punida de acordo com a gravidade.

Na última quarta-feira, a secretaria informou que vinha realizando investigações preliminares sobre a postura do professor e que já havia constatado que as atitudes de Souza são “inadequadas”.

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